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A IMPORTÂNCIA DO TÍTULO – THE TITLE AND ITS IMPORTANCE

Atribuir um título a um livro ou texto, é considerada por muitos a fase mais difícil da produção da obra, mas é também uma das mais importantes.

São vários os casos de livros medíocres que se tornaram bestsellers graças ao seu título chamativo, bem como, muitos são os livros de grande qualidade que continuaram a ganhar pó nas prateleiras das livrarias, graças a um título sem graça e que não apela minimamente ao leitor.

Todos os escritores, na hora da escolha, devem ter em mente que o título pode determinar a leitura ou não da nossa história, livro, notícia ou qualquer outra coisa que tenham escrito.

O título deve dar uma noção do que fala a história e criar um suporte para o leitor, ele pode ser uma expressão-chave que capta a essência do que vão ler. Claro que todos conhecemos vários títulos que não nos dizem nada e mesmo assim vendem. Sabem porquê? Provocam curiosidade. Contudo, pode ser um risco, apostar neste estilo de título.

Ninguém lê o conteúdo da história antes de a comprar, por isso, o título tem de ser chamativo o suficiente, para fazer o leitor pegar no livro e com um pouco de sorte, ler a sinopse.

A sua principal função é precisamente a de atrair potenciais leitores e chamar a atenção para o texto. Deve ser, não só apelativo, mas também criativo, algo que supreenda o leitor e que funciona como anúncio ou rótulo.

Como escolho um título para a minha obra?

A menos que já tenham uma ideia muito definida de início, esta é uma das últimas coisas a fazer. Às vezes, a ideia surge durante o processo natural de escrita, há uma expressão no texto, uma ideia simples e quase instintivamente sabemos que aquele é o título adequado à nossa história.

É preciso ter em conta, que o título tem uma relação de dependência natural, face à obra, claro, mas frequentemente, ganha uma vida própria e não raras vezes, é a única parte da obra que a maioria do público conhece.

O título de uma obra deve ser algo sintético, um título demasiado longo cansa e desinteressa o leitor. A menos que seja já um autor de destaque, o seu livro vai estar na prateleira, bem arrumadinho, sendo que o que mais facilmente é visto pelos potenciais compradores é o título. Se este não for suficientemente apelativo…. ele não vai sair da prateleira e o leitor não vai nem saber do que se trata a obra.

Será este que é um bom critério de escolha para o leitor? Talvez não. Mas enquanto escritores, devemos ter a consciência de que os leitores não vão sequer dar a oportunidade à maioria dos livros que estão expostos e todos sabemos que são muitos. Assim, o título deve ser curto e apelativo. Deve fazer com que o leitor se questione e pegue no livro. Ele vai analisar a capa e a sinopse, também de extrema importância no processo e com um pouco de sorte, levá-lo para casa.

Um bom título é fundamental para o sucesso de qualquer obra.


Giving a title to a book or a text is, for many people, the hardest part of its production, but it’s also one of the most important.

There are many cases of average books that became bestsellers with a special thanks to their appealing title, just as there are a lot of quality books gathering dust in the shelves of book stores partly due to a bland title that does not appeal to the readers.

When it comes time to choose a title, any writer should keep in mind that it may determine whether the audience will read his story, book, news or any other thing he may have been writing.

The title should give a notion about the story’s theme and create a support for the reader, it can be a key sentence that captures the essence of what people will read within. Surely you know some titles that don’t say much and even so, they sell or certainly help in doing so. Why? They stimulate the reader’s curiosity. However, it’s risky to bet on this kind of title.

No one reads the story before buying it, so, the title must be appealing enough to make the audience pick up the book, and luckily, read the synopsis.

Its main function is, precisely to attract the readers attention and give them a call to at least glance at the text. It should be, not only appealing, but also creative, something that may surprise the audience and that works as a label or advertisement.

How do I choose the title for my book?

Unless you already have a predefined idea from the beginning, this is one of the last things to do. Sometimes, the idea pops up in the middle of the writing process… there is an expression in the text, a simple idea and almost instinctively we know that specific one is the appropriate title for our story.

You should keep in mind that, despite the fact that the title has a natural codependency with the book, it often acquires a life of its own and, many times it´s the only part most of the public knows.

The title of a book must be something small, as too long a title will make the reader weary and make him lose interest. Unless you’re a featured author, your book will be in the shelf, pretty tidy and the only thing a potential reader will see, at first glance, will be the title. If it isn’t sufficiently appealing… your book will probably remain in the shelf and the reader will not even know what your book was about.

Is this a good choice criteria for the reader? Maybe not. But, as writer, you should keep in mind that the average reader won’t even grant an opportunity to most of the books exposed in the book store, and there are plenty of those. So, the title must be small and appealing. It should make the reader question himself and pick up the book. He will analyze the cover and the synopsis (also of great importance in this process) and with a bit of luck, he will take it home.

A good title is paramount to the success of any book.

