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Escrever? Vem da alma… – Writing? It comes from the soul…

Quantos de nós já ouvimos alguém dizer que até gostaria de escrever, mas… não sabe o quê. Pois é, para um escritor isto não acontece. Porque para quem ama a escrita, escrever vem da alma. É algo que lá está, não precisamos de um tema, ou uma história muito complexa, as palavras brotam para o papel ou para a tela do computador, saídas directamente do coração.

Para mim, é isto que é um escritor. As ideias surgem, uma após a outra e aos poucos algo vai sendo contruído. Um texto, um poema, uma pequena história. E é, muitas vezes a partir destas ideias soltas, que me surge a verdadeira história, aquela que será estudada e organizada para formar um novo livro.

Acredito que é isto que nos torna escritores. Estudar? É bom. Todo o conhecimento é bom, mas o verdadeiro escritor tem algo dentro de si, que faz com que as palavras fluam naturalmente, formando frases bonitas, que constroem histórias que nos fazem sonhar.

É bom conhecer e estudar teorias, praticar as técnicas mais importantes do mundo da literatura, ler muito, pesquisar ainda mais, mas a nossa intuição e amor à escrita fará o principal trabalho. O que escrevemos espontaneamente provém das nossas experiências pessoais e é assim, que surgem as ideias mais originais.

Assim, se ainda estão na fase de dizer “qualquer dia”, quando esse dia, na verdade, parece nunca chegar, está na altura de se sentarem e escreverem. O que vos vier à cabeça. Não esperem pelo momento perfeito, pela inspiração, apenas escrevam.

Proponho um exercício a todos aqueles que sonham ser escritores, ou que já o são: peguem num papel e numa caneta, ou abram uma página em branco no vosso programa de escrita e simplesmente escrevam. O que primeiro vos vier à cabeça, sem censuras nem preocupações. Que tal saiu?


How many times have you heard someone talk about how he or she would like to write, but… don’t know what they’d write about. That’s right, for a write it doesn’t really happen, because for those who love writing, it sort of comes from their soul. There’s something from the inside, we don’t need a theme, or a very clever story, the words just sprout in the paper or in your computer screen… they come directly from your heart.

For me, that is what actually makes a writer. The ideas come up, one after another, and, bit by bit, something is built. A small text, a poem, a short story. And, many a time, from these simple ideas, you come up with a really good story, one which will be thought about regularly and organized, becoming a new book.

I believe that is what makes us writers. Studying? Yes, it’s good. All knowledge is important, yet, the real writer has something inside him, something that makes words flow in a natural manner, creating gorgeous sentences, for stories which make us dream.

It’s good to know, research and study theories, practicing the most important techniques in the literary world, read a lot and research even more, but your intuition and your love for writing will do the main work. What you write spontaneously, come from your personal experiences and that’s the way to reach the best original ideas.

That being said, if you’re still left saying “someday”, when in truth that day seems to never come, it’s time for you to sit down and write. It doesn’t matter what. What it’s about, what will connect it all… Write whatever comes to your mind. Do not wait for the perfect moment or for some sort of inspiration or epiphany, just write.

Actually, I propose an exercise to all of you, writers and writers-to-be: just pick up a pen and paper, or open a blank page on your favorite writing program and just start writing. Write anything. The first thing that comes to your mind, without any kind of censorship or concerns on your mind. Now, what came out? And what will you make of it?

CONSTRUINDO A CAPA – BUILDING THE COVER

A capa deve ser construída com cuidado e com um bom planeamento. Muitas vezes, enquanto criamos a história, algumas ideias vão surgindo na nossa mente sobre o aspecto que gostariamos que a capa do nosso livro tivesse, no entanto, é preciso ter em conta que não somos especialistas e a capa deve ser desenhada por designers, habituados a lidar com marketing e imagens de marca. Não quero com isto dizer, que a ideia do escritor deva ser ignorada, muito pelo contrário, ela mostra uma imagem personalizada e muitas vezes é fundamental para captar a essência do livro, mas a mesma deve ser trabalhada pelo artista, de modo a tornar-se marcante e apelativa.

Ousar, mas não em demasia!

Uma boa capa deve ser ousada e diferente, chamando imediatamente a atenção do leitor sobre ele, no entanto, nada de cair em exageros: algo demasiado diferente ou irreverente pode ter o efeito contrário, sobretudo em leitores mais conservadores.

É importante que o designer conheça o livro

O conteúdo do livro é, para a grande maioria dos profissionais que desenham capas, o principal ponto de referência para o seu trabalho, o que torna implícita a necessidade de lerem a história como parte da sua preparação para o processo. O designer Chip Kidd (http://chipkidd.com) afirma mesmo que lê os livros antes de começar a fazer as capas. Infelizmente para os autores, isto nem sempre acontece, especialmente, quando estamos a falar em primeiras publicações, na grande maioria das vezes realizadas com editoras pequenas, pelo que devem ficar atentos ao que vos é apresentado e se sentirem a necessidade de vetar a capa proposta, não hesitem. É o vosso trabalho que está em jogo aqui, não temam dar opiniões. Oiçam os especialistas, mas deixem bem clara a vossa opinião ou ficarão extremamente insatisfeitos com o resultado final.

Um só livro, ou uma série de livros?

Esta é uma questão à qual o escritor tem de responder o mais depressa possível. Quando estamos perante uma série de livros, deve haver um planeamento mais ou menos conjunto, para que todos tenham o mesmo estilo e fiquem bem, juntos numa estante. Pode não parecer assim tão significativo à partida, mas acreditem que poderá fazer toda a diferença pela óptica dos leitores. Se não houver este cuidado, pode dar-se o facto do leitor pensar: para quê comprar o próximo livro? Há uma maior tendência para adquirir toda a série, se o conjunto dos livros formar algo interessante visualmente.
Assim, ao planear uma série de livros, é importante que cada uma das capas, não só, respeite o título individual do livro, como mantenha uma relação óbvia com as restantes, havendo determinados elementos gráficos que façam parte de todas elas.

Então, e os e-books?

A Internet é, sem sombra de dúvida, um excelente espaço para dar a conhecer e fazer publicidade ao seu livro, mas isto não é o suficiente. Boas reviews são excelentes e ajudam-nos a consolidar um certo público, mas a capa é sempre a primeira coisa que as pessoas vêem e o principal motivo pelo qual vão procurar mais informação sobre determinada obra. O mesmo acontece com os e-books. Na verdade, uma boa capa é fundamental e, em sítios como a Amazon, devemos ainda colocar outra questão: esta capa fica bem em tamanho thumbnail?

E a editora?

A identificação da editora é fundamental e pode até influenciar a aquisição do livro pelos leitores. A capa e a lombada sao espaços privilegidos para esta identificação, sendo que não se trata apenas de incluir o nome e o logotipo da mesma. Muitas vezes, a editora trabalha com colecções que incluem livros de diversos autores e estes devem ter um ponto comum. É importante discutir todos estes pormenores com a editora, antes da decisão final.

