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SOMBRAS – SHADOWS

Sombras

Claro que o meu mais recente romance não poderia ficar de fora da campanha. 🙂

Campanha – CHUVA DE ENCOMENDAS

Título: Sombras
Autor: Cátia Isabel Silva

SINOPSE: Poderá uma mente perturbada, ser na verdade, uma porta para o sobrenatural?
Matilde é uma adolescente de 17 anos, filha de emigrantes portugueses nos Estados Unidos e que cresceu sobre o pesado estigma da esquizofrenia. Após o seu encontro com o misterioso Rafael, a jovem jamais voltará a ver o mundo da mesma forma.Inspirado em reais pacientes psiquiátricos, Sombras é uma viagem ao perturbante inconsciente humano, onde a realidade e a fantasia se encontram numa luta constante pela procura da verdade.

(Poderá ser encomendado em qualquer loja FNAC, BERTRAND, ou através de WOOK.)

Conto convosco!

http://www.fnac.pt/Sombras-Catia-Isabel-Silva/a783526


 

Obviously, my newest novel couldn’t be left out of our “It’s raining books!” campaign.  🙂
Campaign – IT’S RAINING BOOKS
Title: Shadows
Author: Cátia Isabel Silva

SYNOPSIS: Could a troubled mind be, in actuality, an open door to the supernatural?

Matilde is a 17 years old teenager, the daughter of portuguese immigrants in the United States who grew up under the heavy stigma of schizophrenia. After an encounter with the mysterious Rafael, she will never see the world the same way again. Inspired by real psychiatric patients, Shadows is a journey to the disturbing human unconscious, where the reality and fantasy are in a constant fight for the search of the truth.

 

(It can be ordered at any FNAC or BERTRAND stores, or even through WOOK.pt.)

I’m counting on you!

http://www.fnac.pt/Sombras-Catia-Isabel-Silva/a783526

RITMO NARRATIVO – NARRATIVE PACE

Quando estamos a escrever, temos a tendência natural de visualizar cada cena na nossa cabeça, no entanto, quando passamos para o papel, nem sempre o fazemos da melhor forma. É importante saber o momento de acelerar e o momento de travar um pouco e dar mais detalhes e pormenores ao leitor, para que eles possam ver a cena pelos nossos olhos e com o mesmo fascínio com que a escrevemos.

O tempo é fundamental quando contamos a nossa história e temos de nos certificar que o leitor o acompanha da mesma forma que nós. Para além da ordem da narrativa (o que vem antes e depois) temos um aspecto muito importante, no qual se foca este post: o ritmo.

Não há fórmulas exactas que possamos usar consoante um ou outro parâmetro, no entanto, esta é uma componente muito importante em qualquer história para que a deixemos passar em branco.

O leitor moderno está habituado a uma velocidade mais rápida, passada pelo cinema e pela televisão e (salvo algumas excepções) prefere, de uma maneira geral, um ritmo narrativo mais rápido, onde os acontecimentos surgem uns atrás dos outros e sem descrições intensivas. Contudo, enquanto escritores, não podemos redigir um texto, onde a ausência de qualquer descrição mais detalhada torna a nossa história superficial e as nossas personagens sem profundidade psicológica e emocional.

Desta forma, temos de escolher cuidadosamente as cenas mais importantes e decisivas e apostar nelas para um ponto de vista mais detalhados. Nas restantes, a descrição de pormenores deve aparecer integrada na narrativa, de modo a que seja fácil de ler e mesmo minimalista, dê a informação básica necessária.

O ritmo nem sempre (para dizer a verdade, quase nunca) é determinado através de uma decisão consciente do escritor, muitas vezes, é fruto da história em si e da forma como o enredo é montado. Uma boa forma de perceber se a nossa história está demasiado rápida ou demasiado lenta é deixá-la de lado durante alguns dias e depois voltar a lê-la e terão uma perspectiva bastante diferente.

É bom não esquecer ainda, que o comprimento das frases e a forma como se utilizam os sinais de pontuação também têm uma grande influência no ritmo narrativo.


When you’re writing, you have a natural tendency to visualize each scene in your mind, however, when you put it down on paper, you don’t always do it the right way. It’s important to know when to accelerate and when to step on the brakes a bit and give the reader plenty more details, so he can see the scene through your eyes and hopefully with the same fascination with you were writing it with.

Time is a fundamental element when you tell your story and you must make sure that the reader sees it in the same way as you. In addition to the narrative order (what comes before and after) there is another very important aspect, on which this post is majorly focused: the pace.

There aren’t exact formulas that you can use which would depend on one parameter or another, but this is a very important component in any story, too important to let it slide by unmentioned.

The current reader is used to a faster speed, usually delivered by the cinema and television and, with some exceptions, this reader now tends to prefer this faster pace narrative, where events occur one after the other, without thoroughly intensive descriptions in between. However, as writers, we can not write a text where the absence of any detailed description would make our story too shallow or superficial and make our characters lack in psychological or emotional depth.

Thus, we have to carefully choose the most important and decisive scenes and bet in them for a more detailed point of view. In the remainder of the story, descriptive details should appear integrated in the narrative, so that they’ll be easy to read and still grant the reader with the required information and minor flourish.

The pace isn’t always determined by a conscious decision of the writer (to tell you the truth, it almost never is). It is often the result of the story itself and the way the plot is elaborated. A good way to understand if our story is moving way too fast, or too slow, is to leave it aside for a few days and then re-read it and you’ll likely have a quite different perspective if that were indeed the case.

