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CONSTRUINDO A CAPA – BUILDING THE COVER

A capa deve ser construída com cuidado e com um bom planeamento. Muitas vezes, enquanto criamos a história, algumas ideias vão surgindo na nossa mente sobre o aspecto que gostariamos que a capa do nosso livro tivesse, no entanto, é preciso ter em conta que não somos especialistas e a capa deve ser desenhada por designers, habituados a lidar com marketing e imagens de marca. Não quero com isto dizer, que a ideia do escritor deva ser ignorada, muito pelo contrário, ela mostra uma imagem personalizada e muitas vezes é fundamental para captar a essência do livro, mas a mesma deve ser trabalhada pelo artista, de modo a tornar-se marcante e apelativa.

Ousar, mas não em demasia!

Uma boa capa deve ser ousada e diferente, chamando imediatamente a atenção do leitor sobre ele, no entanto, nada de cair em exageros: algo demasiado diferente ou irreverente pode ter o efeito contrário, sobretudo em leitores mais conservadores.

É importante que o designer conheça o livro

O conteúdo do livro é, para a grande maioria dos profissionais que desenham capas, o principal ponto de referência para o seu trabalho, o que torna implícita a necessidade de lerem a história como parte da sua preparação para o processo. O designer Chip Kidd (http://chipkidd.com) afirma mesmo que lê os livros antes de começar a fazer as capas. Infelizmente para os autores, isto nem sempre acontece, especialmente, quando estamos a falar em primeiras publicações, na grande maioria das vezes realizadas com editoras pequenas, pelo que devem ficar atentos ao que vos é apresentado e se sentirem a necessidade de vetar a capa proposta, não hesitem. É o vosso trabalho que está em jogo aqui, não temam dar opiniões. Oiçam os especialistas, mas deixem bem clara a vossa opinião ou ficarão extremamente insatisfeitos com o resultado final.

Um só livro, ou uma série de livros?

Esta é uma questão à qual o escritor tem de responder o mais depressa possível. Quando estamos perante uma série de livros, deve haver um planeamento mais ou menos conjunto, para que todos tenham o mesmo estilo e fiquem bem, juntos numa estante. Pode não parecer assim tão significativo à partida, mas acreditem que poderá fazer toda a diferença pela óptica dos leitores. Se não houver este cuidado, pode dar-se o facto do leitor pensar: para quê comprar o próximo livro? Há uma maior tendência para adquirir toda a série, se o conjunto dos livros formar algo interessante visualmente.
Assim, ao planear uma série de livros, é importante que cada uma das capas, não só, respeite o título individual do livro, como mantenha uma relação óbvia com as restantes, havendo determinados elementos gráficos que façam parte de todas elas.

Então, e os e-books?

A Internet é, sem sombra de dúvida, um excelente espaço para dar a conhecer e fazer publicidade ao seu livro, mas isto não é o suficiente. Boas reviews são excelentes e ajudam-nos a consolidar um certo público, mas a capa é sempre a primeira coisa que as pessoas vêem e o principal motivo pelo qual vão procurar mais informação sobre determinada obra. O mesmo acontece com os e-books. Na verdade, uma boa capa é fundamental e, em sítios como a Amazon, devemos ainda colocar outra questão: esta capa fica bem em tamanho thumbnail?

E a editora?

A identificação da editora é fundamental e pode até influenciar a aquisição do livro pelos leitores. A capa e a lombada sao espaços privilegidos para esta identificação, sendo que não se trata apenas de incluir o nome e o logotipo da mesma. Muitas vezes, a editora trabalha com colecções que incluem livros de diversos autores e estes devem ter um ponto comum. É importante discutir todos estes pormenores com a editora, antes da decisão final.

 

A capa deve ter um aspecto profissional, caso contrário os leitores vão acreditar que se trata de trabalho de amador e ignorá-lo por completo. A maioria do público vai considerar que um trabalho assim não merece o tempo que perderão a lê-lo, por isso, é preciso escolher com muito cuidado, não só o tema da capa, mas também o designer. Um bom entendimento entre o autor e o designer é fundamental, especialmente nas edições de autor (self publishing). Nunca se esqueçam que uma má capa, pode arruinar anos de trabalho intenso.


The cover for your book must be built carefully, with the help of some good planning. Many times, when you create the story, some ideas may pop up in your head about the cover’s design, although, you need to keep in mind that you’re not a specialist and the cover should really be designed by professionals, who are used to dealing with marketing and branding considerations. This doesn’t mean that your idea isn’t important or that it should be ignored, quite the opposite. Your idea probably shows a personalized image or notion and is often an essential component in order to capture the book’s essence, but it should be crafted by the artist anyway, to make that it is appealing or outstanding.

Daring, but not too much!

A good cover should be bold or different, getting the potential reader to immediately look at it, however, you must be careful so as not to exaggerate: something too different or too irreverent could have the opposite effect, especially with the most traditional readers.

The designer needs to know the book and what it’s about!

Most of the professionals who design book covers admit to the contents of said books being the main reference for their work process. This should in fact tell you how real, obvious and necessary it is, that your own cover’s designer read your book’s story, in preparation for his own cover design process and work. The designer Chip Kidd (http://chipkidd.com) has stated multiple times, that he reads the books fully before starting any work on their covers. Unfortunately for the authors, this isn’t a rule set in stone for all designers, specially on your first book, usually published by small companies, so you must pay attention to what is presented to you and, if you feel that need, just say no to that particular cover project. Do not hesitate. It is your work on the line, do not be afraid to make your opinion known. You need to hear the specialists, of course, and heed their advice, but you should make your opinion very clear, or you’ll risk being disappointed with the final result.

One book or a series of books?

This is an important question, which the author has to answer as soon as possible. When you’re doing a series of books, a general plan for all of those covers should be made, so they have the same style and look good on a shelf (be it in the bookstore, library or at home). That may not seem very significant, but it can make all the difference to your audience. If this isn’t carefully planned or thought out, your reader might in turn think: why should I buy the next book? There is a statistically greater tendency to acquire the whole series if the books match somehow, becoming visually interesting or appealing.
Therefore, when you’re planning covers for a series of books, it’s important that each one of them not only shows the individuality of that particular book, but also, shows an obvious relationship with the others, keeping some graphic elements that may be a part of the entire series’ covers.

And how about e-books?