 

A capa deve ter um aspecto profissional, caso contrário os leitores vão acreditar que se trata de trabalho de amador e ignorá-lo por completo. A maioria do público vai considerar que um trabalho assim não merece o tempo que perderão a lê-lo, por isso, é preciso escolher com muito cuidado, não só o tema da capa, mas também o designer. Um bom entendimento entre o autor e o designer é fundamental, especialmente nas edições de autor (self publishing). Nunca se esqueçam que uma má capa, pode arruinar anos de trabalho intenso.


The cover for your book must be built carefully, with the help of some good planning. Many times, when you create the story, some ideas may pop up in your head about the cover’s design, although, you need to keep in mind that you’re not a specialist and the cover should really be designed by professionals, who are used to dealing with marketing and branding considerations. This doesn’t mean that your idea isn’t important or that it should be ignored, quite the opposite. Your idea probably shows a personalized image or notion and is often an essential component in order to capture the book’s essence, but it should be crafted by the artist anyway, to make that it is appealing or outstanding.

Daring, but not too much!

A good cover should be bold or different, getting the potential reader to immediately look at it, however, you must be careful so as not to exaggerate: something too different or too irreverent could have the opposite effect, especially with the most traditional readers.

The designer needs to know the book and what it’s about!

Most of the professionals who design book covers admit to the contents of said books being the main reference for their work process. This should in fact tell you how real, obvious and necessary it is, that your own cover’s designer read your book’s story, in preparation for his own cover design process and work. The designer Chip Kidd (http://chipkidd.com) has stated multiple times, that he reads the books fully before starting any work on their covers. Unfortunately for the authors, this isn’t a rule set in stone for all designers, specially on your first book, usually published by small companies, so you must pay attention to what is presented to you and, if you feel that need, just say no to that particular cover project. Do not hesitate. It is your work on the line, do not be afraid to make your opinion known. You need to hear the specialists, of course, and heed their advice, but you should make your opinion very clear, or you’ll risk being disappointed with the final result.

One book or a series of books?

This is an important question, which the author has to answer as soon as possible. When you’re doing a series of books, a general plan for all of those covers should be made, so they have the same style and look good on a shelf (be it in the bookstore, library or at home). That may not seem very significant, but it can make all the difference to your audience. If this isn’t carefully planned or thought out, your reader might in turn think: why should I buy the next book? There is a statistically greater tendency to acquire the whole series if the books match somehow, becoming visually interesting or appealing.
Therefore, when you’re planning covers for a series of books, it’s important that each one of them not only shows the individuality of that particular book, but also, shows an obvious relationship with the others, keeping some graphic elements that may be a part of the entire series’ covers.

And how about e-books?

The Internet is, without a doubt, a great place to spread the word, but it’s not enough. Good reviews are great and can help you in consolidating your audience. However, the cover is always the first thing people see and one of the main reasons why they will get interested or curious and try to learn more about your book. With e-books in particular, this isn’t at all different. In fact, a good cover is always fundamental, a staple even, and in web stores like Amazon, you should even go so far as to think about another small point: does your cover look good in a thumbnail? It wouldn’t hurt!

And… how about the publisher?

The publisher logo or identification is quite important as well and those can even be an influence on the readers, as to whether to buy the book. The cover itself and the book’s spine are privileged spaces for this and should often include both the publisher’s name and logo. Many times, the publishers work on a collection basis, and each one of these collections will include books written by many different authors and should have some commonality among them, which can also be displayed. It’s important to discuss all these details with your publisher before reaching and taking a final decision.

A cover must look professional, otherwise your readers will think you’re an amateur and ignore your work. Most of the public will believe that a book with a very poor cover generally isn’t worth their time, so you must choose carefully, both the cover’s theme and the designer. A good understanding between the author and the designer is paramount, especially in self publishing. Never forget that a bad cover can actually harm, or even ruin, years of hard work.

RITMO NARRATIVO – NARRATIVE PACE

Quando estamos a escrever, temos a tendência natural de visualizar cada cena na nossa cabeça, no entanto, quando passamos para o papel, nem sempre o fazemos da melhor forma. É importante saber o momento de acelerar e o momento de travar um pouco e dar mais detalhes e pormenores ao leitor, para que eles possam ver a cena pelos nossos olhos e com o mesmo fascínio com que a escrevemos.

O tempo é fundamental quando contamos a nossa história e temos de nos certificar que o leitor o acompanha da mesma forma que nós. Para além da ordem da narrativa (o que vem antes e depois) temos um aspecto muito importante, no qual se foca este post: o ritmo.

Não há fórmulas exactas que possamos usar consoante um ou outro parâmetro, no entanto, esta é uma componente muito importante em qualquer história para que a deixemos passar em branco.

O leitor moderno está habituado a uma velocidade mais rápida, passada pelo cinema e pela televisão e (salvo algumas excepções) prefere, de uma maneira geral, um ritmo narrativo mais rápido, onde os acontecimentos surgem uns atrás dos outros e sem descrições intensivas. Contudo, enquanto escritores, não podemos redigir um texto, onde a ausência de qualquer descrição mais detalhada torna a nossa história superficial e as nossas personagens sem profundidade psicológica e emocional.

Desta forma, temos de escolher cuidadosamente as cenas mais importantes e decisivas e apostar nelas para um ponto de vista mais detalhados. Nas restantes, a descrição de pormenores deve aparecer integrada na narrativa, de modo a que seja fácil de ler e mesmo minimalista, dê a informação básica necessária.

O ritmo nem sempre (para dizer a verdade, quase nunca) é determinado através de uma decisão consciente do escritor, muitas vezes, é fruto da história em si e da forma como o enredo é montado. Uma boa forma de perceber se a nossa história está demasiado rápida ou demasiado lenta é deixá-la de lado durante alguns dias e depois voltar a lê-la e terão uma perspectiva bastante diferente.

É bom não esquecer ainda, que o comprimento das frases e a forma como se utilizam os sinais de pontuação também têm uma grande influência no ritmo narrativo.


When you’re writing, you have a natural tendency to visualize each scene in your mind, however, when you put it down on paper, you don’t always do it the right way. It’s important to know when to accelerate and when to step on the brakes a bit and give the reader plenty more details, so he can see the scene through your eyes and hopefully with the same fascination with you were writing it with.

Time is a fundamental element when you tell your story and you must make sure that the reader sees it in the same way as you. In addition to the narrative order (what comes before and after) there is another very important aspect, on which this post is majorly focused: the pace.

There aren’t exact formulas that you can use which would depend on one parameter or another, but this is a very important component in any story, too important to let it slide by unmentioned.

