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A SINOPSE – THE SYNOPSIS

A sinopse é um resumo, um sumário com características muito próprias que prentede dar a conhecer e chamar a atenção para o nosso romance. É extremamente importante em qualquer obra, é o primeiro contacto do público com a história propriamente dita e deve ser escrita com todo o cuidado e mediante algumas regras. O escritor deve usá-la como forma de fazer uma apresentação chamativa ao seu público.

O Início

A primeira frase deve imediatamente dar uma ideia do ambiente da história, deve ser uma expressão chave, algo que chame a atenção e faça com que o potencial leitor leia a sinopse até ao fim. Deve ser intrigante e imediatamente dar a entender o que se passa.

A base da sinopse deve ser o começo da história, ele mesmo escrito com cuidado para chamar a atenção do leitor e prendê-lo imediatamente.

Ser Breve

Ninguém vai ler mais do que meia dúzia de linhas, passa uma imagem muito complicada do seu livro e difícil de definir. É importante que dê o máximo de informação e motive o leitor a ler, no mais curto espaço possível.

Também não é a hora de usar grandes floreados, o leitor quer apenas saber se vai gostar ou não do livro. Use frases curtas e simples e que deixem o mistério no ar. Quando terminar, volte a ler o que escreveu e pergunte-se a si mesmo “Depois disto, eu iria querer ler o livro?” Seja honesto consigo mesmo e se chegar à conclusão que não, então o melhor é reescrevê-la.

Tom

A sinopse deve ser escrita na terceira pessoa e num tom forte e seguro. Muitas vezes, funciona como chavão publicitário e é fundamental para a visibilidade da obra.

Uma boa ajuda poderá ser ler várias sinopses, ou ouvir, por exemplo, publicidade e trailers de filmes, séries, telenovelas e assim verificar os trechos que são escolhidos para nos chamar a atenção e assim, querermos ver mais. Funciona assim com a sua obra. Tente perceber o que têm em comum as sinopses que lhe chamam mais a atenção e tente reproduzir isso na sua obra.

Personagens

Poderá ser conveniente apresentar a personagem principal, de forma rápida, descritiva, que permita ter uma ideia do que vai encontrar, sem no entanto, denunciar a história. A protagonista e antagonista poderão ser apresentadas, mas devemos evitar dar demasiadas informações sobre todas as personagens.

Contexto

A sinopse deve fornecer um contexto para a obra, uma época, uma localização, algo que faça o leitor identificar de certa forma o que vai ler.

Pontos principais

A sinopse não é um resumo. O objectivo de uma sinopse não é contar de forma resumida a história contida no livro, mas sim, instigar o leitor a ler mais.

É importante ainda definir que a sinopse que é entregue ao editor, não é a mesma que irá na contra capa do livro. Ou seja, ao editor deve ser entregue um roteiro completo, com todos os pontos importantes, incluindo o final. A sinopse a colocar na contracapa do livro é bem distante disto, deve conter alguns pontos principais sim, se acharem conveniente, até o início do conflito, mas jamais poderá dar a entender o final.

Questões

Uma boa sinopse deve deixar algumas questões no ar. As frases, embora claras, devem deixar dúvidas no leitor. O que ele quis dizer com isto? Como assim?

Revisão

Tal como o próprio livro, a sinopse deve ser revista muitas e muitas vezes, até estar o mais perfeita que conseguirem.

Uma boa opção é mostrá-la a um variado número de leitores e deixa-los “criticar” o que escreveu e ir modificando aquilo que considerar que pode ser melhorado.


A synopsis is an abstract, a summary with some very specific features which are meant to give out some information and draw attention to our novel. It is extremely important for any written work since it’s the first contact between the readers and our story and it should respect some rules. The writer needs to use it as a way of appealing his public.

The Beginning

The first sentence should immediately give a notion of the story’s environment. It must be an expression that draws the reader’s attention and makes him keep reading the synopsis until the end. It should be intriguing and, at the same time, understandable.

The basis of a synopsis should be the starting point of the story, which has already been written in such a way as to keep the reader’s attention and attachment to your story.

Shorter is better

No one will read more than a couple of lines, so it’s important that you grant the most information in the shortest space possible. A synopsis too large will give the reader the idea of an extremely complex book and you do not want this.

It’s also not the place to be using fancy words and complex sentences. All the reader wants to know is what’s your book about and if he or she will like it. You should use small sentences and let out some mystery or intrigue. When you finish, read it again and ask yourself “After having read this, would I read the book?” Be honest with yourself and rewrite your synopsis if you feel the need to.

Tone

The synopsis should be written in the third person and in a strong and confident tone. Many times, it works like an advertising buzzword and it is fundamental to your work’s visibility.

A good way of helping yourself doing this, is by reading a lot of synopses, as well as listening and watching, for example, movie and tv show trailers and try to understand what parts they choose to show and why these would make you want to see more (or the opposite). That’s how your synopsis has to work for your book. Try to figure out what the synopses you’ve read have in common and try to reproduce that in your own.

