Escrever é fácil, mas… / Writing is easy, yet…

Escrever, colocar a nossa alma inteira num papel. Sonhar, dissertar. Deixar sair para o mundo, tudo o que a nossa mente consegue criar e o nosso coração consegue sentir.

No final, com um pouco de sorte, temos uma história, ou textos e poemas dignos de serem apresentados ao grande público. Decidimos então que queremos transformá-los. Um livro. E agora?

O processo de escrita, por muito complexo e trabalhoso que seja, não é nada, diante da dificuldade de encontrar a forma ideal de publicar e promover o nosso trabalho adequadamente, dando-o a conhecer aos potenciais leitores.

Assim, à partida, o autor depara-se com duas opções: edição própria ou submete-se à árdua procura de uma editora interessada no seu trabalho.

A EDIÇÃO DE AUTOR

Esta é uma das opções que mais assusta os escritores de todas as idades, mas pode definitivamente, ser uma boa opção para um iniciante, pois as editoras são caras e exigem um investimento significativo por parte do autor, que nem sempre tem disponibilidade para fazê-lo.

Assim, esta opção afigura-se como sendo mais em conta e dado o pouco investimento publicitário em jovens autores, não terá uma diferença assim tão significativa em termos de visibilidade.

Porém, ao tomar esta decisão, uma série de outras têm de ser tomadas e muito trabalho há a fazer.

Em primeiro lugar, temos de definir como o vamos fazer. Contactar directamente uma gráfica? Utilizar os vários serviços que a internet dispõe actualmente para o fazer?

Esses serviços consistem em sites que são exclusivamente para edições de autor. O autor pode neles “fazer” todo o seu livro, seguindo as etapas pré-definidas pelo site e no final, pode mesmo, deixá-lo à venda no mesmo sítio, para além de poder encomendar alguns para si mesmo e vendê-los directamente aos leitores ou tentar criar algum protocolo com livrarias.

Se estivermos dispostos a algum investimento (ainda assim, muitas vezes menor, do que com uma editora convencional) poderão ser uma boa opção. Nestas plataformas, encontramos outros autores em dificuldades e com os quais partilhar dúvidas e ideias e que são uma grande ajuda e incentivo para nós.

A confecção da capa e a paginação do livro tem muitas vezes modelos pré-definidos que nos ajudam. Ou se tivermos conhecimentos e criatividade, podemos criar a nossa própria capa e enviar, tornando o nosso livro totalmente imaginado por nós, uma realidade. Em último caso, podemos contratar serviços mais profissionais a partir do próprio site, para nos ajudarem nos passos mais complicados para nós.

Por outro lado, contratando uma gráfica, com alguma pesquisa e capacidade de negociação, provavelmente encontraremos um melhor preço de impressão, mas somos obrigados a mandar imprimir muitos livros de uma só vez, fazendo um grande investimento, enquanto nos serviços referidos, podemos mandar vir um, dois, os que quisermos…

Aqui ficam dois exemplos, dos mais utilizados pelos autores e onde poderão investigar condições e facilidades.

http://www.lulu.com/

http://www.bubok.pt/

EDITORA CONVENCIONAL

A editora convencional é sem dúvida uma forma mais fácil de o fazer e dá outro ânimo e confiança a qualquer escritor. Muitas vezes, é o empurrãozinho que precisamos para reconhecermos a qualidade do nosso trabalho.

No entanto, não temos a vida facilitada e quando escolhemos esta opção, devemos então começar a pesquisar que tipo de editoras nos interessam. Esta é uma parte muito importante e que um jovem autor, muitas vezes se esquece. A ansiedade e a insegurança, faz com que a tendência seja aceitar a primeira que nos ofereça um contrato. Errado!

A editora errada pode ter consequências desastrosas na carreira de um escritor e ainda menos visibilidade do que uma edição própria. E acreditem que falo por experiência própria. É um erro comum, no qual caímos com frequência no nosso primeiro trabalho. O lado positivo é: aprendemos e não voltamos a fazer o mesmo.

Depois de recolhermos informações, acabamos com meia dúzia de editoras que nos parecem ideais. Enviamos o nosso trabalho e esperamos.

Esperamos…

Esperamos…

Com um pouco de sorte, conseguimos que pelo menos uma, nos aceite. Mesmo que isso não aconteça, não desesperem, podem tentar outros meios, outras editoras ou então, modificar um pouco o vosso trabalho, para se encaixar nas edições habituais da vossa editora preferida.