The Internet is, without a doubt, a great place to spread the word, but it’s not enough. Good reviews are great and can help you in consolidating your audience. However, the cover is always the first thing people see and one of the main reasons why they will get interested or curious and try to learn more about your book. With e-books in particular, this isn’t at all different. In fact, a good cover is always fundamental, a staple even, and in web stores like Amazon, you should even go so far as to think about another small point: does your cover look good in a thumbnail? It wouldn’t hurt!

And… how about the publisher?

The publisher logo or identification is quite important as well and those can even be an influence on the readers, as to whether to buy the book. The cover itself and the book’s spine are privileged spaces for this and should often include both the publisher’s name and logo. Many times, the publishers work on a collection basis, and each one of these collections will include books written by many different authors and should have some commonality among them, which can also be displayed. It’s important to discuss all these details with your publisher before reaching and taking a final decision.

A cover must look professional, otherwise your readers will think you’re an amateur and ignore your work. Most of the public will believe that a book with a very poor cover generally isn’t worth their time, so you must choose carefully, both the cover’s theme and the designer. A good understanding between the author and the designer is paramount, especially in self publishing. Never forget that a bad cover can actually harm, or even ruin, years of hard work.

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O Bater do Coração – The Heart Beat

Aqui vos deixo mais um título a não perder de um jovem autor português.

Encomendem e partilhem, ajudem-nos a fazer a Campanha Chuva de Encomendas chegar a cada vez mais pessoas. 🙂

 

CAMPANHA #Chuva_de_Encomendas

Título: O Bater do Coração
Autor: Diogo Simões

Sinopse: Certo! Não era coisa que eu ouvisse todos os dias, e na verdade, acho que nunca tinha ouvido. No entanto, era estranho. Ouvir um rapaz com dezassete ou dezoito anos a dizê-lo. Não duvidei por um segundo que estivesse a dizer a verdade, bastava olhar para os seus olhos. Aproximei-me dele, hesitante, dando passadas breves e curtas. Nunca tinha sentido esta sensação de querer reconfortar alguém. Era como estar num daqueles meus livros, nas histórias que lia todas as noites.
Sentei-me junto do rapaz, ainda sem nome, e fiz uma coisa que nunca tinha feito a ninguém, coloquei o meu braço pelas suas costas. Estava quente e tremia. Chorava. Nunca tinha visto um rapaz chorar. Era um leque novo de emoções também para mim.
O navio deu um solavanco o que me fez aproximar mais dele, causando um bater mais acelerado do meu coração. Acabei por o abraçar.

Poderá ser adquirido em:
http://www.bertrand.pt/ficha/o-bater-do-coracao?id=15766725
http://www.fnac.pt/O-Bater-do-Coracao-Diogo-Simoes/a795129
http://chiadoeditora.com/livraria/o-bater-do-coracao
http://www.boaleitura.com/livro/125892
http://www.wook.pt/ficha/o-bater-do-coracao/a/id/15766725


Here we are, being met with another book from a young portuguese author. That’s always great news!

Order and share, help us make the “It’s raining books” campaign reach even more people. 🙂

 

#It’s_Raining_Books CAMPAIGN
Title: The Heartbeat
Author: Diogo Simões

Synopsis: Sure, it wasn’t something you hear everyday, in truth, I think I’d never heard it before. However, it was weird. Hearing a boy of 17 or 18 years old say that. I didn’t doubt, not even for a second, that he was telling the truth, I just needed to look into his eyes. I approached him, hesitant, with small and short footsteps. I’d never felt this sensation of wanting to comfort someone before. It was like being in one of my books, in the stories that I read every night.
I sit next to the yet nameless boy, and I did something I’d never did to anyone before, I put my arm around his back. It was warm and tremble. He was crying. I’d never seen a boy crying before. It was a range of new emotions for me as well.
The ship lurched which made me get closer to him, making my heart race even more. I ended up hugging him.

It may be acquired at:
http://www.bertrand.pt/ficha/o-bater-do-coracao?id=15766725
http://www.fnac.pt/O-Bater-do-Coracao-Diogo-Simoes/a795129
http://chiadoeditora.com/livraria/o-bater-do-coracao
http://www.boaleitura.com/livro/125892
http://www.wook.pt/ficha/o-bater-do-coracao/a/id/15766725

OS 10 ERROS DO ESCRITOR – 10 MISTAKES A WRITER COMMITS

Escrever é uma paixão, mas quando queremos tornar-nos um escritor profissional, acabamos por ter de lidar com tantas outras situações que nada têm a ver com a escrita. Todas elas acabam por ter um impacto determinante e muitas vezes, por levar a grandes desilusões.

Aqui ficam alguns dos erros mais comuns, especialmente entre os novos autores.

1. Escrever para ganhar dinheiro

Sim, o seu grande sonho é tornar-se um escritor bem sucedido, que pode viver exclusivamente dos seus livros. Mas, se o objectivo é fazer muito dinheiro, talvez esteja na hora de se dedicar a outras actividades…

2. Achar que consegue rever o próprio texto

Este é um erro muito comum nos escritores novatos e em grande parte devido ao lado financeiro que nem sempre é fácil de gerir. No entanto, é preciso ter a perfeita noção de que não vão conseguir rever o próprio texto. É preciso um profissional, que conheça muito bem a língua em que o texto está escrito. É, sem dúvida, uma prioridade.

3. Depender unicamente das redes sociais e do boca-a-boca

Sim, a publicidade é cara e esta é a forma mais rápida e com menos gastos de divulgar o nosso livro. Porém, pouco eficaz. Claro que conseguimos vender uns quantos exemplares aos familiares e amigos, mas depois… percebemos que não chega. E claro, dos 1000 amigos do facebook… quantos irão realmente comprar e quantos ficarão pela promessa de o fazer?

4. Escrever apenas o que gosta

É tentador e confesso que é o erro que mais cometo, mas se querem chegar ao grande público, vão ter de sair da vossa zona de conforto, tentar perceber o que é que os outros querem ler e começar a trabalhar mais nesse sentido.

5. Esperar que a editora faça todo o trabalho publicitário

Pois… este tópico é um dos mais controversos. Senão vejamos, a editora acaba por ter bem menos trabalho do que esperaríamos que tivesse. O autor ajuda nos custos financeiros e ainda tem de publicitar? Mas… não é obrigação da editora? Bem, deveria, pelo menos, ser do interesse dela publicitar os próprios livros e com alguma sorte fazer algum dinheiro com isso, no entanto, o jovem autor tem de se preocupar sim, tem de ser ele a promover o seu livro e organizar eventos que o ajudem a fazê-lo, mesmo que recorram à ajuda da editora. Se não apresentarem ideias, se não tentarem fazer por vocês… nada acontece.