The current reader is used to a faster speed, usually delivered by the cinema and television and, with some exceptions, this reader now tends to prefer this faster pace narrative, where events occur one after the other, without thoroughly intensive descriptions in between. However, as writers, we can not write a text where the absence of any detailed description would make our story too shallow or superficial and make our characters lack in psychological or emotional depth.

Thus, we have to carefully choose the most important and decisive scenes and bet in them for a more detailed point of view. In the remainder of the story, descriptive details should appear integrated in the narrative, so that they’ll be easy to read and still grant the reader with the required information and minor flourish.

The pace isn’t always determined by a conscious decision of the writer (to tell you the truth, it almost never is). It is often the result of the story itself and the way the plot is elaborated. A good way to understand if our story is moving way too fast, or too slow, is to leave it aside for a few days and then re-read it and you’ll likely have a quite different perspective if that were indeed the case.

It’s important not to forget that the length of the sentences themselves and the way in which punctuation marks are used, both have a major influence on the narrative rhythm you imprint on the story.

PALAVRAS QUE PROVOCAM EMOÇÕES – WORDS THAT TRIGGER EMOTIONS

Provocar emoções através das palavras é o objectivo de qualquer escritor. Não há nada como ouvir um leitor falar do nosso trabalho com emoção e paixão. Saber que alguém odeia o vilão que nós criámos, ou adoraria conhecer o sítio que descrevemos é das melhores críticas que podemos ter. Contudo, brincar com as palavras e transformá-las em sentimentos para as outras pessoas não é, definitivamente, tarefa fácil. Se muitas vezes, elas fluem da nossa mente, como se viessem directamente do coração, outras, escrevemos e reescrevemos e ainda assim, parece que não conseguimos passar a imagem que nós queríamos.

A forma de fazer isto é muito própria e cada um tem de encontrar a sua. Poderão, obviamente, inspirar-se nos vossos autores favoritos, mas aquilo que funciona para eles, pode não funcionar para vocês.

Temos sempre de ter em conta que cada pessoa vê, pensa e sente de forma diferente e se queremos transmitir essa emoção, não chega dizer que a personagem x está apaixonada pela y e que esta que odeia a z. Quais são os sintomas de uma paixão? Qual a reacção do nosso corpo ao sentimento de ódio? Façam descrições detalhadas, utilizem comparações mais ou menos objectivas, usem e abusem das figuras de estilo.

A Maria não está simplesmente apaixonada pelo João. O seu coração bate mais depressa e as suas pernas tremem quando o vê. Milhares de borboletas parecem esvoaçar no seu estômago e quando se dirige a ele, a voz estremece e as palavras que saem da sua boca, nem sempre são coerentes… E assim por diante.

Muitas vezes, queremos que o leitor crie empatia com determinada personagem para que possa odiar o nosso vilão, então devemos fornecer-lhe factos da sua vida, que não estejam relacionados com a acção actual, para que essa relação seja desenvolvida. E não se esqueçam que ninguém é totalmente bom ou mau! A menos que o vosso trabalho se foque em estereótipos, é importante que algures na história o nosso vilão tenha um bom motivo (mesmo que doentio) para os seus actos.

Segundo Hemingway, uma história deve ter uma “sequência de movimentos e de factos bem encenados”. Acredito que o bem encenados seja o ponto fulcral aqui. Um leitor precisa de mais do que um simples adjectivo (por exemplo: triste, alegre, com raiva…) para conseguir envolver-se com a história, viver aquilo que a personagem está a viver… E não é esse o objectivo de qualquer leitor?

Nós somos mais do que a visão ou a racionalidade. Coloquem outros sentidos no vosso texto, façam o leitor sentir e viver o mesmo que a vossa personagem. Quando encontram um autor que consegue despertar as vossas emoções desta forma, analisem o seu texto e tentem perceber o que foi que vos conquistou. E então, brindem os vossos leitores com uma torrente de emoções e sentimentos, que não lhes vai permitir parar de ler.


Triggering emotions through his writing, his words, is the goal of any writer. There is nothing like listening to a reader talk about your work with passion and real emotion. Knowing that someone hates your villain, or would love to know ‘that one place you described’ is the best critique or judgement you can have. However, playing with words and turning them into feelings other people can or will relate to, isn’t all that easy… If many times they wind up flowing from your mind as if coming straight from the heart, other times, well… you end up writing, rewriting them, and still, somehow they just don’t seem right.

There isn’t any ‘ideal way’ to do this, so each one of you authors out there has to find his or her own way. You can, however, inspire yourselves in your favorite authors, but what works or worked for them, may not work for you.

You must keep in mind that the person who ends up reading your text sees, thinks and feels differently from you and if you want to transmit or convey an emotion, it’s not as easy as saying that the character x is in love with character y who in turn hates character z. What are the symptoms of burning passion? How does your body react to the feeling of hate? You should make implications, give some detailed descriptions, use comparisons (be they highly objective or otherwise), and use and abuse figures of speech.

Mary isn’t just in love with John. Her heart beats faster and her legs tend to start trembling when she sees him. Thousands of butterflies flutter around in her stomach and when she does manage to speak to him, the words often fall short of her intent as they remain stubbornly and even painfully lodged in her throat… And so on. You can use this deep knowledge that you, yourself, as a human being, have about emotions, and carefully craft descriptions and situations that lead the reader into understanding the underlying emotions without your need to blatantly point out the obvious.

Often times, we want our reader to create empathy with some character so that he or she may grow to hate our villain. For that, we should give him some facts of said character’s life that aren’t necessarily related with the current action, but will help him nurture this relationship and generate the much needed empathy. And please do not forget: no one is totally good nor evil! Except if your work is highly and purposefully styled toward stereotypes, it’s important to give your villain a motive (even a sickening one) for his actions.

According to Hemingway, a story should have a “sequence of well staged movements and facts”. I believe that “well staged” is the main point here. A reader needs more than a simple adjective (for example: sad, happy, angry…) to feel connected to the story, to live what the character is living… And, isn’t that the goal for any reader?

We are certainly more than just our vision or rationality. Embed the other senses in your text, make your readers feel alive in your character’s shoes. Whenever you find an author capable of messing with your emotions that way, you should analyze his or her text and try to understand what specifically (if it was indeed something specific) has won you over to such an extent. Then, build on your own way of offering your readers and fans a surge of emotions and feelings, which in turn will surely keep them reading your works and begging for more.

MEDO DE ESCREVER – FEAR OF WRITING

Medo de escrever? Parece estranho dito desta forma, mas… não será familiar a todos nós? Quem, enquanto escritor ou aspirante a escritor, não se deparou com a pergunta “Será que sou bom o suficiente?” Bem, a resposta é invariavelmente sim.

