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A SINOPSE – THE SYNOPSIS

A sinopse é um resumo, um sumário com características muito próprias que prentede dar a conhecer e chamar a atenção para o nosso romance. É extremamente importante em qualquer obra, é o primeiro contacto do público com a história propriamente dita e deve ser escrita com todo o cuidado e mediante algumas regras. O escritor deve usá-la como forma de fazer uma apresentação chamativa ao seu público.

O Início

A primeira frase deve imediatamente dar uma ideia do ambiente da história, deve ser uma expressão chave, algo que chame a atenção e faça com que o potencial leitor leia a sinopse até ao fim. Deve ser intrigante e imediatamente dar a entender o que se passa.

A base da sinopse deve ser o começo da história, ele mesmo escrito com cuidado para chamar a atenção do leitor e prendê-lo imediatamente.

Ser Breve

Ninguém vai ler mais do que meia dúzia de linhas, passa uma imagem muito complicada do seu livro e difícil de definir. É importante que dê o máximo de informação e motive o leitor a ler, no mais curto espaço possível.

Também não é a hora de usar grandes floreados, o leitor quer apenas saber se vai gostar ou não do livro. Use frases curtas e simples e que deixem o mistério no ar. Quando terminar, volte a ler o que escreveu e pergunte-se a si mesmo “Depois disto, eu iria querer ler o livro?” Seja honesto consigo mesmo e se chegar à conclusão que não, então o melhor é reescrevê-la.

Tom

A sinopse deve ser escrita na terceira pessoa e num tom forte e seguro. Muitas vezes, funciona como chavão publicitário e é fundamental para a visibilidade da obra.

Uma boa ajuda poderá ser ler várias sinopses, ou ouvir, por exemplo, publicidade e trailers de filmes, séries, telenovelas e assim verificar os trechos que são escolhidos para nos chamar a atenção e assim, querermos ver mais. Funciona assim com a sua obra. Tente perceber o que têm em comum as sinopses que lhe chamam mais a atenção e tente reproduzir isso na sua obra.

Personagens

Poderá ser conveniente apresentar a personagem principal, de forma rápida, descritiva, que permita ter uma ideia do que vai encontrar, sem no entanto, denunciar a história. A protagonista e antagonista poderão ser apresentadas, mas devemos evitar dar demasiadas informações sobre todas as personagens.

Contexto

A sinopse deve fornecer um contexto para a obra, uma época, uma localização, algo que faça o leitor identificar de certa forma o que vai ler.

Pontos principais

A sinopse não é um resumo. O objectivo de uma sinopse não é contar de forma resumida a história contida no livro, mas sim, instigar o leitor a ler mais.

É importante ainda definir que a sinopse que é entregue ao editor, não é a mesma que irá na contra capa do livro. Ou seja, ao editor deve ser entregue um roteiro completo, com todos os pontos importantes, incluindo o final. A sinopse a colocar na contracapa do livro é bem distante disto, deve conter alguns pontos principais sim, se acharem conveniente, até o início do conflito, mas jamais poderá dar a entender o final.

Questões

Uma boa sinopse deve deixar algumas questões no ar. As frases, embora claras, devem deixar dúvidas no leitor. O que ele quis dizer com isto? Como assim?

Revisão

Tal como o próprio livro, a sinopse deve ser revista muitas e muitas vezes, até estar o mais perfeita que conseguirem.

Uma boa opção é mostrá-la a um variado número de leitores e deixa-los “criticar” o que escreveu e ir modificando aquilo que considerar que pode ser melhorado.


A synopsis is an abstract, a summary with some very specific features which are meant to give out some information and draw attention to our novel. It is extremely important for any written work since it’s the first contact between the readers and our story and it should respect some rules. The writer needs to use it as a way of appealing his public.

The Beginning

The first sentence should immediately give a notion of the story’s environment. It must be an expression that draws the reader’s attention and makes him keep reading the synopsis until the end. It should be intriguing and, at the same time, understandable.

The basis of a synopsis should be the starting point of the story, which has already been written in such a way as to keep the reader’s attention and attachment to your story.

Shorter is better

No one will read more than a couple of lines, so it’s important that you grant the most information in the shortest space possible. A synopsis too large will give the reader the idea of an extremely complex book and you do not want this.