6. Elevadas expectativas

Esta é a melhor história que já alguma vez escreveram? Todos os vossos amigos já leram e gostaram? Que bom! Verdade, é uma sensação maravilhosa, mas não acreditem que isso é a chave do sucesso. Sonhar é bom. Ter ambição. Tentar. Mas expectativas demasiados elevadas, provocam uma queda muito grande e muitas vezes, difícil de recuperar. Apenas, mantenham os pés na terra.

7. Escrever sem planeamento

A melhor parte de escrever um livro é sem dúvida a escrita propriamente dita. É pegar num lápis ou caneta, ou no computador e deixar as palavras fluirem livremente. Contudo, está longe de ser a mais importante. Se não houver um planeamento cuidado da história e da forma como introduzem os factos e as personagens correm sérios riscos de cair em contradições, tornar a história muito lenta ou muito rápida. A incoerência afasta os leitores. É importante fazer um planeamento pormenorizado e só depois escrever.

8. Escrever o que “está na moda”

Isto pode parecer contraditório com o que disse no ponto 4, mas o que quero dizer é “nem 8 nem 80”. Sim, temos de ir de encontro ao que o público deseja, no entanto, corremos o risco de escrever demasiado clichés, ou a nossa história será igual a todas as outras. É importante, mesmo que peguem num tema usado e abusado, que sejam originais e que apresentem algo de novo aos vossos leitores.

9. Preferir “não saber”

Ouvir críticas é muito duro, certo? Mas são absolutamente necessárias, ajudam-nos não só a melhorar a nossa escrita, como também a manter os pés no chão. Com o tempo vão habituar-se a ouvir opiniões menos positivas e torná-las na vossa força, mas para isso, têm de parar para escutar o que os outros têm a dizer.

10. Acomodar-se

Acabei o meu livro. Foi editado. Já passou o lançamento. Pronto, acabou. NÃO! O trabalho ainda agora começou. Participem em eventos, criem coisas nvoas, tragam ideias, não deixem que as pessoas se esqueçam de vocês. E claro: boa sorte! 🙂

 


Writing is a passion, but if you want to do it professionally, you will have to deal with certain situations that aren’t exactly related to the act of writing itself. Every one of these will have a significant impact on you and they will often lead you to disappointment or regret.

In order to try and fight this, one must acknowledge and review certain habits, customs or decisions and try to keep a focused, yet open mind going forward with a goal to better oneself and one’s own work.

Now, I present you with the most common mistakes we tend to make, especially for beginning authors.

1. Writing to make money

Yes, I know your biggest dream is to become a successful writer, who could one day live off of your books, however, if your goal to begin with is simply to make a lot of money, perhaps you should consider rethinking your options…

2. Thinking yourself able to review your own work

This one is a very common rookie’s mistake and actually quite prevalent, mostly due to financial issues when you first start writing and can’t exactly make a living from it. However, you need to know that not only is this not recommended, it’s actually pretty negligent since you can’t really do it properly. You’ll need a professional, someone who really knows the language you’re writing in. It’s, without a doubt, a priority.

3. Relying entirely on social media networks and word of mouth

Yes, publicity is certainly expensive and these methods of promoting your work are definitely cheaper and appear to be quicker to put out. However, they can quite often prove ineffective. Of course you can sell a few copies to your friends and family, but then… you’ll start to realize that it’s simply not enough. And, let us be real here, how many of your thousands of Facebook’s so-called friends will really buy your book and how many will just promise to get around to it once they ‘have the time’?

4. Writing only the kind of works you think you’d like

This is a tempting mistake to make, but if you truly want to reach the general public, you’ll have to get out of your comfort zone, try to understand what people in general like and want to read, then start working towards making sure your own work relates to it in a better or more meaningful way.

5. Expecting the publisher to do all of the publicity work

This topic is quite controversial. The fact is, the publisher will often do and provide you with less than you expected. The point is, with small and medium publishers the author helps (most of the time) with the financial costs and, in the end… is he still expected to be the one to advertise? Isn’t a publisher’s obligation or at least a priority? Well, it should be… The publisher should have the interest of advertising its own books and hopefully make some money from them, however, the young author will certainly have to worry about it as well. He will still have to promote his book and organize events that help him do that, even with the help from the publisher. If you do not present ideas, if you don’t try to do it yourselves…. Nothing will happen.

6. High expectations

Is this the best story you ever wrote? Did all your friends read it and told you they loved it? Good! That’s truly a wonderful sensation, but don’t think it’s pretty much the key to success. Dreaming is good, having some ambition, but… too high an expectation will usually lead you to a greater disappointment and it’s hard bounce back from that. So, try to your head leveled and both feet on the ground.

7. Writing without any planning

The best part of writing a book is, without a doubt, the act of writing in itself. It’s picking up a pen or sitting in front of your computer and letting the words flow freely. However, that may be not the most important part. Without careful planning of the story, the characters and their backgrounds, you can find yourself drowning in contradictions, continuity errors or simply messing up the time, turning your story way too slow or fast. The incoherency alienates the readers. It’s very important that you make a personalized plan and then to write while trying to stick to it.

8. Writing what’s “in vogue”

This may seem contradictory with the previously mentioned point 4, but what I mean is that you shouldn’t exactly have a ‘sink or swim’ attitude. So, yes, you should follow the public to an extent, their ideas and tastes, but you have to be careful as not to write into your work way too many tropes or clichés, thus rendering your story the same as all the others. It’s important that, even if you write about a very popular theme, you try to be creative,give it your own spin and approach the readers with something new that they can fall in love with.

9. Believing that some ignorance is indeed bliss

Hearing criticism is pretty hard, right? But that’s an absolutely necessary evil, as it will help us, writers, improve the quality of our writing or even a particular work, highlighting some of our flaws, yet allowing us to overcome them. With time and some effort on your part, you too will get used to listening to some critical opinions without wallowing, but in order to do that, you need to stop and listen to what people have to say.