No entanto, o início do processo pode ser sempre mais complicado, pois não sabemos exactamente o que escrever. Bem, o que posso dizer? As primeiras ideias não importam. Sentem-se “bloqueados”? Sentem que a vossa história não é boa o suficiente? Que importa? Escrevam tudo, como rascunho, todas as ideias que vos surgirem na cabeça, por mais absurdas que vos pareçam. Convençam-se de que ninguém vai ler e vejam o vosso medo a evaporar-se lentamente, até que, já sem ele, criam uma história.

Pode não ser excelente, mas será certamente melhor do que aquela que o vosso medo vos iria permitir escrever. Nem tudo o que escrevemos tem de ser editado, não é? Escrevam, escrevam muito e escolham as melhores e as que mais gostam. Não esperem pela inspiração, apenas escrevam. Se se sentirem inspirados tanto melhor, mas se o vosso objectivo é escrever um romance, nem todas as cenas da vossa história vão ser inspiradoras. É uma questão de aceitar este facto e seguir em frente. Quando terminarem e relerem, talvez sintam a vossa inspiração de forma diferente e melhorem essas cenas que custaram mais a “sair”.

Muitas vezes, o medo prende-se com o género. Leiam, leiam muito. Procurem livros de vários géneros, leiam não só para se divertir, mas analisem a história, descubram o que a fez ser amada (ou não) pelos leitores. Por pior que considerem um livro, há sempre uma aprendizagem e uma lição a tirar de cada um. Ver o que os outros fazem, ler as suas histórias, entender os seus métodos, também nos ajuda a ultrapassar os nossos medos.

Ninguém consegue escrever uma história de forma igual a outra pessoa, então, não se torturem à procura do estilo certo ou do estilo semelhante ao autor x, que é tão bom. Não, cada autor é único e é isso que torna a vossa obra especial. Aprendam sempre mais e mais, leiam muito, observem os detalhes e depois… aos poucos e sem pressas, vão ver surgir o vosso próprio estilo.

Depois de ultrapassada esta primeira barreira, outros medos surgem, o feedback é um deles. Muitas vezes, os nossos primeiros leitores são familiares ou amigos, o que nos dá uma certa confiança, mas também muito receio. Receio de que as suas reviews não sejam sinceras, por medo de magoar os nossos sentimentos, por exemplo. Outra situação com que me tenho deparado é com a frase “se nem os meus amigos lêem o que eu escrevo…” Bem, se calhar entregaram o vosso trabalho precisamente àquele amigo que não tem tempo para nada, ou pior, àquele que odeia ler…

A qualidade do trabalho não pode ser medida por factores tão imprecisos e nem por reviews online, sejam elas boas ou más. É importante perceber que determinado tipo de pessoas gostam de umas coisas, outras gostam de outro género e saber viver com isso.

Todos se sentem ansiosos ao escrever, principalmente se tencionam fazer disso a vossa vida, mas faz parte do processo e deve ser encarado como tal. Ponham de lado os julgamentos, a rejeição das editoras e todos os obstáculos que encontrem no caminho. Sim, pode ser difícil fazer a vossa vida apenas com a escrita, mas sem tentar…

E, mesmo que acreditem que o vosso trabalho é assim tão mau, eu só conheço uma forma de melhorar: escrever. Todos os dias mais e mais.

Tentem colocar todas estas ideias de lado quando escrevem, escrevam como se fosse única e exclusivamente para vocês mesmos e depois… deixem acontecer.


The fear of writing. It may seem weird when it is said in such a way, yet… isn’t it something that all writers are familiar with? Who, as an aspiring writer or accomplished one, can say that he never questions himself “Am I good enough?”. Well, the answer to that particular question is: yes, you are.

The beginning of the process can be a bit complicated because you don’t know exactly what to write. “What can I say?” The first ideas don’t really matter. Do you feel “blocked”? Do you feel that your story is not good enough? Who cares? Write it anyway, at least as a draft. Write down all of the ideas that come to mind, even the craziest ones. Convince yourself that no one will read them and see your fear slowly disappear, until, without that burden, you finally create the story you wanted.

It may not be excellent, but it will certainly be better than the one your fear would have allowed you to write. Not everything you write must be edited, right? So, write, write and write some more. Then, and only then, do you choose the stories you like the most. Do not wait for some miracle or bout of inspiration, just write. If you feel inspired, great, but if you are writing a novel, not all the scenes of your story will be inspiring. So get over it. When you finish writing and proceed to proof-read it, you may improve the scenes that you feel to be the weakest.

Many times, your fear is related to the type of story. You need to read, a lot and different genders. You must read not only to have fun, but also to analyze the stories, find out what makes them loved (or hated) by the readers. As bad as the book may seem, it will most likely end up teaching you something. Seeing what other people do, reading their stories, understanding their methods, will also help you overcome your fears.

No one is able to write a story the same way another person would, so, don’t torture yourself trying to find the right style or the one which is similar to that author you like. No, each author is unique and that’s what makes your work special. Learn more and more, read many books and observe all those fine details within them, then slowly build up your own style.

After you overcome that first barrier, other fears arise and feedback is one of them. Often, our first readers are relatives or friends, which might give us some much needed confidence, but it could also be very scary. You will probably fear that their reviews will be biased in order to avoiding hurting your feelings, for example. Another possible situation is stamped on a sentence such as “Well, if not even my friends read what I write …”. It might be that you may just have delivered your work precisely to that one friend who has no time for anything, or worse, the one who hates to read.

The quality of your work can’t be measured by factors so imprecise, nor online reviews, whether they’re good or bad. It is important to realize and learn to live with the fact that different people like different things.

Everyone feels anxious about their writing, especially when you decide that’s what you want to do for the rest of your life, but it’s a part of the process and it should be seen as such. Put your judgments, the publishers’ rejection and every other obstacle you may find in your way, aside. Yes, it can be hard living from your writing, but if you don’t try…

And besides, even if you really think your work is that bad, there is just one way to improve: writing. Every day, more and more.

Try to put aside any judgment you have when you’re writing, just write as if no one would see it, except you and then… let it happen.

PRENDER O LEITOR – CATCHING THE READER

Tudo o que um escritor mais deseja é que os seus leitores gostem daquilo que lêem e que fiquem apaixonados pelas suas histórias. Por vezes, parece difícil, mas na verdade, para prender o leitor à nossa história, só há uma regra importante: meio-termo.

É claro que, temos sempre de ter em conta que estamos a escrever para outras pessoas e por isso devemos ser claros no que queremos transmitir. Devemos ter especial atenção às primeiras páginas, evitem as grandes descrições sem conteúdo, ou linguagem exageradamente rebuscada. Foquem-se no vosso público-alvo, e naquilo que gosta de ler, a forma como fala e age (claro, sem exageros). Nas primeiras páginas, não importa de que cor é o tapete ou que tempo está a fazer lá fora, importa sim, o que está a acontecer.

Mas, e o que deve estar a acontecer?