It’s also not the place to be using fancy words and complex sentences. All the reader wants to know is what’s your book about and if he or she will like it. You should use small sentences and let out some mystery or intrigue. When you finish, read it again and ask yourself “After having read this, would I read the book?” Be honest with yourself and rewrite your synopsis if you feel the need to.

Tone

The synopsis should be written in the third person and in a strong and confident tone. Many times, it works like an advertising buzzword and it is fundamental to your work’s visibility.

A good way of helping yourself doing this, is by reading a lot of synopses, as well as listening and watching, for example, movie and tv show trailers and try to understand what parts they choose to show and why these would make you want to see more (or the opposite). That’s how your synopsis has to work for your book. Try to figure out what the synopses you’ve read have in common and try to reproduce that in your own.

Characters

It could be convenient introducing the main character in a fast, descriptive way, that allows your readers to have an idea of what they may find, without however, betraying the story. The protagonist and the antagonist could be introduced, but you should avoid giving out too much information about all the characters.

Context

The synopsis should provide the reader with some guidance about the book. It could be some era or period of reference, a location, something that makes the potential reader identify what he’ll find within.

Key Points

The synopsis is not a summary. The objective isn’t to tell the story to the person who’s reading it, but making her want to know more.

It’s important to keep in mind that the synopsis you’ll send to the publisher, isn’t the same that your public will end up reading. The publisher should have a text with all the key points of your book, including the end. The synopsis in the cover of the book is totally different. It should have some points, maybe the beginning of the conflict, but never (not even implying) the end of the story.

Questions

A good synopsis should definitely raise some questions. The sentences, although clear, must leave some doubts in the reader’s mind. What does he mean by that? How is this supposed to happen?

Review

Such as with the book itself, the synopsis must be reviewed many times, until it’s perfect, or the closest thing to it.

A good option is to show it to a great amount of readers and let them “criticize” what you wrote. As you get their feedback, you should change that which you consider might be improved.

RITMO NARRATIVO – NARRATIVE PACE

Quando estamos a escrever, temos a tendência natural de visualizar cada cena na nossa cabeça, no entanto, quando passamos para o papel, nem sempre o fazemos da melhor forma. É importante saber o momento de acelerar e o momento de travar um pouco e dar mais detalhes e pormenores ao leitor, para que eles possam ver a cena pelos nossos olhos e com o mesmo fascínio com que a escrevemos.

O tempo é fundamental quando contamos a nossa história e temos de nos certificar que o leitor o acompanha da mesma forma que nós. Para além da ordem da narrativa (o que vem antes e depois) temos um aspecto muito importante, no qual se foca este post: o ritmo.

Não há fórmulas exactas que possamos usar consoante um ou outro parâmetro, no entanto, esta é uma componente muito importante em qualquer história para que a deixemos passar em branco.

O leitor moderno está habituado a uma velocidade mais rápida, passada pelo cinema e pela televisão e (salvo algumas excepções) prefere, de uma maneira geral, um ritmo narrativo mais rápido, onde os acontecimentos surgem uns atrás dos outros e sem descrições intensivas. Contudo, enquanto escritores, não podemos redigir um texto, onde a ausência de qualquer descrição mais detalhada torna a nossa história superficial e as nossas personagens sem profundidade psicológica e emocional.

Desta forma, temos de escolher cuidadosamente as cenas mais importantes e decisivas e apostar nelas para um ponto de vista mais detalhados. Nas restantes, a descrição de pormenores deve aparecer integrada na narrativa, de modo a que seja fácil de ler e mesmo minimalista, dê a informação básica necessária.

O ritmo nem sempre (para dizer a verdade, quase nunca) é determinado através de uma decisão consciente do escritor, muitas vezes, é fruto da história em si e da forma como o enredo é montado. Uma boa forma de perceber se a nossa história está demasiado rápida ou demasiado lenta é deixá-la de lado durante alguns dias e depois voltar a lê-la e terão uma perspectiva bastante diferente.

É bom não esquecer ainda, que o comprimento das frases e a forma como se utilizam os sinais de pontuação também têm uma grande influência no ritmo narrativo.


When you’re writing, you have a natural tendency to visualize each scene in your mind, however, when you put it down on paper, you don’t always do it the right way. It’s important to know when to accelerate and when to step on the brakes a bit and give the reader plenty more details, so he can see the scene through your eyes and hopefully with the same fascination with you were writing it with.