10. Accommodating yourself.

“I finished my book. It’s been published. The release date has passed. Done. It’s over.” NO! The work has only just begun. Participate at different events, create new concepts, bring forth ideas… do not let people forget about you. And of course: good luck! 🙂

DEVANEIOS – REVERIES

CAMPANHA #Chuva_de_Encomendas

Título: Devaneios
Autor: Mafalda Ling

Sinopse: Após o lançamento do Pensamentos aventuro-me agora na obra Devaneios, que se passa entre 17 de agosto e 26 de setembro de 2014.
Continuo a escrever com o meu coração pois de outra forma não saberia como o fazer…

Poderá ser adquirido em:
http://www.wook.pt/ficha/devaneios/a/id/15952070
http://chiadoeditora.com/livraria/devaneios

Poderão ainda tentar encomendá-lo numa loja FNAC ou BERTRAND e ajudar a autora a ver o seu trabalho expandir.


“IT’S RAINING BOOKS” Campaign

Title: Reveries
Author: Mafalda Ling

Synopsis: After the release of ‘Thoughts’ I went out on a limb and took a chance, with this new book Reveries, which reflects on what happened between August 17th and September 26th of 2014.
I keep on writing with my heart as I wouldn’t know how to do it any other way…

It may be acquired at:
http://www.wook.pt/ficha/devaneios/a/id/15952070
http://chiadoeditora.com/livraria/devaneios

You may also order a copy at any FNAC or BERTRAND store and help our author expand her work.

A IMPORTÂNCIA DO TÍTULO – THE TITLE AND ITS IMPORTANCE

Atribuir um título a um livro ou texto, é considerada por muitos a fase mais difícil da produção da obra, mas é também uma das mais importantes.

São vários os casos de livros medíocres que se tornaram bestsellers graças ao seu título chamativo, bem como, muitos são os livros de grande qualidade que continuaram a ganhar pó nas prateleiras das livrarias, graças a um título sem graça e que não apela minimamente ao leitor.

Todos os escritores, na hora da escolha, devem ter em mente que o título pode determinar a leitura ou não da nossa história, livro, notícia ou qualquer outra coisa que tenham escrito.

O título deve dar uma noção do que fala a história e criar um suporte para o leitor, ele pode ser uma expressão-chave que capta a essência do que vão ler. Claro que todos conhecemos vários títulos que não nos dizem nada e mesmo assim vendem. Sabem porquê? Provocam curiosidade. Contudo, pode ser um risco, apostar neste estilo de título.

Ninguém lê o conteúdo da história antes de a comprar, por isso, o título tem de ser chamativo o suficiente, para fazer o leitor pegar no livro e com um pouco de sorte, ler a sinopse.

A sua principal função é precisamente a de atrair potenciais leitores e chamar a atenção para o texto. Deve ser, não só apelativo, mas também criativo, algo que supreenda o leitor e que funciona como anúncio ou rótulo.

Como escolho um título para a minha obra?

A menos que já tenham uma ideia muito definida de início, esta é uma das últimas coisas a fazer. Às vezes, a ideia surge durante o processo natural de escrita, há uma expressão no texto, uma ideia simples e quase instintivamente sabemos que aquele é o título adequado à nossa história.

É preciso ter em conta, que o título tem uma relação de dependência natural, face à obra, claro, mas frequentemente, ganha uma vida própria e não raras vezes, é a única parte da obra que a maioria do público conhece.

O título de uma obra deve ser algo sintético, um título demasiado longo cansa e desinteressa o leitor. A menos que seja já um autor de destaque, o seu livro vai estar na prateleira, bem arrumadinho, sendo que o que mais facilmente é visto pelos potenciais compradores é o título. Se este não for suficientemente apelativo…. ele não vai sair da prateleira e o leitor não vai nem saber do que se trata a obra.

Será este que é um bom critério de escolha para o leitor? Talvez não. Mas enquanto escritores, devemos ter a consciência de que os leitores não vão sequer dar a oportunidade à maioria dos livros que estão expostos e todos sabemos que são muitos. Assim, o título deve ser curto e apelativo. Deve fazer com que o leitor se questione e pegue no livro. Ele vai analisar a capa e a sinopse, também de extrema importância no processo e com um pouco de sorte, levá-lo para casa.

Um bom título é fundamental para o sucesso de qualquer obra.


Giving a title to a book or a text is, for many people, the hardest part of its production, but it’s also one of the most important.

There are many cases of average books that became bestsellers with a special thanks to their appealing title, just as there are a lot of quality books gathering dust in the shelves of book stores partly due to a bland title that does not appeal to the readers.

When it comes time to choose a title, any writer should keep in mind that it may determine whether the audience will read his story, book, news or any other thing he may have been writing.

The title should give a notion about the story’s theme and create a support for the reader, it can be a key sentence that captures the essence of what people will read within. Surely you know some titles that don’t say much and even so, they sell or certainly help in doing so. Why? They stimulate the reader’s curiosity. However, it’s risky to bet on this kind of title.

No one reads the story before buying it, so, the title must be appealing enough to make the audience pick up the book, and luckily, read the synopsis.

Its main function is, precisely to attract the readers attention and give them a call to at least glance at the text. It should be, not only appealing, but also creative, something that may surprise the audience and that works as a label or advertisement.

How do I choose the title for my book?

Unless you already have a predefined idea from the beginning, this is one of the last things to do. Sometimes, the idea pops up in the middle of the writing process… there is an expression in the text, a simple idea and almost instinctively we know that specific one is the appropriate title for our story.

You should keep in mind that, despite the fact that the title has a natural codependency with the book, it often acquires a life of its own and, many times it´s the only part most of the public knows.

The title of a book must be something small, as too long a title will make the reader weary and make him lose interest. Unless you’re a featured author, your book will be in the shelf, pretty tidy and the only thing a potential reader will see, at first glance, will be the title. If it isn’t sufficiently appealing… your book will probably remain in the shelf and the reader will not even know what your book was about.

Is this a good choice criteria for the reader? Maybe not. But, as writer, you should keep in mind that the average reader won’t even grant an opportunity to most of the books exposed in the book store, and there are plenty of those. So, the title must be small and appealing. It should make the reader question himself and pick up the book. He will analyze the cover and the synopsis (also of great importance in this process) and with a bit of luck, he will take it home.

A good title is paramount to the success of any book.