It’s important not to forget that the length of the sentences themselves and the way in which punctuation marks are used, both have a major influence on the narrative rhythm you imprint on the story.

PALAVRAS QUE PROVOCAM EMOÇÕES – WORDS THAT TRIGGER EMOTIONS

Provocar emoções através das palavras é o objectivo de qualquer escritor. Não há nada como ouvir um leitor falar do nosso trabalho com emoção e paixão. Saber que alguém odeia o vilão que nós criámos, ou adoraria conhecer o sítio que descrevemos é das melhores críticas que podemos ter. Contudo, brincar com as palavras e transformá-las em sentimentos para as outras pessoas não é, definitivamente, tarefa fácil. Se muitas vezes, elas fluem da nossa mente, como se viessem directamente do coração, outras, escrevemos e reescrevemos e ainda assim, parece que não conseguimos passar a imagem que nós queríamos.

A forma de fazer isto é muito própria e cada um tem de encontrar a sua. Poderão, obviamente, inspirar-se nos vossos autores favoritos, mas aquilo que funciona para eles, pode não funcionar para vocês.

Temos sempre de ter em conta que cada pessoa vê, pensa e sente de forma diferente e se queremos transmitir essa emoção, não chega dizer que a personagem x está apaixonada pela y e que esta que odeia a z. Quais são os sintomas de uma paixão? Qual a reacção do nosso corpo ao sentimento de ódio? Façam descrições detalhadas, utilizem comparações mais ou menos objectivas, usem e abusem das figuras de estilo.

A Maria não está simplesmente apaixonada pelo João. O seu coração bate mais depressa e as suas pernas tremem quando o vê. Milhares de borboletas parecem esvoaçar no seu estômago e quando se dirige a ele, a voz estremece e as palavras que saem da sua boca, nem sempre são coerentes… E assim por diante.

Muitas vezes, queremos que o leitor crie empatia com determinada personagem para que possa odiar o nosso vilão, então devemos fornecer-lhe factos da sua vida, que não estejam relacionados com a acção actual, para que essa relação seja desenvolvida. E não se esqueçam que ninguém é totalmente bom ou mau! A menos que o vosso trabalho se foque em estereótipos, é importante que algures na história o nosso vilão tenha um bom motivo (mesmo que doentio) para os seus actos.

Segundo Hemingway, uma história deve ter uma “sequência de movimentos e de factos bem encenados”. Acredito que o bem encenados seja o ponto fulcral aqui. Um leitor precisa de mais do que um simples adjectivo (por exemplo: triste, alegre, com raiva…) para conseguir envolver-se com a história, viver aquilo que a personagem está a viver… E não é esse o objectivo de qualquer leitor?

Nós somos mais do que a visão ou a racionalidade. Coloquem outros sentidos no vosso texto, façam o leitor sentir e viver o mesmo que a vossa personagem. Quando encontram um autor que consegue despertar as vossas emoções desta forma, analisem o seu texto e tentem perceber o que foi que vos conquistou. E então, brindem os vossos leitores com uma torrente de emoções e sentimentos, que não lhes vai permitir parar de ler.


Triggering emotions through his writing, his words, is the goal of any writer. There is nothing like listening to a reader talk about your work with passion and real emotion. Knowing that someone hates your villain, or would love to know ‘that one place you described’ is the best critique or judgement you can have. However, playing with words and turning them into feelings other people can or will relate to, isn’t all that easy… If many times they wind up flowing from your mind as if coming straight from the heart, other times, well… you end up writing, rewriting them, and still, somehow they just don’t seem right.

There isn’t any ‘ideal way’ to do this, so each one of you authors out there has to find his or her own way. You can, however, inspire yourselves in your favorite authors, but what works or worked for them, may not work for you.

You must keep in mind that the person who ends up reading your text sees, thinks and feels differently from you and if you want to transmit or convey an emotion, it’s not as easy as saying that the character x is in love with character y who in turn hates character z. What are the symptoms of burning passion? How does your body react to the feeling of hate? You should make implications, give some detailed descriptions, use comparisons (be they highly objective or otherwise), and use and abuse figures of speech.

Mary isn’t just in love with John. Her heart beats faster and her legs tend to start trembling when she sees him. Thousands of butterflies flutter around in her stomach and when she does manage to speak to him, the words often fall short of her intent as they remain stubbornly and even painfully lodged in her throat… And so on. You can use this deep knowledge that you, yourself, as a human being, have about emotions, and carefully craft descriptions and situations that lead the reader into understanding the underlying emotions without your need to blatantly point out the obvious.

Often times, we want our reader to create empathy with some character so that he or she may grow to hate our villain. For that, we should give him some facts of said character’s life that aren’t necessarily related with the current action, but will help him nurture this relationship and generate the much needed empathy. And please do not forget: no one is totally good nor evil! Except if your work is highly and purposefully styled toward stereotypes, it’s important to give your villain a motive (even a sickening one) for his actions.

According to Hemingway, a story should have a “sequence of well staged movements and facts”. I believe that “well staged” is the main point here. A reader needs more than a simple adjective (for example: sad, happy, angry…) to feel connected to the story, to live what the character is living… And, isn’t that the goal for any reader?

We are certainly more than just our vision or rationality. Embed the other senses in your text, make your readers feel alive in your character’s shoes. Whenever you find an author capable of messing with your emotions that way, you should analyze his or her text and try to understand what specifically (if it was indeed something specific) has won you over to such an extent. Then, build on your own way of offering your readers and fans a surge of emotions and feelings, which in turn will surely keep them reading your works and begging for more.