Time is a fundamental element when you tell your story and you must make sure that the reader sees it in the same way as you. In addition to the narrative order (what comes before and after) there is another very important aspect, on which this post is majorly focused: the pace.

There aren’t exact formulas that you can use which would depend on one parameter or another, but this is a very important component in any story, too important to let it slide by unmentioned.

The current reader is used to a faster speed, usually delivered by the cinema and television and, with some exceptions, this reader now tends to prefer this faster pace narrative, where events occur one after the other, without thoroughly intensive descriptions in between. However, as writers, we can not write a text where the absence of any detailed description would make our story too shallow or superficial and make our characters lack in psychological or emotional depth.

Thus, we have to carefully choose the most important and decisive scenes and bet in them for a more detailed point of view. In the remainder of the story, descriptive details should appear integrated in the narrative, so that they’ll be easy to read and still grant the reader with the required information and minor flourish.

The pace isn’t always determined by a conscious decision of the writer (to tell you the truth, it almost never is). It is often the result of the story itself and the way the plot is elaborated. A good way to understand if our story is moving way too fast, or too slow, is to leave it aside for a few days and then re-read it and you’ll likely have a quite different perspective if that were indeed the case.

It’s important not to forget that the length of the sentences themselves and the way in which punctuation marks are used, both have a major influence on the narrative rhythm you imprint on the story.

GÉNEROS – GENRES

Como leitora, gosto de ler vários géneros e sinto que aprendo um pouco com cada um, no entanto, aqui falo convosco como escritora, e como tal, preciso de ter noção das minhas limitações e capacidades, por isso, tenho de escolher cuidadosamente os géneros que escrevo e a forma como me especializo em cada um deles.

Não quero com isto dizer que não possam escolher qualquer género que gostem, mas sim, que antes de embarcarem numa viagem atribulada, se informem e aprendam a melhor forma de o fazer. Eu pessoalmente, sou grande fã de policiais, mas não escrevi, até à data, nenhum. Porquê? Porque sinto que talvez o possa fazer, mas sairá apenas uma história medíocre. Será que quero isso? Não. E nem vocês.

Há sempre um género com o qual mais se identificam e onde sabem que conseguem escrever boas histórias. Descubram qual o vosso e invistam no próprio aperfeiçoamento. É preferível escrever obras sempre no mesmo género e registo literário, mas boas, do que ter uma panóplia muito diferenciada de obras e no final, perceber que todas foram apenas medíocres.

Um escritor não tem que saber escrever todo o tipo de história, tem de escrever bem, aquelas a que se propõe. Assim, eu sugiro que leiam muito, leiam outros autores que escolheram o mesmo género, mas não só. Informem-se de tudo o que poderá estar relacionado à vossa história.

Escolheram criar uma história sobre médicos? Informem-se das rotinas dos hospitais, aprendam um pouco sobre conceitos básicos de saúde, conversem com alguns destes profissionais, se tiverem oportunidade.

E antes de escolher o género, que tal pensarem nos vossos objectivos de escrita? Fazer arte é diferente de vender arte, por isso, quando pensam em escrever um livro por pura manifestação artística, devem ter em conta factores diferentes do que quando pensam em escrever para cativar o público.

Se o vosso objectivo for ter muitos leitores e vender muitos livros, comecem por ler os principais bestsellers que encontram nas livrarias e de forma imparcial, tentem perceber porque motivo, estes livros cativaram tanto os leitores e quais os seus ingredientes para tanto sucesso.

Depois de tomarem as vossas decisões e construirem a vossa história, preocupem-se em torná-la credível, mesmo que escrevam num mundo fantástico, pensem sempre: se este mundo existisse, será que as pessoas seriam assim? Reagiriam desta maneira? Humanizem as vossas personagens (mesmo estas que sejam monstros sobrenaturais) e cativem os leitores.


As an avid reader myself, I like to read different genres, as I feel that I learn a little with each and every one of them, yet here I’m speaking as a writer, and as such, I need to be aware of my abilities and some of my limitations, and therefore, I have to carefully choose the genres in which I write and how I can specialize in each of them.

I’m not saying that you cannot choose to write in any genre you’d like, but, before embarking on a bumpy ride, get informed and learn, cover yourself in the knowledge of best ways in which to do it. Personally, I’m a great fan of crime novels, but I don’t write any. Why? Because I feel that I could, perhaps, do it, but it would only be a mediocre story at best. Do I want that? No. And neither should you.