SOMBRAS – SHADOWS

Sombras

Claro que o meu mais recente romance não poderia ficar de fora da campanha. 🙂

Campanha – CHUVA DE ENCOMENDAS

Título: Sombras
Autor: Cátia Isabel Silva

SINOPSE: Poderá uma mente perturbada, ser na verdade, uma porta para o sobrenatural?
Matilde é uma adolescente de 17 anos, filha de emigrantes portugueses nos Estados Unidos e que cresceu sobre o pesado estigma da esquizofrenia. Após o seu encontro com o misterioso Rafael, a jovem jamais voltará a ver o mundo da mesma forma.Inspirado em reais pacientes psiquiátricos, Sombras é uma viagem ao perturbante inconsciente humano, onde a realidade e a fantasia se encontram numa luta constante pela procura da verdade.

(Poderá ser encomendado em qualquer loja FNAC, BERTRAND, ou através de WOOK.)

Conto convosco!

http://www.fnac.pt/Sombras-Catia-Isabel-Silva/a783526


 

Obviously, my newest novel couldn’t be left out of our “It’s raining books!” campaign.  🙂
Campaign – IT’S RAINING BOOKS
Title: Shadows
Author: Cátia Isabel Silva

SYNOPSIS: Could a troubled mind be, in actuality, an open door to the supernatural?

Matilde is a 17 years old teenager, the daughter of portuguese immigrants in the United States who grew up under the heavy stigma of schizophrenia. After an encounter with the mysterious Rafael, she will never see the world the same way again. Inspired by real psychiatric patients, Shadows is a journey to the disturbing human unconscious, where the reality and fantasy are in a constant fight for the search of the truth.

 

(It can be ordered at any FNAC or BERTRAND stores, or even through WOOK.pt.)

I’m counting on you!

http://www.fnac.pt/Sombras-Catia-Isabel-Silva/a783526

INTENSIDADE, Reflexões Poéticas – INTENSITY, Poetic Reflections

Campanha – CHUVA DE ENCOMENDAS

Aqui fica um exemplo de jovem autor que incluímos na nossa campanha.

Título: Intensidade – Reflexões Poéticas
Autor: Pedro Barão de Campos

Um livro de poesia que nos faz refletir, sentir e viver o mundo e as emoções de forma avassaladora.

Deixem-se levar pelo sabor das palavras e a doçura da poesia.

http://www.amazon.com/Intensidade-Portuguese-Edition-Pedro-Campos-ebook/dp/B007O30FNI


 

Campaign  – “IT’S RAINING BOOKS”
Here is an example of a young author who is part of our campaign.
Title: Intensity – Poetic Reflections
Author: Pedro Barão de Campos

This is a book full of beautiful poetry that makes us ponder, reflect upon, feel and live the world and its emotions in an overwhelming way.
Let yourself be immersed in the taste of the words and the sweetness of poetry.

Check it out at:
http://www.amazon.com/Intensidade-Portuguese-Edition-Pedro-Campos-ebook/dp/B007O30FNI

GÉNEROS – GENRES

Como leitora, gosto de ler vários géneros e sinto que aprendo um pouco com cada um, no entanto, aqui falo convosco como escritora, e como tal, preciso de ter noção das minhas limitações e capacidades, por isso, tenho de escolher cuidadosamente os géneros que escrevo e a forma como me especializo em cada um deles.

Não quero com isto dizer que não possam escolher qualquer género que gostem, mas sim, que antes de embarcarem numa viagem atribulada, se informem e aprendam a melhor forma de o fazer. Eu pessoalmente, sou grande fã de policiais, mas não escrevi, até à data, nenhum. Porquê? Porque sinto que talvez o possa fazer, mas sairá apenas uma história medíocre. Será que quero isso? Não. E nem vocês.

Há sempre um género com o qual mais se identificam e onde sabem que conseguem escrever boas histórias. Descubram qual o vosso e invistam no próprio aperfeiçoamento. É preferível escrever obras sempre no mesmo género e registo literário, mas boas, do que ter uma panóplia muito diferenciada de obras e no final, perceber que todas foram apenas medíocres.

Um escritor não tem que saber escrever todo o tipo de história, tem de escrever bem, aquelas a que se propõe. Assim, eu sugiro que leiam muito, leiam outros autores que escolheram o mesmo género, mas não só. Informem-se de tudo o que poderá estar relacionado à vossa história.

Escolheram criar uma história sobre médicos? Informem-se das rotinas dos hospitais, aprendam um pouco sobre conceitos básicos de saúde, conversem com alguns destes profissionais, se tiverem oportunidade.

E antes de escolher o género, que tal pensarem nos vossos objectivos de escrita? Fazer arte é diferente de vender arte, por isso, quando pensam em escrever um livro por pura manifestação artística, devem ter em conta factores diferentes do que quando pensam em escrever para cativar o público.

Se o vosso objectivo for ter muitos leitores e vender muitos livros, comecem por ler os principais bestsellers que encontram nas livrarias e de forma imparcial, tentem perceber porque motivo, estes livros cativaram tanto os leitores e quais os seus ingredientes para tanto sucesso.

Depois de tomarem as vossas decisões e construirem a vossa história, preocupem-se em torná-la credível, mesmo que escrevam num mundo fantástico, pensem sempre: se este mundo existisse, será que as pessoas seriam assim? Reagiriam desta maneira? Humanizem as vossas personagens (mesmo estas que sejam monstros sobrenaturais) e cativem os leitores.


As an avid reader myself, I like to read different genres, as I feel that I learn a little with each and every one of them, yet here I’m speaking as a writer, and as such, I need to be aware of my abilities and some of my limitations, and therefore, I have to carefully choose the genres in which I write and how I can specialize in each of them.

I’m not saying that you cannot choose to write in any genre you’d like, but, before embarking on a bumpy ride, get informed and learn, cover yourself in the knowledge of best ways in which to do it. Personally, I’m a great fan of crime novels, but I don’t write any. Why? Because I feel that I could, perhaps, do it, but it would only be a mediocre story at best. Do I want that? No. And neither should you.

There’s always a genre with which you identify yourself the most. The one where you know you could actually write great stories. Find out which one is yours and truly invest yourself in your improvement, as a writer, within it. It’s usually much preferred to consistently work in the same genre and literary record, and to do so quite well, than it is to have a very different array of works and by the end just realizing plenty of them might just be mediocre.

A writer does not have to know how to write all kinds of stories. Instead, you must write well those that you set out for. So, I suggest you read a lot, read especially from other authors who have chosen the same genre, but don’t stop there. Inform yourself about everything that may be related to your story.