Não é preciso (embora possa funcionar para algumas histórias) uma entrada demasiado dramática, com gritos, sangue, bombas a explodir ou vidros a partir. Apenas deve ser dada a noção de movimento, de acção e, se possível, começar a dar indícios (subtis) do conflito inerente à história. Sim, uma história tem de ter conflito, algo que impeça as personagens que alcançarem os seus objectivos, ou a mesma tornar-se-á cansativa e aborrecida para o leitor.

As cenas descritas ao longo de toda a história devem conseguir transportar os vossos leitores para esse mundo mágico que é o livro, o vosso livro. Mesmo que este seja passado num local comum, as vossas palavras podem transformá-lo num local espectacular e as personagens, em pessoas únicas e fascinantes, descritas de forma que pareçam estar pintadas com palavras. A componente de visualização, principalmente num mundo altamente tecnológico, onde cada pessoa acha que já viu de tudo (mesmo que através do ecrã do computador) é fundamental, para pregar o leitor ao livro. No entanto, e voltando ao ponto de partida, sem exageros, meio-termo é o ideial. Afinal, talvez aquela personagem fantástica não precise de ser minuciosamente descrita para ser imaginada, muitas vezes basta uma peculiaridade, física ou não, para a tornar única e deixar a todos apaixonados por ela. Tudo o resto, bem, é imaginação.


A writer’s biggest desire is to provoke passion in his readers. Sometimes that seems difficult, but, in truth there is only one rule to keep in mind in order to successfully do it: middle ground.

Obviously, you need to keep in mind that you are writing for someone else, so you must try to be crystal clear when transmitting your ideas. You should pay special attention to the first pages, avoid great descriptions with no content, or a very fancy language. You should focus on your target audience: what do they read? How do they speak and act? But please, do not exaggerate. In the first pages, it doesn’t matter the carpet color or the weather outside the window… All that matters is what’s happening in that moment.

But… What should be happening?

You do not need (despite the fact it could work in some stories) a very dramatic entrance, with screams, blood, bombs exploding and glass everywhere. You should just give the notion of movement, of action and, if possible, the first subtle clues to the conflict in the story. And yes, a story must have a conflict, something that prevents the characters from reaching their goals, or it will become boring for your readers.

The scenes described along your story should be able to transport the readers to the magical world of that book, your book. Even if it is set in a very ordinary background, your words can turn it into a spectacular place and turn the characters into unique and fascinating people, described like if they were painted with words. The visualization component, mainly in a highly technological world, where every person thinks he or she already saw a bit of everything (even if it was just on a computer screen) is fundamental, so your book can grab the reader. But (reiterating the starting point), no exaggeration, middle ground is the ideal. After all, that amazing character doesn’t need to be described until exhaustion to be imagined, many times you just need some peculiarity (that can be physical or psychological in nature) to turn your character into something unique and make everyone fall in love with it. Everything else, well, it’s your imagination.

COMEÇAR A ESCREVER – START WRITING

Cada um de nós tem as suas razões para começar a escrever, mas no fundo, é sempre a mesma: necessidade de falar e expressar o que nos vai na alma.

Os primeiros textos são quase sempre acerca de nós mesmos, do que sentimos, do que vivemos, do que nos confunde. Muitas vezes, o famoso Diário, especialmente atractivo nos primeiros anos da adolescência, é apenas uma introdução a este mundo fantástico que é a escrita.

Mas quando nos bate aquela vontade de escrever algo mais, então tudo muda de figura.

A nossa mente bloqueia, rodeamo-nos de incertezas e inseguranças e de repente, parece que, afinal, já não sabemos escrever assim tão bem. Será?

Escrever para si VS. Escrever para os outros

A nossa principal questão quando decidimos escrever para outras pessoas é: será que estão interessados no que eu tenho a dizer?

A resposta, é claro, não é 100% fidedigna, mas posso garantir que pelo menos algumas delas estarão, por afinidade convosco, ou porque escolheram um tema que lhes diz alguma coisa. Há sempre alguém que se identifica e a nossa tarefa é apenas sermos honestos connosco e com os outros.

Não há uma receita ideal para escrever, mas quando queremos que a nossa história, texto ou poesia seja lida pelos outros, temos que nos lembrar que eles não estão na nossa mente e que coisas que para nós parecem óbvias, para os outros, não o são. Deste modo, os pormenores são importantes. Só com eles, a pessoa poderá identificar-se com o nosso texto, sentir que aquelas palavras lhe dizem alguma coisa. Afinal de contas, quando o assunto não é totalmente perceptível, perdemos o interesse, não é? Os outros são como nós.

Claro que isto vai depender do tipo de escrita que pretendemos elaborar e de qual é o nosso público-alvo. Mas mesmo que sejam experts a tentar ensinar alguma coisa, quanto mais simples conseguirem colocar o assunto, melhor para todos.

Leitores-beta?

Quem pretende escrever, principalmente obras de ficção depara-se agora com o conceito dos chamados leitores-beta. Os leitores-beta é apenas uma expressão recente, para um conceito antigo, tal como acontece com tantas outras coisas. Estes são apenas os leitores que irão ler o vosso trabalho, antes dele ser publicado.

Quando estamos a trabalhar a um nível mais profissional, convém escolhermos alguém que não conheça a história e que saiba o que está a fazer, isto é, que esteja empenhado em ajudar-nos realmente. É importante termos críticas construtivas, que nos façam melhorar e nos apoiem na nossa missão.

No entanto, quando estamos a dar os primeiros passos, porque não pedirmos aos nossos amigos para o fazerem? É uma excelente forma de começar a perceber se o que escrevemos é perceptível, se as outras pessoas entendem e então depois, começamos a escolher melhor, pois é sempre importante, que estes leitores sejam pessoas que não tenham receios de nos dizer o que está mal e que gostem muito de ler, que tenham lido muito e nos alertem para as incongruências que encontrarem.

E claro, se eles detectarem um erro ortográfico ou de sintaxe, corrigir o mais depressa possível.

Não elucidem os leitores-beta acerca da história, da ideia de fundo, nada. Quanto menos souberem, mais facilmente irão detectar os “erros” ou pormenores em que os leitores convencionais vão reparar.

E porque não um blog?

Como em quase tudo na vida, para se escrever bem, é preciso: escrever.

Escrevam sempre, em todo o lado, a toda a hora. Façam textos, poemas, escrevam contos, criem personagens, mesmo que não cheguem a escrever a história delas. Se não podem escrever, pensem, elaborem na vossa cabeça os textos, como se fosse para alguém ler.

É preciso escrever, escrever, escrever e escrever.

A questão do blog é apenas uma forma de terem uma visibilidade, que com um pouco de sorte, chegue mais longe do que apenas os vossos amigos mais chegados. Porquê?

Bem, temos uma maior crítica, estamos mais expostos e pessoas que não nos conhecem, não temem ferir os nossos sentimentos, apontando com maior clareza os nossos erros.