Characters

It could be convenient introducing the main character in a fast, descriptive way, that allows your readers to have an idea of what they may find, without however, betraying the story. The protagonist and the antagonist could be introduced, but you should avoid giving out too much information about all the characters.

Context

The synopsis should provide the reader with some guidance about the book. It could be some era or period of reference, a location, something that makes the potential reader identify what he’ll find within.

Key Points

The synopsis is not a summary. The objective isn’t to tell the story to the person who’s reading it, but making her want to know more.

It’s important to keep in mind that the synopsis you’ll send to the publisher, isn’t the same that your public will end up reading. The publisher should have a text with all the key points of your book, including the end. The synopsis in the cover of the book is totally different. It should have some points, maybe the beginning of the conflict, but never (not even implying) the end of the story.

Questions

A good synopsis should definitely raise some questions. The sentences, although clear, must leave some doubts in the reader’s mind. What does he mean by that? How is this supposed to happen?

Review

Such as with the book itself, the synopsis must be reviewed many times, until it’s perfect, or the closest thing to it.

A good option is to show it to a great amount of readers and let them “criticize” what you wrote. As you get their feedback, you should change that which you consider might be improved.

OS 10 ERROS DO ESCRITOR – 10 MISTAKES A WRITER COMMITS

Escrever é uma paixão, mas quando queremos tornar-nos um escritor profissional, acabamos por ter de lidar com tantas outras situações que nada têm a ver com a escrita. Todas elas acabam por ter um impacto determinante e muitas vezes, por levar a grandes desilusões.

Aqui ficam alguns dos erros mais comuns, especialmente entre os novos autores.

1. Escrever para ganhar dinheiro

Sim, o seu grande sonho é tornar-se um escritor bem sucedido, que pode viver exclusivamente dos seus livros. Mas, se o objectivo é fazer muito dinheiro, talvez esteja na hora de se dedicar a outras actividades…

2. Achar que consegue rever o próprio texto

Este é um erro muito comum nos escritores novatos e em grande parte devido ao lado financeiro que nem sempre é fácil de gerir. No entanto, é preciso ter a perfeita noção de que não vão conseguir rever o próprio texto. É preciso um profissional, que conheça muito bem a língua em que o texto está escrito. É, sem dúvida, uma prioridade.

3. Depender unicamente das redes sociais e do boca-a-boca

Sim, a publicidade é cara e esta é a forma mais rápida e com menos gastos de divulgar o nosso livro. Porém, pouco eficaz. Claro que conseguimos vender uns quantos exemplares aos familiares e amigos, mas depois… percebemos que não chega. E claro, dos 1000 amigos do facebook… quantos irão realmente comprar e quantos ficarão pela promessa de o fazer?

4. Escrever apenas o que gosta

É tentador e confesso que é o erro que mais cometo, mas se querem chegar ao grande público, vão ter de sair da vossa zona de conforto, tentar perceber o que é que os outros querem ler e começar a trabalhar mais nesse sentido.

5. Esperar que a editora faça todo o trabalho publicitário

Pois… este tópico é um dos mais controversos. Senão vejamos, a editora acaba por ter bem menos trabalho do que esperaríamos que tivesse. O autor ajuda nos custos financeiros e ainda tem de publicitar? Mas… não é obrigação da editora? Bem, deveria, pelo menos, ser do interesse dela publicitar os próprios livros e com alguma sorte fazer algum dinheiro com isso, no entanto, o jovem autor tem de se preocupar sim, tem de ser ele a promover o seu livro e organizar eventos que o ajudem a fazê-lo, mesmo que recorram à ajuda da editora. Se não apresentarem ideias, se não tentarem fazer por vocês… nada acontece.

6. Elevadas expectativas

Esta é a melhor história que já alguma vez escreveram? Todos os vossos amigos já leram e gostaram? Que bom! Verdade, é uma sensação maravilhosa, mas não acreditem que isso é a chave do sucesso. Sonhar é bom. Ter ambição. Tentar. Mas expectativas demasiados elevadas, provocam uma queda muito grande e muitas vezes, difícil de recuperar. Apenas, mantenham os pés na terra.

7. Escrever sem planeamento

A melhor parte de escrever um livro é sem dúvida a escrita propriamente dita. É pegar num lápis ou caneta, ou no computador e deixar as palavras fluirem livremente. Contudo, está longe de ser a mais importante. Se não houver um planeamento cuidado da história e da forma como introduzem os factos e as personagens correm sérios riscos de cair em contradições, tornar a história muito lenta ou muito rápida. A incoerência afasta os leitores. É importante fazer um planeamento pormenorizado e só depois escrever.

8. Escrever o que “está na moda”

Isto pode parecer contraditório com o que disse no ponto 4, mas o que quero dizer é “nem 8 nem 80”. Sim, temos de ir de encontro ao que o público deseja, no entanto, corremos o risco de escrever demasiado clichés, ou a nossa história será igual a todas as outras. É importante, mesmo que peguem num tema usado e abusado, que sejam originais e que apresentem algo de novo aos vossos leitores.