There’s always a genre with which you identify yourself the most. The one where you know you could actually write great stories. Find out which one is yours and truly invest yourself in your improvement, as a writer, within it. It’s usually much preferred to consistently work in the same genre and literary record, and to do so quite well, than it is to have a very different array of works and by the end just realizing plenty of them might just be mediocre.

A writer does not have to know how to write all kinds of stories. Instead, you must write well those that you set out for. So, I suggest you read a lot, read especially from other authors who have chosen the same genre, but don’t stop there. Inform yourself about everything that may be related to your story.

You chose to create a story about doctors? Teach yourself about hospitals’ main routines, learn a bit about basic notions of health and try to talk with some of these professionals, if you get a chance.

And before choosing the genre, how about thinking of your goals as a writer? Creating art is different from selling art, so when contemplating writing a book with pure artistic expression in mind, you should probably take into account different factors than you would were you contemplating writing something to captivate the audience. These are not mutually exclusive but often do not meet.

If your goal is to have a lot of readers and sell many books, start by reading the main bestsellers you might find in bookstores and, in an unbiased manner, try to understand the reason why these books have captivated so many readers and what their ingredients are, for such a tremendous success.

Once you make your decisions and build your story, you need to worry about making it credible, or believable. Even when writing about a fantasy world, always think to yourself: if this world were real, how would these people be? How would they behave or conduct themselves? Would they react this way? Humanize your characters (even those which are supernatural monsters) and watch your work captivate your audience.

PALAVRAS QUE PROVOCAM EMOÇÕES – WORDS THAT TRIGGER EMOTIONS

Provocar emoções através das palavras é o objectivo de qualquer escritor. Não há nada como ouvir um leitor falar do nosso trabalho com emoção e paixão. Saber que alguém odeia o vilão que nós criámos, ou adoraria conhecer o sítio que descrevemos é das melhores críticas que podemos ter. Contudo, brincar com as palavras e transformá-las em sentimentos para as outras pessoas não é, definitivamente, tarefa fácil. Se muitas vezes, elas fluem da nossa mente, como se viessem directamente do coração, outras, escrevemos e reescrevemos e ainda assim, parece que não conseguimos passar a imagem que nós queríamos.

A forma de fazer isto é muito própria e cada um tem de encontrar a sua. Poderão, obviamente, inspirar-se nos vossos autores favoritos, mas aquilo que funciona para eles, pode não funcionar para vocês.

Temos sempre de ter em conta que cada pessoa vê, pensa e sente de forma diferente e se queremos transmitir essa emoção, não chega dizer que a personagem x está apaixonada pela y e que esta que odeia a z. Quais são os sintomas de uma paixão? Qual a reacção do nosso corpo ao sentimento de ódio? Façam descrições detalhadas, utilizem comparações mais ou menos objectivas, usem e abusem das figuras de estilo.

A Maria não está simplesmente apaixonada pelo João. O seu coração bate mais depressa e as suas pernas tremem quando o vê. Milhares de borboletas parecem esvoaçar no seu estômago e quando se dirige a ele, a voz estremece e as palavras que saem da sua boca, nem sempre são coerentes… E assim por diante.

Muitas vezes, queremos que o leitor crie empatia com determinada personagem para que possa odiar o nosso vilão, então devemos fornecer-lhe factos da sua vida, que não estejam relacionados com a acção actual, para que essa relação seja desenvolvida. E não se esqueçam que ninguém é totalmente bom ou mau! A menos que o vosso trabalho se foque em estereótipos, é importante que algures na história o nosso vilão tenha um bom motivo (mesmo que doentio) para os seus actos.

Segundo Hemingway, uma história deve ter uma “sequência de movimentos e de factos bem encenados”. Acredito que o bem encenados seja o ponto fulcral aqui. Um leitor precisa de mais do que um simples adjectivo (por exemplo: triste, alegre, com raiva…) para conseguir envolver-se com a história, viver aquilo que a personagem está a viver… E não é esse o objectivo de qualquer leitor?