Mas atenção, aceitem apenas as críticas construtivas e que vos poderão ajudar a melhorar. Comentários destrutivos e sem qualquer valor, apaguem-nos e nem os leiam duas vezes.

O blog para além de nos ajudar a enfrentar um público maior e assim gerar mais confiança em nós, dá-nos uma sensação de compromisso importante. Sabemos que não podemos falhar para com os nossos leitores mais assíduos (mesmo que sejam apenas um ou dois, merecem o nosso respeito) o que nos força a escrever quase todos os dias, nem que seja só um bocadinho.

E lembrem-se: confiança é tudo. Falhem as vezes que forem necessárias, mas nunca desistam. Cada erro é uma aprendizagem e daqui por algum tempo, vão rir-se e emocionar-se com eles.


Each one of us has our own reasons to start writing, but deep down, it’s always the same: we need to talk and express what’s in our soul.

Our first texts are, almost always, about ourselves. What do we feel? What is happening to us? What’s so confusing or worrying for us? Many times, the famous Diary, especially attractive in first years of adolescence, is just an introduction to this wonderful world of writing.

But some day you feel the need to write something else. Then, everything changes.

Your mind seems to block, you surround yourself with insecurities and somehow, you question yourself and feel that, in reality, your writing skills aren’t as good as you thought, your work not as polished. Are they? Is it?

Writing for yourself VS. Writing for other people

Your main question when you do decide to write for other people is: will they be interested in what I have to say?

The answer, obviously, is not 100% sure, but I can assure you of something: some people will. Maybe they like you, or maybe it just so happens that you chose some subject they related with or feel connect to. It doesn’t matter why, it doesn’t matter if these people will be ten or ten thousand, you have to give it your best shot, for them.

There isn’t any ideal way of writing, yet, if you want your story, poem or article to captivate people and be read, you must remember that other people are not inside your mind and whatever seems obvious to you, may not be so for them. So, the details are very important. They are the ones which will make a reader identify himself with your text, even making he or she feel that your words truly mean something. After all, the fact is that, if we don’t fully understand what we’re reading, we very well may lose interest, isn’t it? Well, that applies to your readers too.

Logically this will depend on the kind of work you are doing and whom your target audience is, yet, even if you are some expert trying to teach something technical to a specific group of people, the simpler your presentation, the better.

Beta-readers?

Anyone who decides to write, especially a work of fiction, will probably come across the concept of beta-readers. This is a recent expression, for an ancient concept: these are the people who will read your book before it has been published.

When you are working at a professional level, it is important to choose someone who doesn’t know your story and mostly, who is really committed to helping you. Constructive criticism are important, it will support you and help you improve as a writer.

However, if you are at your first steps, how about asking your friends for help? It’s an excellent way to know if what we write is perceptible, if other people can at least understand and appreciate it. Then, you can begin to choose carefully those who are preferable for the job. Why? It’s important that the readers don’t feel very embarrassed to tell you what might be wrong with your text and, of course, they must love reading and should be avid readers themselves. The more they read, a lot of different authors, the easier it may be for them to alert you to little inconsistencies and mistakes in your work, aswell as any orthographic or syntax mistake that’s gone by unnoticed, which are bound to pop up every now and then.

Do not share any insight into the story with these beta-readers. Not the main idea, characters, nothing at all really. The less they know, the more efficient they will be at detecting the little mistakes and details, which the normal reader is bound to notice.

How about a blog?

Like everything else in life, in order to be a good writer, you must: write!

Write anywhere and everywhere, all the time. Try to write texts, poems, short stories, create characters, even if they end up never becoming part of a story. If you can’t write, think, elaborate the texts in your mind, as if anyone could read it.

You must write, write, write and then write some more.

Why not try to create a blog aswell? The way I’m talking about a blog, is just as a way of having more visibility, maybe, with a little luck, it will be read by more people than just your close friends. Why is that important?

Well, you’ll have a larger audience, more unobstructed criticism (hopefully constructive), you’ll be more exposed and thus, more likely to improve.

Yet, be careful, you should only accept the constructive criticisms, the ones that can help you improve. Destructive comments, without any value, may appear and should be ignored.

A blog, besides helping you face a larger audience, gives you an important feeling of commitment. You know you can’t fail your most diligent readers (even when we are talking of one or two, they deserve your respect), and this forces you to write almost everyday, even if it’s just a little bit.

And remember: confidence is everything. You can fail a lot of times, but never give up. Every mistake is a learning experience and soon enough you will laugh at them as they lead you on your road to great things.

Escrever é fácil, mas… / Writing is easy, yet…

Escrever, colocar a nossa alma inteira num papel. Sonhar, dissertar. Deixar sair para o mundo, tudo o que a nossa mente consegue criar e o nosso coração consegue sentir.

No final, com um pouco de sorte, temos uma história, ou textos e poemas dignos de serem apresentados ao grande público. Decidimos então que queremos transformá-los. Um livro. E agora?

O processo de escrita, por muito complexo e trabalhoso que seja, não é nada, diante da dificuldade de encontrar a forma ideal de publicar e promover o nosso trabalho adequadamente, dando-o a conhecer aos potenciais leitores.

Assim, à partida, o autor depara-se com duas opções: edição própria ou submete-se à árdua procura de uma editora interessada no seu trabalho.

A EDIÇÃO DE AUTOR

Esta é uma das opções que mais assusta os escritores de todas as idades, mas pode definitivamente, ser uma boa opção para um iniciante, pois as editoras são caras e exigem um investimento significativo por parte do autor, que nem sempre tem disponibilidade para fazê-lo.

Assim, esta opção afigura-se como sendo mais em conta e dado o pouco investimento publicitário em jovens autores, não terá uma diferença assim tão significativa em termos de visibilidade.

Porém, ao tomar esta decisão, uma série de outras têm de ser tomadas e muito trabalho há a fazer.

Em primeiro lugar, temos de definir como o vamos fazer. Contactar directamente uma gráfica? Utilizar os vários serviços que a internet dispõe actualmente para o fazer?

Esses serviços consistem em sites que são exclusivamente para edições de autor. O autor pode neles “fazer” todo o seu livro, seguindo as etapas pré-definidas pelo site e no final, pode mesmo, deixá-lo à venda no mesmo sítio, para além de poder encomendar alguns para si mesmo e vendê-los directamente aos leitores ou tentar criar algum protocolo com livrarias.

Se estivermos dispostos a algum investimento (ainda assim, muitas vezes menor, do que com uma editora convencional) poderão ser uma boa opção. Nestas plataformas, encontramos outros autores em dificuldades e com os quais partilhar dúvidas e ideias e que são uma grande ajuda e incentivo para nós.