You chose to create a story about doctors? Teach yourself about hospitals’ main routines, learn a bit about basic notions of health and try to talk with some of these professionals, if you get a chance.

And before choosing the genre, how about thinking of your goals as a writer? Creating art is different from selling art, so when contemplating writing a book with pure artistic expression in mind, you should probably take into account different factors than you would were you contemplating writing something to captivate the audience. These are not mutually exclusive but often do not meet.

If your goal is to have a lot of readers and sell many books, start by reading the main bestsellers you might find in bookstores and, in an unbiased manner, try to understand the reason why these books have captivated so many readers and what their ingredients are, for such a tremendous success.

Once you make your decisions and build your story, you need to worry about making it credible, or believable. Even when writing about a fantasy world, always think to yourself: if this world were real, how would these people be? How would they behave or conduct themselves? Would they react this way? Humanize your characters (even those which are supernatural monsters) and watch your work captivate your audience.

MEDO DE ESCREVER – FEAR OF WRITING

Medo de escrever? Parece estranho dito desta forma, mas… não será familiar a todos nós? Quem, enquanto escritor ou aspirante a escritor, não se deparou com a pergunta “Será que sou bom o suficiente?” Bem, a resposta é invariavelmente sim.

No entanto, o início do processo pode ser sempre mais complicado, pois não sabemos exactamente o que escrever. Bem, o que posso dizer? As primeiras ideias não importam. Sentem-se “bloqueados”? Sentem que a vossa história não é boa o suficiente? Que importa? Escrevam tudo, como rascunho, todas as ideias que vos surgirem na cabeça, por mais absurdas que vos pareçam. Convençam-se de que ninguém vai ler e vejam o vosso medo a evaporar-se lentamente, até que, já sem ele, criam uma história.

Pode não ser excelente, mas será certamente melhor do que aquela que o vosso medo vos iria permitir escrever. Nem tudo o que escrevemos tem de ser editado, não é? Escrevam, escrevam muito e escolham as melhores e as que mais gostam. Não esperem pela inspiração, apenas escrevam. Se se sentirem inspirados tanto melhor, mas se o vosso objectivo é escrever um romance, nem todas as cenas da vossa história vão ser inspiradoras. É uma questão de aceitar este facto e seguir em frente. Quando terminarem e relerem, talvez sintam a vossa inspiração de forma diferente e melhorem essas cenas que custaram mais a “sair”.

Muitas vezes, o medo prende-se com o género. Leiam, leiam muito. Procurem livros de vários géneros, leiam não só para se divertir, mas analisem a história, descubram o que a fez ser amada (ou não) pelos leitores. Por pior que considerem um livro, há sempre uma aprendizagem e uma lição a tirar de cada um. Ver o que os outros fazem, ler as suas histórias, entender os seus métodos, também nos ajuda a ultrapassar os nossos medos.

Ninguém consegue escrever uma história de forma igual a outra pessoa, então, não se torturem à procura do estilo certo ou do estilo semelhante ao autor x, que é tão bom. Não, cada autor é único e é isso que torna a vossa obra especial. Aprendam sempre mais e mais, leiam muito, observem os detalhes e depois… aos poucos e sem pressas, vão ver surgir o vosso próprio estilo.

Depois de ultrapassada esta primeira barreira, outros medos surgem, o feedback é um deles. Muitas vezes, os nossos primeiros leitores são familiares ou amigos, o que nos dá uma certa confiança, mas também muito receio. Receio de que as suas reviews não sejam sinceras, por medo de magoar os nossos sentimentos, por exemplo. Outra situação com que me tenho deparado é com a frase “se nem os meus amigos lêem o que eu escrevo…” Bem, se calhar entregaram o vosso trabalho precisamente àquele amigo que não tem tempo para nada, ou pior, àquele que odeia ler…

A qualidade do trabalho não pode ser medida por factores tão imprecisos e nem por reviews online, sejam elas boas ou más. É importante perceber que determinado tipo de pessoas gostam de umas coisas, outras gostam de outro género e saber viver com isso.

Todos se sentem ansiosos ao escrever, principalmente se tencionam fazer disso a vossa vida, mas faz parte do processo e deve ser encarado como tal. Ponham de lado os julgamentos, a rejeição das editoras e todos os obstáculos que encontrem no caminho. Sim, pode ser difícil fazer a vossa vida apenas com a escrita, mas sem tentar…

E, mesmo que acreditem que o vosso trabalho é assim tão mau, eu só conheço uma forma de melhorar: escrever. Todos os dias mais e mais.

Tentem colocar todas estas ideias de lado quando escrevem, escrevam como se fosse única e exclusivamente para vocês mesmos e depois… deixem acontecer.


The fear of writing. It may seem weird when it is said in such a way, yet… isn’t it something that all writers are familiar with? Who, as an aspiring writer or accomplished one, can say that he never questions himself “Am I good enough?”. Well, the answer to that particular question is: yes, you are.

The beginning of the process can be a bit complicated because you don’t know exactly what to write. “What can I say?” The first ideas don’t really matter. Do you feel “blocked”? Do you feel that your story is not good enough? Who cares? Write it anyway, at least as a draft. Write down all of the ideas that come to mind, even the craziest ones. Convince yourself that no one will read them and see your fear slowly disappear, until, without that burden, you finally create the story you wanted.

It may not be excellent, but it will certainly be better than the one your fear would have allowed you to write. Not everything you write must be edited, right? So, write, write and write some more. Then, and only then, do you choose the stories you like the most. Do not wait for some miracle or bout of inspiration, just write. If you feel inspired, great, but if you are writing a novel, not all the scenes of your story will be inspiring. So get over it. When you finish writing and proceed to proof-read it, you may improve the scenes that you feel to be the weakest.

Many times, your fear is related to the type of story. You need to read, a lot and different genders. You must read not only to have fun, but also to analyze the stories, find out what makes them loved (or hated) by the readers. As bad as the book may seem, it will most likely end up teaching you something. Seeing what other people do, reading their stories, understanding their methods, will also help you overcome your fears.

No one is able to write a story the same way another person would, so, don’t torture yourself trying to find the right style or the one which is similar to that author you like. No, each author is unique and that’s what makes your work special. Learn more and more, read many books and observe all those fine details within them, then slowly build up your own style.