E lembrem-se, a recusa das editoras nem sempre tem a ver com a qualidade do trabalho, mas com investimentos e situações que pouco ou nada se relacionam com a arte.

Escolhida a editora e aceite o nosso projecto, começa então o trabalho chato e muitas vezes responsável por muitas crises de ansiedade… É duro, mas compensa.

Começa a troca de mails, reuniões com representantes deste ou daquele departamento da editora, discutir a nossa parte do investimento, assinar contrato, capa, construir a sinopse, escolha de frases-chave para publicidade, revisões e paginação, revisões, revisões e mais revisões, até chegar o grande dia do lançamento.

Nesse dia, convidamos todos os amigos e familiares, mesmo aqueles que nunca vemos, num nervosismo que nos faz perder a noção do tempo. No dia, aparecem metade daqueles que disseram que iam. O nervosismo continua a crescer e o dia passa a correr e no fim, mal sabemos o que foi que nós dissemos a todas aquelas pessoas.

Por pior que seja, a sensação de dever cumprido, deixa-nos um sorriso no final. Mais uma etapa vencida. Acabou. 🙂

LEITORES

Depois disso, parece que tudo acabou, nada mais errado. A nossa caminhada está só a começar e ainda não sabemos muito bem por onde ir.

Começamos a tentar promover, mostrar, dar a conhecer o nosso livro. Percebemos que perdemos mais dinheiro do que aquele que ganhámos, mas… é um investimento e temos esperança de um dia, quem sabe, vir a recuperá-lo.

Pela minha experiência, acabamos por recuperar, sim, anos depois, mesmo que não haja propriamente lucro. Mas nem tudo está perdido, é apenas um caminho, difícil… e muito mais fácil de fazer quando estamos acompanhados, por quem nos entende, por quem realmente quer ajudar e por quem luta pelo mesmo que nós.

Com editora ou com edição de autor, o problema é o mesmo, publicidade e dar a conhecer. A editora não gasta dinheiro com um autor que ninguém conhece e todas as iniciativas têm de partir de nós. Mas, por favor, não desanimem. Eu não desanimei e o meu segundo trabalho teve um maior impacto e mais visibilidade. Aos poucos, conseguimos. O importante é nunca desistir. 😉


Writing… it lays down your entire soul, wide open on a piece of paper. Dreaming, discoursing. Letting the world know what your mind could create and your heart could feel.

In the end, with a little luck, you might just have a story, or texts and poems which are worth being introduced to the general public or audience. So, you’ve decided you wish to turn them into a book? What now? What follows?

The process of writing is complex and hard-working, although, that’s nothing if you take into account the other difficulties you will face, deciding how to publish and promote your work properly for the potential readers.

So, to begin with, the author is facing two options: being his own publisher or the hard quest for the search of an established publisher that values his writing and takes interest in his work.

AUTHOR EDITION

This is one of the scariest options to all authors, regardless of their age (and in some cases, even previous experience), but it can definitely be a good choice for a beginner, since the publishers are expensive and they require a significant investment by the author, who might not be able to afford it.

Thus, this option appears as the least expensive one and knowing the low marketing investment in young authors, it will sadly not have that great a difference where the visibility of your work is concerned.

However, if you made this decision, there are countless other choices to be made and you have a lot of work to do.

In the first place, you need to define how you’re gonna do it. Will you be in contact directly with the book printers, or might you use one of various services the internet offers nowadays?

These services consist in websites that are exclusively used for author editions. There, the author can “make” his whole book, following the instructions, step by step and, in the end, you can also leave your work there to sell. Plus, you can order some copies for yourself or to sell them directly to your readers or even, try to create a protocol with some book stores.

If you are willing to do some investment (even so, smaller than in a conventional publisher) this could be a good option for you. On these platforms, you will find other authors in difficulties and with whom you can share your doubts. This can be a great help and of motivation to you.

As for the book cover and pagination, both have predefined models that may help you in the process. Or, if you have the knowledge and creativity for that, you could create your own cover and send it in, turning your dream book into a reality. And, of course, you may always hire professional services, in or out the site.