A confecção da capa e a paginação do livro tem muitas vezes modelos pré-definidos que nos ajudam. Ou se tivermos conhecimentos e criatividade, podemos criar a nossa própria capa e enviar, tornando o nosso livro totalmente imaginado por nós, uma realidade. Em último caso, podemos contratar serviços mais profissionais a partir do próprio site, para nos ajudarem nos passos mais complicados para nós.

Por outro lado, contratando uma gráfica, com alguma pesquisa e capacidade de negociação, provavelmente encontraremos um melhor preço de impressão, mas somos obrigados a mandar imprimir muitos livros de uma só vez, fazendo um grande investimento, enquanto nos serviços referidos, podemos mandar vir um, dois, os que quisermos…

Aqui ficam dois exemplos, dos mais utilizados pelos autores e onde poderão investigar condições e facilidades.

http://www.lulu.com/

http://www.bubok.pt/

EDITORA CONVENCIONAL

A editora convencional é sem dúvida uma forma mais fácil de o fazer e dá outro ânimo e confiança a qualquer escritor. Muitas vezes, é o empurrãozinho que precisamos para reconhecermos a qualidade do nosso trabalho.

No entanto, não temos a vida facilitada e quando escolhemos esta opção, devemos então começar a pesquisar que tipo de editoras nos interessam. Esta é uma parte muito importante e que um jovem autor, muitas vezes se esquece. A ansiedade e a insegurança, faz com que a tendência seja aceitar a primeira que nos ofereça um contrato. Errado!

A editora errada pode ter consequências desastrosas na carreira de um escritor e ainda menos visibilidade do que uma edição própria. E acreditem que falo por experiência própria. É um erro comum, no qual caímos com frequência no nosso primeiro trabalho. O lado positivo é: aprendemos e não voltamos a fazer o mesmo.

Depois de recolhermos informações, acabamos com meia dúzia de editoras que nos parecem ideais. Enviamos o nosso trabalho e esperamos.

Esperamos…

Esperamos…

Com um pouco de sorte, conseguimos que pelo menos uma, nos aceite. Mesmo que isso não aconteça, não desesperem, podem tentar outros meios, outras editoras ou então, modificar um pouco o vosso trabalho, para se encaixar nas edições habituais da vossa editora preferida.

E lembrem-se, a recusa das editoras nem sempre tem a ver com a qualidade do trabalho, mas com investimentos e situações que pouco ou nada se relacionam com a arte.

Escolhida a editora e aceite o nosso projecto, começa então o trabalho chato e muitas vezes responsável por muitas crises de ansiedade… É duro, mas compensa.

Começa a troca de mails, reuniões com representantes deste ou daquele departamento da editora, discutir a nossa parte do investimento, assinar contrato, capa, construir a sinopse, escolha de frases-chave para publicidade, revisões e paginação, revisões, revisões e mais revisões, até chegar o grande dia do lançamento.

Nesse dia, convidamos todos os amigos e familiares, mesmo aqueles que nunca vemos, num nervosismo que nos faz perder a noção do tempo. No dia, aparecem metade daqueles que disseram que iam. O nervosismo continua a crescer e o dia passa a correr e no fim, mal sabemos o que foi que nós dissemos a todas aquelas pessoas.

Por pior que seja, a sensação de dever cumprido, deixa-nos um sorriso no final. Mais uma etapa vencida. Acabou. 🙂

LEITORES

Depois disso, parece que tudo acabou, nada mais errado. A nossa caminhada está só a começar e ainda não sabemos muito bem por onde ir.

Começamos a tentar promover, mostrar, dar a conhecer o nosso livro. Percebemos que perdemos mais dinheiro do que aquele que ganhámos, mas… é um investimento e temos esperança de um dia, quem sabe, vir a recuperá-lo.

Pela minha experiência, acabamos por recuperar, sim, anos depois, mesmo que não haja propriamente lucro. Mas nem tudo está perdido, é apenas um caminho, difícil… e muito mais fácil de fazer quando estamos acompanhados, por quem nos entende, por quem realmente quer ajudar e por quem luta pelo mesmo que nós.

Com editora ou com edição de autor, o problema é o mesmo, publicidade e dar a conhecer. A editora não gasta dinheiro com um autor que ninguém conhece e todas as iniciativas têm de partir de nós. Mas, por favor, não desanimem. Eu não desanimei e o meu segundo trabalho teve um maior impacto e mais visibilidade. Aos poucos, conseguimos. O importante é nunca desistir. 😉


Writing… it lays down your entire soul, wide open on a piece of paper. Dreaming, discoursing. Letting the world know what your mind could create and your heart could feel.

In the end, with a little luck, you might just have a story, or texts and poems which are worth being introduced to the general public or audience. So, you’ve decided you wish to turn them into a book? What now? What follows?

The process of writing is complex and hard-working, although, that’s nothing if you take into account the other difficulties you will face, deciding how to publish and promote your work properly for the potential readers.

So, to begin with, the author is facing two options: being his own publisher or the hard quest for the search of an established publisher that values his writing and takes interest in his work.

AUTHOR EDITION

This is one of the scariest options to all authors, regardless of their age (and in some cases, even previous experience), but it can definitely be a good choice for a beginner, since the publishers are expensive and they require a significant investment by the author, who might not be able to afford it.

Thus, this option appears as the least expensive one and knowing the low marketing investment in young authors, it will sadly not have that great a difference where the visibility of your work is concerned.

However, if you made this decision, there are countless other choices to be made and you have a lot of work to do.

In the first place, you need to define how you’re gonna do it. Will you be in contact directly with the book printers, or might you use one of various services the internet offers nowadays?

These services consist in websites that are exclusively used for author editions. There, the author can “make” his whole book, following the instructions, step by step and, in the end, you can also leave your work there to sell. Plus, you can order some copies for yourself or to sell them directly to your readers or even, try to create a protocol with some book stores.

If you are willing to do some investment (even so, smaller than in a conventional publisher) this could be a good option for you. On these platforms, you will find other authors in difficulties and with whom you can share your doubts. This can be a great help and of motivation to you.

As for the book cover and pagination, both have predefined models that may help you in the process. Or, if you have the knowledge and creativity for that, you could create your own cover and send it in, turning your dream book into a reality. And, of course, you may always hire professional services, in or out the site.

On the other side, if you hire a printer, with some research and negotiation, you’ll probably find a better price, yet you will probably have to order a huge amount of books at a time, which means a great investment, while in previous services, you may order just one or two books, or how many you want…

Here stand two examples with great acceptance among authors and where you could research about their conditions of use.

http://www.lulu.com/

http://www.bubok.pt/

CONVENTIONAL PUBLISHER

The conventional publisher is, without a doubt, an easier way to go through the whole process and it gives cheer and confidence to any writer. Many times, this is the little push you need in order to recognize the quality of your own work.

However, it’s not easy and we face some challenges in this decision too. When you take this option you should start worrying about researchingthe potential publishers with which you’d like to work with. This is a very important part and the young author often forgets about it or just dismisses it entirely. The anxiety and insecurity will make the most of us accept that first offer that comes in. That’s the worst thing you could do!