Nós somos mais do que a visão ou a racionalidade. Coloquem outros sentidos no vosso texto, façam o leitor sentir e viver o mesmo que a vossa personagem. Quando encontram um autor que consegue despertar as vossas emoções desta forma, analisem o seu texto e tentem perceber o que foi que vos conquistou. E então, brindem os vossos leitores com uma torrente de emoções e sentimentos, que não lhes vai permitir parar de ler.


Triggering emotions through his writing, his words, is the goal of any writer. There is nothing like listening to a reader talk about your work with passion and real emotion. Knowing that someone hates your villain, or would love to know ‘that one place you described’ is the best critique or judgement you can have. However, playing with words and turning them into feelings other people can or will relate to, isn’t all that easy… If many times they wind up flowing from your mind as if coming straight from the heart, other times, well… you end up writing, rewriting them, and still, somehow they just don’t seem right.

There isn’t any ‘ideal way’ to do this, so each one of you authors out there has to find his or her own way. You can, however, inspire yourselves in your favorite authors, but what works or worked for them, may not work for you.

You must keep in mind that the person who ends up reading your text sees, thinks and feels differently from you and if you want to transmit or convey an emotion, it’s not as easy as saying that the character x is in love with character y who in turn hates character z. What are the symptoms of burning passion? How does your body react to the feeling of hate? You should make implications, give some detailed descriptions, use comparisons (be they highly objective or otherwise), and use and abuse figures of speech.

Mary isn’t just in love with John. Her heart beats faster and her legs tend to start trembling when she sees him. Thousands of butterflies flutter around in her stomach and when she does manage to speak to him, the words often fall short of her intent as they remain stubbornly and even painfully lodged in her throat… And so on. You can use this deep knowledge that you, yourself, as a human being, have about emotions, and carefully craft descriptions and situations that lead the reader into understanding the underlying emotions without your need to blatantly point out the obvious.

Often times, we want our reader to create empathy with some character so that he or she may grow to hate our villain. For that, we should give him some facts of said character’s life that aren’t necessarily related with the current action, but will help him nurture this relationship and generate the much needed empathy. And please do not forget: no one is totally good nor evil! Except if your work is highly and purposefully styled toward stereotypes, it’s important to give your villain a motive (even a sickening one) for his actions.

According to Hemingway, a story should have a “sequence of well staged movements and facts”. I believe that “well staged” is the main point here. A reader needs more than a simple adjective (for example: sad, happy, angry…) to feel connected to the story, to live what the character is living… And, isn’t that the goal for any reader?

We are certainly more than just our vision or rationality. Embed the other senses in your text, make your readers feel alive in your character’s shoes. Whenever you find an author capable of messing with your emotions that way, you should analyze his or her text and try to understand what specifically (if it was indeed something specific) has won you over to such an extent. Then, build on your own way of offering your readers and fans a surge of emotions and feelings, which in turn will surely keep them reading your works and begging for more.

PRENDER O LEITOR – CATCHING THE READER

Tudo o que um escritor mais deseja é que os seus leitores gostem daquilo que lêem e que fiquem apaixonados pelas suas histórias. Por vezes, parece difícil, mas na verdade, para prender o leitor à nossa história, só há uma regra importante: meio-termo.

É claro que, temos sempre de ter em conta que estamos a escrever para outras pessoas e por isso devemos ser claros no que queremos transmitir. Devemos ter especial atenção às primeiras páginas, evitem as grandes descrições sem conteúdo, ou linguagem exageradamente rebuscada. Foquem-se no vosso público-alvo, e naquilo que gosta de ler, a forma como fala e age (claro, sem exageros). Nas primeiras páginas, não importa de que cor é o tapete ou que tempo está a fazer lá fora, importa sim, o que está a acontecer.

Mas, e o que deve estar a acontecer?

Não é preciso (embora possa funcionar para algumas histórias) uma entrada demasiado dramática, com gritos, sangue, bombas a explodir ou vidros a partir. Apenas deve ser dada a noção de movimento, de acção e, se possível, começar a dar indícios (subtis) do conflito inerente à história. Sim, uma história tem de ter conflito, algo que impeça as personagens que alcançarem os seus objectivos, ou a mesma tornar-se-á cansativa e aborrecida para o leitor.