On the other side, if you hire a printer, with some research and negotiation, you’ll probably find a better price, yet you will probably have to order a huge amount of books at a time, which means a great investment, while in previous services, you may order just one or two books, or how many you want…

Here stand two examples with great acceptance among authors and where you could research about their conditions of use.

http://www.lulu.com/

http://www.bubok.pt/

CONVENTIONAL PUBLISHER

The conventional publisher is, without a doubt, an easier way to go through the whole process and it gives cheer and confidence to any writer. Many times, this is the little push you need in order to recognize the quality of your own work.

However, it’s not easy and we face some challenges in this decision too. When you take this option you should start worrying about researchingthe potential publishers with which you’d like to work with. This is a very important part and the young author often forgets about it or just dismisses it entirely. The anxiety and insecurity will make the most of us accept that first offer that comes in. That’s the worst thing you could do!

Picking the wrong publisher may be devastating for your career as an author and your visibility might suffer, perhaps it may even be worse than a self-published work. It’s a common mistake and believe me, this was my experience with my first book. The bright side is: we learn with that experience and we will never fall prey to this mistake again.

After we collect all the information that is required, or that we otherwise need, we ended up with a couple of suitable publishers. Then, we send our work and wait.

And wait…

And wait…

With a little luck, we’ll have, at least, one publisher interested in our book. Even if it doesn’t happen, please don’t despair, you could try other means, other publishers, or even make some small changes to your work, to better fit in with the main editions from your favorite publisher.

And remember, a refusal from a publisher isn’t always related with the quality of your work, but with investments and situations that are slightly related (or even unrelated) with the art.

But eventually, the moment will arrive. You have chosen a publisher, it accepts your project and then, the boring work begins. That’s, many times, responsible for a lot of anxiety crisis… It’s hard, yet rewarding.

The emails will start to flow, meetings with representatives from ‘this and that’ department, you discuss the investment, the signing of a contract, the cover, you build the synopsis and pick the key words and sentences for the marketing campaign, reviews and pagination, reviews again, more reviews, until the big day of the release.

For the release, you invite all of your friends and relatives, even the ones you almost never see. There is such an anxiety attached to that moment that it’ll make you lose track of time. On the day itself, just half of the people that assured you they’d be there, actually show up. The anxiety grows higher and the day flies by. At the end of it, you barely know or remember what you said to all those people.

It doesn’t matter if it didn’t go according to plan, or even how bad it went, the feeling of accomplishment you will have will definitely leave a smile in your face. Another successfull step! 🙂

READERS

After all that is done, you feel like “it’s over”, but you’re totally wrong. Your journey is just beginning and you don’t yet know where to go.

You will start to promote your book, showing it to people, making it visible and known. Here, you’ll realize that you lost more money than the one you earned, but…. it’s an investment and you’ll be hoping that someday, maybe, you can get it back.

In my experience, you usually do, years later and without any profit. But it isn’t all lost… It’s a way, a hard one… and it’s a bit easier doing with another person by your side, someone who fully understands you, who really wants to help you and, even better, who fights and will continue to fight for the same things you do.

With a publisher, or with an author edition, the problem remains the same: making sure your book is being presented to people, making it known. The publisher does not spend alot of money on an anonymous writer and pretty much all of the initiatives should, and most likely will, come from you. But, please, do not feel discouraged. I certainly tried my hardest not to be, and my second work had more impact and visibility. Step by step, you will get it. Just remember, never give up! 😉

Tempo para Escrever / Time for Writing

Escrever é uma forma de expôr pensamentos, ideias, emoções. Uma forma simples de mostrarmos ao mundo o que sentimos ou pensamos, os nossos desejos e frustrações, de tornar a nossa imaginação numa história apaixonante.

Não basta um momento de inspiração transcendente, onde um ideia explode na nossa mente e se tranforma. É preciso tempo, é preciso parar e elaborar as ideias soltas que nos surgem em catadupa.

Todos os dias afloram pensamentos que podíamos transportar para o papel e iluminar um pouco a nossa existência ou dos outros, no entanto, a primeira frase que nos sai dos lábios é “eu não tenho tempo para escrever”.

Arranjar esse tempo é fundamental, porque escrever faz bem à alma e é um óptimo antidepressivo, mesmo que escrevam apenas para vocês mesmos e não para outras pessoas lerem.

Deixo-vos então algumas dicas, que ajudam a ultrapassar a “falta de tempo”:

1. Levantar um pouco mais cedo.

Mesmo que sejam apenas 10 minutos, é uma boa forma de começar o dia e nada como uma casa adormecida no mais completo silêncio, para nos ajudar a concentrar. Os sonhos da noite ainda estão bem presentes e as ideias fluem sem filtros nem censuras, na mente ainda meio adormecida.