9. Preferir “não saber”

Ouvir críticas é muito duro, certo? Mas são absolutamente necessárias, ajudam-nos não só a melhorar a nossa escrita, como também a manter os pés no chão. Com o tempo vão habituar-se a ouvir opiniões menos positivas e torná-las na vossa força, mas para isso, têm de parar para escutar o que os outros têm a dizer.

10. Acomodar-se

Acabei o meu livro. Foi editado. Já passou o lançamento. Pronto, acabou. NÃO! O trabalho ainda agora começou. Participem em eventos, criem coisas nvoas, tragam ideias, não deixem que as pessoas se esqueçam de vocês. E claro: boa sorte! 🙂

 


Writing is a passion, but if you want to do it professionally, you will have to deal with certain situations that aren’t exactly related to the act of writing itself. Every one of these will have a significant impact on you and they will often lead you to disappointment or regret.

In order to try and fight this, one must acknowledge and review certain habits, customs or decisions and try to keep a focused, yet open mind going forward with a goal to better oneself and one’s own work.

Now, I present you with the most common mistakes we tend to make, especially for beginning authors.

1. Writing to make money

Yes, I know your biggest dream is to become a successful writer, who could one day live off of your books, however, if your goal to begin with is simply to make a lot of money, perhaps you should consider rethinking your options…

2. Thinking yourself able to review your own work

This one is a very common rookie’s mistake and actually quite prevalent, mostly due to financial issues when you first start writing and can’t exactly make a living from it. However, you need to know that not only is this not recommended, it’s actually pretty negligent since you can’t really do it properly. You’ll need a professional, someone who really knows the language you’re writing in. It’s, without a doubt, a priority.

3. Relying entirely on social media networks and word of mouth

Yes, publicity is certainly expensive and these methods of promoting your work are definitely cheaper and appear to be quicker to put out. However, they can quite often prove ineffective. Of course you can sell a few copies to your friends and family, but then… you’ll start to realize that it’s simply not enough. And, let us be real here, how many of your thousands of Facebook’s so-called friends will really buy your book and how many will just promise to get around to it once they ‘have the time’?

4. Writing only the kind of works you think you’d like

This is a tempting mistake to make, but if you truly want to reach the general public, you’ll have to get out of your comfort zone, try to understand what people in general like and want to read, then start working towards making sure your own work relates to it in a better or more meaningful way.

5. Expecting the publisher to do all of the publicity work

This topic is quite controversial. The fact is, the publisher will often do and provide you with less than you expected. The point is, with small and medium publishers the author helps (most of the time) with the financial costs and, in the end… is he still expected to be the one to advertise? Isn’t a publisher’s obligation or at least a priority? Well, it should be… The publisher should have the interest of advertising its own books and hopefully make some money from them, however, the young author will certainly have to worry about it as well. He will still have to promote his book and organize events that help him do that, even with the help from the publisher. If you do not present ideas, if you don’t try to do it yourselves…. Nothing will happen.

6. High expectations

Is this the best story you ever wrote? Did all your friends read it and told you they loved it? Good! That’s truly a wonderful sensation, but don’t think it’s pretty much the key to success. Dreaming is good, having some ambition, but… too high an expectation will usually lead you to a greater disappointment and it’s hard bounce back from that. So, try to your head leveled and both feet on the ground.

7. Writing without any planning

The best part of writing a book is, without a doubt, the act of writing in itself. It’s picking up a pen or sitting in front of your computer and letting the words flow freely. However, that may be not the most important part. Without careful planning of the story, the characters and their backgrounds, you can find yourself drowning in contradictions, continuity errors or simply messing up the time, turning your story way too slow or fast. The incoherency alienates the readers. It’s very important that you make a personalized plan and then to write while trying to stick to it.

8. Writing what’s “in vogue”

This may seem contradictory with the previously mentioned point 4, but what I mean is that you shouldn’t exactly have a ‘sink or swim’ attitude. So, yes, you should follow the public to an extent, their ideas and tastes, but you have to be careful as not to write into your work way too many tropes or clichés, thus rendering your story the same as all the others. It’s important that, even if you write about a very popular theme, you try to be creative,give it your own spin and approach the readers with something new that they can fall in love with.

9. Believing that some ignorance is indeed bliss

Hearing criticism is pretty hard, right? But that’s an absolutely necessary evil, as it will help us, writers, improve the quality of our writing or even a particular work, highlighting some of our flaws, yet allowing us to overcome them. With time and some effort on your part, you too will get used to listening to some critical opinions without wallowing, but in order to do that, you need to stop and listen to what people have to say.

10. Accommodating yourself.

“I finished my book. It’s been published. The release date has passed. Done. It’s over.” NO! The work has only just begun. Participate at different events, create new concepts, bring forth ideas… do not let people forget about you. And of course: good luck! 🙂