PALAVRAS QUE PROVOCAM EMOÇÕES – WORDS THAT TRIGGER EMOTIONS

Provocar emoções através das palavras é o objectivo de qualquer escritor. Não há nada como ouvir um leitor falar do nosso trabalho com emoção e paixão. Saber que alguém odeia o vilão que nós criámos, ou adoraria conhecer o sítio que descrevemos é das melhores críticas que podemos ter. Contudo, brincar com as palavras e transformá-las em sentimentos para as outras pessoas não é, definitivamente, tarefa fácil. Se muitas vezes, elas fluem da nossa mente, como se viessem directamente do coração, outras, escrevemos e reescrevemos e ainda assim, parece que não conseguimos passar a imagem que nós queríamos.

A forma de fazer isto é muito própria e cada um tem de encontrar a sua. Poderão, obviamente, inspirar-se nos vossos autores favoritos, mas aquilo que funciona para eles, pode não funcionar para vocês.

Temos sempre de ter em conta que cada pessoa vê, pensa e sente de forma diferente e se queremos transmitir essa emoção, não chega dizer que a personagem x está apaixonada pela y e que esta que odeia a z. Quais são os sintomas de uma paixão? Qual a reacção do nosso corpo ao sentimento de ódio? Façam descrições detalhadas, utilizem comparações mais ou menos objectivas, usem e abusem das figuras de estilo.

A Maria não está simplesmente apaixonada pelo João. O seu coração bate mais depressa e as suas pernas tremem quando o vê. Milhares de borboletas parecem esvoaçar no seu estômago e quando se dirige a ele, a voz estremece e as palavras que saem da sua boca, nem sempre são coerentes… E assim por diante.

Muitas vezes, queremos que o leitor crie empatia com determinada personagem para que possa odiar o nosso vilão, então devemos fornecer-lhe factos da sua vida, que não estejam relacionados com a acção actual, para que essa relação seja desenvolvida. E não se esqueçam que ninguém é totalmente bom ou mau! A menos que o vosso trabalho se foque em estereótipos, é importante que algures na história o nosso vilão tenha um bom motivo (mesmo que doentio) para os seus actos.

Segundo Hemingway, uma história deve ter uma “sequência de movimentos e de factos bem encenados”. Acredito que o bem encenados seja o ponto fulcral aqui. Um leitor precisa de mais do que um simples adjectivo (por exemplo: triste, alegre, com raiva…) para conseguir envolver-se com a história, viver aquilo que a personagem está a viver… E não é esse o objectivo de qualquer leitor?

Nós somos mais do que a visão ou a racionalidade. Coloquem outros sentidos no vosso texto, façam o leitor sentir e viver o mesmo que a vossa personagem. Quando encontram um autor que consegue despertar as vossas emoções desta forma, analisem o seu texto e tentem perceber o que foi que vos conquistou. E então, brindem os vossos leitores com uma torrente de emoções e sentimentos, que não lhes vai permitir parar de ler.


Triggering emotions through his writing, his words, is the goal of any writer. There is nothing like listening to a reader talk about your work with passion and real emotion. Knowing that someone hates your villain, or would love to know ‘that one place you described’ is the best critique or judgement you can have. However, playing with words and turning them into feelings other people can or will relate to, isn’t all that easy… If many times they wind up flowing from your mind as if coming straight from the heart, other times, well… you end up writing, rewriting them, and still, somehow they just don’t seem right.

There isn’t any ‘ideal way’ to do this, so each one of you authors out there has to find his or her own way. You can, however, inspire yourselves in your favorite authors, but what works or worked for them, may not work for you.

You must keep in mind that the person who ends up reading your text sees, thinks and feels differently from you and if you want to transmit or convey an emotion, it’s not as easy as saying that the character x is in love with character y who in turn hates character z. What are the symptoms of burning passion? How does your body react to the feeling of hate? You should make implications, give some detailed descriptions, use comparisons (be they highly objective or otherwise), and use and abuse figures of speech.

Mary isn’t just in love with John. Her heart beats faster and her legs tend to start trembling when she sees him. Thousands of butterflies flutter around in her stomach and when she does manage to speak to him, the words often fall short of her intent as they remain stubbornly and even painfully lodged in her throat… And so on. You can use this deep knowledge that you, yourself, as a human being, have about emotions, and carefully craft descriptions and situations that lead the reader into understanding the underlying emotions without your need to blatantly point out the obvious.

Often times, we want our reader to create empathy with some character so that he or she may grow to hate our villain. For that, we should give him some facts of said character’s life that aren’t necessarily related with the current action, but will help him nurture this relationship and generate the much needed empathy. And please do not forget: no one is totally good nor evil! Except if your work is highly and purposefully styled toward stereotypes, it’s important to give your villain a motive (even a sickening one) for his actions.

According to Hemingway, a story should have a “sequence of well staged movements and facts”. I believe that “well staged” is the main point here. A reader needs more than a simple adjective (for example: sad, happy, angry…) to feel connected to the story, to live what the character is living… And, isn’t that the goal for any reader?

We are certainly more than just our vision or rationality. Embed the other senses in your text, make your readers feel alive in your character’s shoes. Whenever you find an author capable of messing with your emotions that way, you should analyze his or her text and try to understand what specifically (if it was indeed something specific) has won you over to such an extent. Then, build on your own way of offering your readers and fans a surge of emotions and feelings, which in turn will surely keep them reading your works and begging for more.