2. Escrever em todo o lado e sempre que possível.

Levar um bloco e um lápis ou caneta para todo o lado. Aproveitar para escrever em todos os momentos em que a vida nos obriga a esperar (na sala de espera de um consultório ou de uma instituição estadual, esquanto esperam um autocarro ou durante a própria viagem).

Poderão ainda optar por um aparelho de gravação de voz e aproveitar as viagens de carro, enquanto conduzem, ou enquanto realizam tarefas quotidianas e repetitivas.

3. Definir prioridades e aprender a dizer que não.

Muitas vezes perdemos tempo em situações inúteis, com actividades que nem quereríamos estar a fazer. É preciso definir a importância que a escrita tem na nossa vida e saber dizer que não aos outros, quando nesse dia, nos apetece escrever ao invés de ir fazer qualquer outra coisa.

Espero que estas pequenas dicas sejam um bom auxílio para todos os amantes da leitura e da escrita e se quiserem partilhar o que escrever, ficarei feliz de ajudar, basta enviarem para a página Há Vida Entre as Linhas, no Facebook.


Writing is a way of exposing our thoughts, ideas and emotions. A simple way for us to show the world what we feel or think, our desires and frustrations. It’s the possibility of turning our imagination into a captivating story.

A moment of amazing inspiration, when an idea seems to explode in your mind and transforms itself into a good story. But alas, it’s not enough. You need time. Stopping might be required to elaborate the ideas that previously emerged uncontrolled in your head.

Every day a lot of interesting thoughts come to your mind and you would like to write them down and make something beautiful with them. However, the first thing that comes out of your mouth is “I don’t even have the time to write all this down”.

Getting this time is essential, writing cleans your soul and it’s a great antidepressant, even when you write only for yourself and no one else will even read it.

So, I’ll let you in on some tips, in order to help you find some time for writing.

1. Get up earlier

Even if earlier means just 10 minutes, it’s a good way of starting your day and there’s nothing like a silent house, to help us focus. The dreams are still present in your mind and the ideas flow without filters or blames in your half asleep brain.

2. Write everywhere and always as possible.

Take a notebook and a pencil or pen everywhere you go. Seize each moment where life forces you to wait, and write (waiting for a doctor appointment, a bus… even while on a trip).

You can also choose to always have a recording device with you and use it while driving or during any other repetitive task in your day-to-day life.

3. Define priorities and learn how to say no.

Many times, we lose hours in useless situations, with activities that we didn’t want to do to begin with. It’s important to define the space that writing should occupy in your life and know how to say no to other people, if in that day, we’d rather be writing instead of doing anything else.

I hope these small tips have provided some support for all lovers of writing and/or reading, and if you want to share your writings, I’d be glad to help you. Just send it to the page Há Vida Entre As Linhas, on Facebook. (Despite it being in portuguese, we have followers from all over the world and we share texts in every languages you’d like.)

Escrever… Essa Paixão / Writing… A Passion

Escrever é para mim uma verdadeira paixão, desde os tempos em que escrever era apenas riscar meia dúzia de linhas indecifráveis no papel.

Era uma aventura extraordinária juntar as letras e as palavras em verdadeiros desabafos, criando mundos e histórias sem limites de imaginação. Cada linha era um ponto criativo que sentia desenvolver-se em algo maior.

Mas a verdadeira e inesquecível aventura começou em 2010, onde um Novo Mundo se abriu para mim. Mas cada aventura tem as suas dificuldades e as Sombras começaram a surgir pouco depois.

Foram anos de esforço e trabalho e aos poucos, as Sombras dissiparam-se e a Chiado Editora ajudou-me a continuar e a acreditar que é possível, sem Sombras de dúvida.


Writing is, for me, a true passion, ever since the time I started scribbling some unreadable lines on a piece of paper.

It has always been an amazing adventure joining the letters and the words into true outflows, creating new worlds and stories where the imagination had no limits. Each line, a creative point, that starts small and then develops into something bigger.

Yet, the true great adventure started in 2010, where a New World has born to me. But every adventure comes to an end. Thereafter rose the Shadows.

These were years of hard work and dedication, but bit by bit, the Shadows came to life and Chiado Publishing helped me continue and believe that this dream, this passion, albeit hard, is definitely possible.