As cenas descritas ao longo de toda a história devem conseguir transportar os vossos leitores para esse mundo mágico que é o livro, o vosso livro. Mesmo que este seja passado num local comum, as vossas palavras podem transformá-lo num local espectacular e as personagens, em pessoas únicas e fascinantes, descritas de forma que pareçam estar pintadas com palavras. A componente de visualização, principalmente num mundo altamente tecnológico, onde cada pessoa acha que já viu de tudo (mesmo que através do ecrã do computador) é fundamental, para pregar o leitor ao livro. No entanto, e voltando ao ponto de partida, sem exageros, meio-termo é o ideial. Afinal, talvez aquela personagem fantástica não precise de ser minuciosamente descrita para ser imaginada, muitas vezes basta uma peculiaridade, física ou não, para a tornar única e deixar a todos apaixonados por ela. Tudo o resto, bem, é imaginação.


A writer’s biggest desire is to provoke passion in his readers. Sometimes that seems difficult, but, in truth there is only one rule to keep in mind in order to successfully do it: middle ground.

Obviously, you need to keep in mind that you are writing for someone else, so you must try to be crystal clear when transmitting your ideas. You should pay special attention to the first pages, avoid great descriptions with no content, or a very fancy language. You should focus on your target audience: what do they read? How do they speak and act? But please, do not exaggerate. In the first pages, it doesn’t matter the carpet color or the weather outside the window… All that matters is what’s happening in that moment.

But… What should be happening?

You do not need (despite the fact it could work in some stories) a very dramatic entrance, with screams, blood, bombs exploding and glass everywhere. You should just give the notion of movement, of action and, if possible, the first subtle clues to the conflict in the story. And yes, a story must have a conflict, something that prevents the characters from reaching their goals, or it will become boring for your readers.

The scenes described along your story should be able to transport the readers to the magical world of that book, your book. Even if it is set in a very ordinary background, your words can turn it into a spectacular place and turn the characters into unique and fascinating people, described like if they were painted with words. The visualization component, mainly in a highly technological world, where every person thinks he or she already saw a bit of everything (even if it was just on a computer screen) is fundamental, so your book can grab the reader. But (reiterating the starting point), no exaggeration, middle ground is the ideal. After all, that amazing character doesn’t need to be described until exhaustion to be imagined, many times you just need some peculiarity (that can be physical or psychological in nature) to turn your character into something unique and make everyone fall in love with it. Everything else, well, it’s your imagination.

WRITING FICTION

Writing, supposedly, it’s something that comes from our soul, something personal and almost magical, but, when a person decides to dedicate their life to it, they should keep in mind that writing is much more than typing away on your computer keyboard, or scratching your pen or pencil on a paper. Writing, fiction or not, needs a whole lot of work, organization, and research that takes a lot of time and ends up making all the difference.

When we’re talking about writing fiction, the first thing to do is to organize the story, finding a way to summarize the main idea in a sentence, or at most one paragraph. This one should contain the starting point, the early events, the conflict and its resolution. Do not worry about details, neither the time or place of the story, neither the characters names matter. These details are only important if they become decisive for the course of the story.

Then, you should create the main characters. Think of them as people you could, eventually, know. Make a small text where you put everything about them: a quick life story, ambitions, and desires, fears, conflicts, unique features or philosophies of life. Try to picture your characters in your mind and then describe them as thoroughly as possible, physically and psychologically.

For many people, the next step is to make a little summary of each chapter and, from there, start to write the story. But not me. Actually, the way that looks more efficient for me to create the story and all its adventures is opening up an excel document, or equivalent, (and yes, I know you hate it and you don’t know how to work with it, but it’s important to learn, now) and there I write the main scenes of the book. Done that, each one of them will unfold itself into new scenes. For example, How do they get there? Why? Where are they going now? What they did between the scenes X and Y?

In the end, you have a simple outline of the story which you can modify, increase, decrease and manipulate as you like, without much work and being able to frame your changes in the big picture.

When all of this is done, I divide the scenes into chapters (normally, at this point I make some more changes, I add some scenes and cut out others that seem pointless), so the different chapters keep similar sizes.

Why all that? Because nothing is more annoying for the reader than incongruences and moving forward and backward in a story.

At the end of each step, I revise the previous and when I’m done, I revise again. It’s almost impossible not to make any alterations. And if, by any chance, you do not feel that need, be careful, because it could mean that everything is perfect the way it is (which despite your abilities is quite unlikely) or, it means that something is wrong but you can’t yet figure out what is.

And in the end voilà! A new story to make your readers dream and smile.