After you overcome that first barrier, other fears arise and feedback is one of them. Often, our first readers are relatives or friends, which might give us some much needed confidence, but it could also be very scary. You will probably fear that their reviews will be biased in order to avoiding hurting your feelings, for example. Another possible situation is stamped on a sentence such as “Well, if not even my friends read what I write …”. It might be that you may just have delivered your work precisely to that one friend who has no time for anything, or worse, the one who hates to read.

The quality of your work can’t be measured by factors so imprecise, nor online reviews, whether they’re good or bad. It is important to realize and learn to live with the fact that different people like different things.

Everyone feels anxious about their writing, especially when you decide that’s what you want to do for the rest of your life, but it’s a part of the process and it should be seen as such. Put your judgments, the publishers’ rejection and every other obstacle you may find in your way, aside. Yes, it can be hard living from your writing, but if you don’t try…

And besides, even if you really think your work is that bad, there is just one way to improve: writing. Every day, more and more.

Try to put aside any judgment you have when you’re writing, just write as if no one would see it, except you and then… let it happen.

Escrever é fácil, mas… / Writing is easy, yet…

Escrever, colocar a nossa alma inteira num papel. Sonhar, dissertar. Deixar sair para o mundo, tudo o que a nossa mente consegue criar e o nosso coração consegue sentir.

No final, com um pouco de sorte, temos uma história, ou textos e poemas dignos de serem apresentados ao grande público. Decidimos então que queremos transformá-los. Um livro. E agora?

O processo de escrita, por muito complexo e trabalhoso que seja, não é nada, diante da dificuldade de encontrar a forma ideal de publicar e promover o nosso trabalho adequadamente, dando-o a conhecer aos potenciais leitores.

Assim, à partida, o autor depara-se com duas opções: edição própria ou submete-se à árdua procura de uma editora interessada no seu trabalho.

A EDIÇÃO DE AUTOR

Esta é uma das opções que mais assusta os escritores de todas as idades, mas pode definitivamente, ser uma boa opção para um iniciante, pois as editoras são caras e exigem um investimento significativo por parte do autor, que nem sempre tem disponibilidade para fazê-lo.

Assim, esta opção afigura-se como sendo mais em conta e dado o pouco investimento publicitário em jovens autores, não terá uma diferença assim tão significativa em termos de visibilidade.

Porém, ao tomar esta decisão, uma série de outras têm de ser tomadas e muito trabalho há a fazer.

Em primeiro lugar, temos de definir como o vamos fazer. Contactar directamente uma gráfica? Utilizar os vários serviços que a internet dispõe actualmente para o fazer?

Esses serviços consistem em sites que são exclusivamente para edições de autor. O autor pode neles “fazer” todo o seu livro, seguindo as etapas pré-definidas pelo site e no final, pode mesmo, deixá-lo à venda no mesmo sítio, para além de poder encomendar alguns para si mesmo e vendê-los directamente aos leitores ou tentar criar algum protocolo com livrarias.

Se estivermos dispostos a algum investimento (ainda assim, muitas vezes menor, do que com uma editora convencional) poderão ser uma boa opção. Nestas plataformas, encontramos outros autores em dificuldades e com os quais partilhar dúvidas e ideias e que são uma grande ajuda e incentivo para nós.

A confecção da capa e a paginação do livro tem muitas vezes modelos pré-definidos que nos ajudam. Ou se tivermos conhecimentos e criatividade, podemos criar a nossa própria capa e enviar, tornando o nosso livro totalmente imaginado por nós, uma realidade. Em último caso, podemos contratar serviços mais profissionais a partir do próprio site, para nos ajudarem nos passos mais complicados para nós.

Por outro lado, contratando uma gráfica, com alguma pesquisa e capacidade de negociação, provavelmente encontraremos um melhor preço de impressão, mas somos obrigados a mandar imprimir muitos livros de uma só vez, fazendo um grande investimento, enquanto nos serviços referidos, podemos mandar vir um, dois, os que quisermos…

Aqui ficam dois exemplos, dos mais utilizados pelos autores e onde poderão investigar condições e facilidades.

http://www.lulu.com/

http://www.bubok.pt/

EDITORA CONVENCIONAL

A editora convencional é sem dúvida uma forma mais fácil de o fazer e dá outro ânimo e confiança a qualquer escritor. Muitas vezes, é o empurrãozinho que precisamos para reconhecermos a qualidade do nosso trabalho.

No entanto, não temos a vida facilitada e quando escolhemos esta opção, devemos então começar a pesquisar que tipo de editoras nos interessam. Esta é uma parte muito importante e que um jovem autor, muitas vezes se esquece. A ansiedade e a insegurança, faz com que a tendência seja aceitar a primeira que nos ofereça um contrato. Errado!

A editora errada pode ter consequências desastrosas na carreira de um escritor e ainda menos visibilidade do que uma edição própria. E acreditem que falo por experiência própria. É um erro comum, no qual caímos com frequência no nosso primeiro trabalho. O lado positivo é: aprendemos e não voltamos a fazer o mesmo.

Depois de recolhermos informações, acabamos com meia dúzia de editoras que nos parecem ideais. Enviamos o nosso trabalho e esperamos.

Esperamos…

Esperamos…

Com um pouco de sorte, conseguimos que pelo menos uma, nos aceite. Mesmo que isso não aconteça, não desesperem, podem tentar outros meios, outras editoras ou então, modificar um pouco o vosso trabalho, para se encaixar nas edições habituais da vossa editora preferida.

E lembrem-se, a recusa das editoras nem sempre tem a ver com a qualidade do trabalho, mas com investimentos e situações que pouco ou nada se relacionam com a arte.

Escolhida a editora e aceite o nosso projecto, começa então o trabalho chato e muitas vezes responsável por muitas crises de ansiedade… É duro, mas compensa.

Começa a troca de mails, reuniões com representantes deste ou daquele departamento da editora, discutir a nossa parte do investimento, assinar contrato, capa, construir a sinopse, escolha de frases-chave para publicidade, revisões e paginação, revisões, revisões e mais revisões, até chegar o grande dia do lançamento.

Nesse dia, convidamos todos os amigos e familiares, mesmo aqueles que nunca vemos, num nervosismo que nos faz perder a noção do tempo. No dia, aparecem metade daqueles que disseram que iam. O nervosismo continua a crescer e o dia passa a correr e no fim, mal sabemos o que foi que nós dissemos a todas aquelas pessoas.