Picking the wrong publisher may be devastating for your career as an author and your visibility might suffer, perhaps it may even be worse than a self-published work. It’s a common mistake and believe me, this was my experience with my first book. The bright side is: we learn with that experience and we will never fall prey to this mistake again.

After we collect all the information that is required, or that we otherwise need, we ended up with a couple of suitable publishers. Then, we send our work and wait.

And wait…

And wait…

With a little luck, we’ll have, at least, one publisher interested in our book. Even if it doesn’t happen, please don’t despair, you could try other means, other publishers, or even make some small changes to your work, to better fit in with the main editions from your favorite publisher.

And remember, a refusal from a publisher isn’t always related with the quality of your work, but with investments and situations that are slightly related (or even unrelated) with the art.

But eventually, the moment will arrive. You have chosen a publisher, it accepts your project and then, the boring work begins. That’s, many times, responsible for a lot of anxiety crisis… It’s hard, yet rewarding.

The emails will start to flow, meetings with representatives from ‘this and that’ department, you discuss the investment, the signing of a contract, the cover, you build the synopsis and pick the key words and sentences for the marketing campaign, reviews and pagination, reviews again, more reviews, until the big day of the release.

For the release, you invite all of your friends and relatives, even the ones you almost never see. There is such an anxiety attached to that moment that it’ll make you lose track of time. On the day itself, just half of the people that assured you they’d be there, actually show up. The anxiety grows higher and the day flies by. At the end of it, you barely know or remember what you said to all those people.

It doesn’t matter if it didn’t go according to plan, or even how bad it went, the feeling of accomplishment you will have will definitely leave a smile in your face. Another successfull step! 🙂

READERS

After all that is done, you feel like “it’s over”, but you’re totally wrong. Your journey is just beginning and you don’t yet know where to go.

You will start to promote your book, showing it to people, making it visible and known. Here, you’ll realize that you lost more money than the one you earned, but…. it’s an investment and you’ll be hoping that someday, maybe, you can get it back.

In my experience, you usually do, years later and without any profit. But it isn’t all lost… It’s a way, a hard one… and it’s a bit easier doing with another person by your side, someone who fully understands you, who really wants to help you and, even better, who fights and will continue to fight for the same things you do.

With a publisher, or with an author edition, the problem remains the same: making sure your book is being presented to people, making it known. The publisher does not spend alot of money on an anonymous writer and pretty much all of the initiatives should, and most likely will, come from you. But, please, do not feel discouraged. I certainly tried my hardest not to be, and my second work had more impact and visibility. Step by step, you will get it. Just remember, never give up! 😉

Tempo para Escrever / Time for Writing

Escrever é uma forma de expôr pensamentos, ideias, emoções. Uma forma simples de mostrarmos ao mundo o que sentimos ou pensamos, os nossos desejos e frustrações, de tornar a nossa imaginação numa história apaixonante.

Não basta um momento de inspiração transcendente, onde um ideia explode na nossa mente e se tranforma. É preciso tempo, é preciso parar e elaborar as ideias soltas que nos surgem em catadupa.

Todos os dias afloram pensamentos que podíamos transportar para o papel e iluminar um pouco a nossa existência ou dos outros, no entanto, a primeira frase que nos sai dos lábios é “eu não tenho tempo para escrever”.

Arranjar esse tempo é fundamental, porque escrever faz bem à alma e é um óptimo antidepressivo, mesmo que escrevam apenas para vocês mesmos e não para outras pessoas lerem.

Deixo-vos então algumas dicas, que ajudam a ultrapassar a “falta de tempo”:

1. Levantar um pouco mais cedo.

Mesmo que sejam apenas 10 minutos, é uma boa forma de começar o dia e nada como uma casa adormecida no mais completo silêncio, para nos ajudar a concentrar. Os sonhos da noite ainda estão bem presentes e as ideias fluem sem filtros nem censuras, na mente ainda meio adormecida.

2. Escrever em todo o lado e sempre que possível.

Levar um bloco e um lápis ou caneta para todo o lado. Aproveitar para escrever em todos os momentos em que a vida nos obriga a esperar (na sala de espera de um consultório ou de uma instituição estadual, esquanto esperam um autocarro ou durante a própria viagem).

Poderão ainda optar por um aparelho de gravação de voz e aproveitar as viagens de carro, enquanto conduzem, ou enquanto realizam tarefas quotidianas e repetitivas.

3. Definir prioridades e aprender a dizer que não.

Muitas vezes perdemos tempo em situações inúteis, com actividades que nem quereríamos estar a fazer. É preciso definir a importância que a escrita tem na nossa vida e saber dizer que não aos outros, quando nesse dia, nos apetece escrever ao invés de ir fazer qualquer outra coisa.

Espero que estas pequenas dicas sejam um bom auxílio para todos os amantes da leitura e da escrita e se quiserem partilhar o que escrever, ficarei feliz de ajudar, basta enviarem para a página Há Vida Entre as Linhas, no Facebook.


Writing is a way of exposing our thoughts, ideas and emotions. A simple way for us to show the world what we feel or think, our desires and frustrations. It’s the possibility of turning our imagination into a captivating story.

A moment of amazing inspiration, when an idea seems to explode in your mind and transforms itself into a good story. But alas, it’s not enough. You need time. Stopping might be required to elaborate the ideas that previously emerged uncontrolled in your head.

Every day a lot of interesting thoughts come to your mind and you would like to write them down and make something beautiful with them. However, the first thing that comes out of your mouth is “I don’t even have the time to write all this down”.

Getting this time is essential, writing cleans your soul and it’s a great antidepressant, even when you write only for yourself and no one else will even read it.

So, I’ll let you in on some tips, in order to help you find some time for writing.

1. Get up earlier

Even if earlier means just 10 minutes, it’s a good way of starting your day and there’s nothing like a silent house, to help us focus. The dreams are still present in your mind and the ideas flow without filters or blames in your half asleep brain.

2. Write everywhere and always as possible.

Take a notebook and a pencil or pen everywhere you go. Seize each moment where life forces you to wait, and write (waiting for a doctor appointment, a bus… even while on a trip).

You can also choose to always have a recording device with you and use it while driving or during any other repetitive task in your day-to-day life.

3. Define priorities and learn how to say no.

Many times, we lose hours in useless situations, with activities that we didn’t want to do to begin with. It’s important to define the space that writing should occupy in your life and know how to say no to other people, if in that day, we’d rather be writing instead of doing anything else.

I hope these small tips have provided some support for all lovers of writing and/or reading, and if you want to share your writings, I’d be glad to help you. Just send it to the page Há Vida Entre As Linhas, on Facebook. (Despite it being in portuguese, we have followers from all over the world and we share texts in every languages you’d like.)