Por pior que seja, a sensação de dever cumprido, deixa-nos um sorriso no final. Mais uma etapa vencida. Acabou. 🙂

LEITORES

Depois disso, parece que tudo acabou, nada mais errado. A nossa caminhada está só a começar e ainda não sabemos muito bem por onde ir.

Começamos a tentar promover, mostrar, dar a conhecer o nosso livro. Percebemos que perdemos mais dinheiro do que aquele que ganhámos, mas… é um investimento e temos esperança de um dia, quem sabe, vir a recuperá-lo.

Pela minha experiência, acabamos por recuperar, sim, anos depois, mesmo que não haja propriamente lucro. Mas nem tudo está perdido, é apenas um caminho, difícil… e muito mais fácil de fazer quando estamos acompanhados, por quem nos entende, por quem realmente quer ajudar e por quem luta pelo mesmo que nós.

Com editora ou com edição de autor, o problema é o mesmo, publicidade e dar a conhecer. A editora não gasta dinheiro com um autor que ninguém conhece e todas as iniciativas têm de partir de nós. Mas, por favor, não desanimem. Eu não desanimei e o meu segundo trabalho teve um maior impacto e mais visibilidade. Aos poucos, conseguimos. O importante é nunca desistir. 😉


Writing… it lays down your entire soul, wide open on a piece of paper. Dreaming, discoursing. Letting the world know what your mind could create and your heart could feel.

In the end, with a little luck, you might just have a story, or texts and poems which are worth being introduced to the general public or audience. So, you’ve decided you wish to turn them into a book? What now? What follows?

The process of writing is complex and hard-working, although, that’s nothing if you take into account the other difficulties you will face, deciding how to publish and promote your work properly for the potential readers.

So, to begin with, the author is facing two options: being his own publisher or the hard quest for the search of an established publisher that values his writing and takes interest in his work.

AUTHOR EDITION

This is one of the scariest options to all authors, regardless of their age (and in some cases, even previous experience), but it can definitely be a good choice for a beginner, since the publishers are expensive and they require a significant investment by the author, who might not be able to afford it.

Thus, this option appears as the least expensive one and knowing the low marketing investment in young authors, it will sadly not have that great a difference where the visibility of your work is concerned.

However, if you made this decision, there are countless other choices to be made and you have a lot of work to do.

In the first place, you need to define how you’re gonna do it. Will you be in contact directly with the book printers, or might you use one of various services the internet offers nowadays?

These services consist in websites that are exclusively used for author editions. There, the author can “make” his whole book, following the instructions, step by step and, in the end, you can also leave your work there to sell. Plus, you can order some copies for yourself or to sell them directly to your readers or even, try to create a protocol with some book stores.

If you are willing to do some investment (even so, smaller than in a conventional publisher) this could be a good option for you. On these platforms, you will find other authors in difficulties and with whom you can share your doubts. This can be a great help and of motivation to you.

As for the book cover and pagination, both have predefined models that may help you in the process. Or, if you have the knowledge and creativity for that, you could create your own cover and send it in, turning your dream book into a reality. And, of course, you may always hire professional services, in or out the site.

On the other side, if you hire a printer, with some research and negotiation, you’ll probably find a better price, yet you will probably have to order a huge amount of books at a time, which means a great investment, while in previous services, you may order just one or two books, or how many you want…

Here stand two examples with great acceptance among authors and where you could research about their conditions of use.

http://www.lulu.com/

http://www.bubok.pt/

CONVENTIONAL PUBLISHER

The conventional publisher is, without a doubt, an easier way to go through the whole process and it gives cheer and confidence to any writer. Many times, this is the little push you need in order to recognize the quality of your own work.

However, it’s not easy and we face some challenges in this decision too. When you take this option you should start worrying about researchingthe potential publishers with which you’d like to work with. This is a very important part and the young author often forgets about it or just dismisses it entirely. The anxiety and insecurity will make the most of us accept that first offer that comes in. That’s the worst thing you could do!

Picking the wrong publisher may be devastating for your career as an author and your visibility might suffer, perhaps it may even be worse than a self-published work. It’s a common mistake and believe me, this was my experience with my first book. The bright side is: we learn with that experience and we will never fall prey to this mistake again.

After we collect all the information that is required, or that we otherwise need, we ended up with a couple of suitable publishers. Then, we send our work and wait.

And wait…

And wait…

With a little luck, we’ll have, at least, one publisher interested in our book. Even if it doesn’t happen, please don’t despair, you could try other means, other publishers, or even make some small changes to your work, to better fit in with the main editions from your favorite publisher.

And remember, a refusal from a publisher isn’t always related with the quality of your work, but with investments and situations that are slightly related (or even unrelated) with the art.

But eventually, the moment will arrive. You have chosen a publisher, it accepts your project and then, the boring work begins. That’s, many times, responsible for a lot of anxiety crisis… It’s hard, yet rewarding.

The emails will start to flow, meetings with representatives from ‘this and that’ department, you discuss the investment, the signing of a contract, the cover, you build the synopsis and pick the key words and sentences for the marketing campaign, reviews and pagination, reviews again, more reviews, until the big day of the release.

For the release, you invite all of your friends and relatives, even the ones you almost never see. There is such an anxiety attached to that moment that it’ll make you lose track of time. On the day itself, just half of the people that assured you they’d be there, actually show up. The anxiety grows higher and the day flies by. At the end of it, you barely know or remember what you said to all those people.

It doesn’t matter if it didn’t go according to plan, or even how bad it went, the feeling of accomplishment you will have will definitely leave a smile in your face. Another successfull step! 🙂

READERS

After all that is done, you feel like “it’s over”, but you’re totally wrong. Your journey is just beginning and you don’t yet know where to go.

You will start to promote your book, showing it to people, making it visible and known. Here, you’ll realize that you lost more money than the one you earned, but…. it’s an investment and you’ll be hoping that someday, maybe, you can get it back.

In my experience, you usually do, years later and without any profit. But it isn’t all lost… It’s a way, a hard one… and it’s a bit easier doing with another person by your side, someone who fully understands you, who really wants to help you and, even better, who fights and will continue to fight for the same things you do.

With a publisher, or with an author edition, the problem remains the same: making sure your book is being presented to people, making it known. The publisher does not spend alot of money on an anonymous writer and pretty much all of the initiatives should, and most likely will, come from you. But, please, do not feel discouraged. I certainly tried my hardest not to be, and my second work had more impact and visibility. Step by step, you will get it. Just remember, never give up! 😉