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A capa: dicas de profissionais – The cover: Professional Tips

Após muita pesquisa, muitos de nós chegamos à conclusão que todos os conselhos são demasiado “vagos” e nem sempre muito úteis no momento de realmente construir uma capa ou pelo menos elaborar a ideia geral para enviar à editora. Pensando nisso, fiz uma pesquisa mais aprofundada, em diversos locais, à procura de dicas e opiniões mais concretas, com ideias práticas que nos podem ajudar no momento de tomar decisões.

Claro que esta ideias traduzem uma série de regras aceites pela generalidade e, muitas vezes, os artistas apostam precisamente na quebra dessas regras, o que poderá ter resultados interessantes, dependendo do tipo de livro e do público-alvo. Ao consultar um designer profissional, é recomendável pedir para ver o seu port-fólio, de modo a perceber que tipo de trabalho podemos esperar dele e se o mesmo nos agrada.

Todas as dicas que estão listadas a seguir, provêm de profissionais da área.

1. Cores
Segundo vários profissionais a melhor cor é o amarelo. É uma cor de grande destaque e que consegue captar a atenção do público em geral. Por outro lado, as opiniões são unânimes: capas verdes não vendem.

2. Figura humana e animais
A figura humana é privilegiada nas capas, o que é facilmente compreensível se pensarmos na importância de nos identificarmos com o livro, para desejar adquiri-lo. Por outro lado, a utilização de imagens de cães ou cobras é aparentemente uma má ideia.

3. Público-alvo e género
É fundamental respeitar estes dois pontos na construção da capa de um livro.
Se escreveram um romance, ou pretendem alcançar o público que lê romances, devem evitar desenhar uma capa muito escura ou com uma imagem com conteúdo mais negativo.
Uma capa abstrata é mais adqueada para uma obra de ficção, por exemplo, enquanto que uma biografia pede a fotografia do protagonista. Já os livros para crianças não podem deixar de ter imagens bem coloridas e apelativas para os mais pequenos.
Se estivermos a falar de um thriller, então podemos recorrer uma capa mais escura, que passe uma imagem de perigo, violência ou solidão. São muitas vezes utilizadas imagens de locais exóticos, que provocam uma série de emoções no leitor.

4. A fonte
Não são apenas as imagens que determinam o sucesso de uma capa, na verdade a fonte utilizada desempenha um papel fundamental e nem sempre lhe é dada a devida importância. O tipo de letra errado, pode arruinar uma imagem perfeita.

5. Diferenciação
Muitas vezes, é preciso assumir certos riscos, de modo a criar uma estratégia de diferenciação para que o nosso trabalho consiga atingir uma certa visibilidade. No entanto, esta deve ser feita com certa cautela, pois uma quebra com os padrões estabelecidos pode não ser benéfica e ter o efeito contrário ao desejado.

Na verdade, a maioria dos designers concorda que ao construir uma capa há dois critérios, um deles mais técnico onde temos que adequar o que estamos a fazer ao conteúdo da obra e o outro, mais subjectivo, que passa pela noção estética e gostos pessoais de cada um. Uma boa capa é capaz de reunir ambas as qualidades.


After a long time of research, many of us are actually faced with the fact that all the advices concerning how to build a cover are just too vague and not always very useful when you really need to proceed and make your own or decide with the publisher what it should contain. Thinking about that, I made a deeper research myself, with a lot of different sources, looking for more concise or poignant tips and opinions, which may help you when making a decision about your cover.

Sure, we are talking about a series of generalist rules, and sometimes, the artists may prefer to break them if it truly serves their purposes, which can produce some interesting results, depending on the book genres or their main audience. When you consult a professional designer, I recommend you to ask for their portfolio, so you know what to expect from his work and if it is indeed what you are looking for.

All the tips listed below are from professionals.

1. Colors
According to a great number of professional designers, yellow is a great color to be used on a cover. It highlights your book on a shelf and captures the general attention from your audience. On the other end of the spectrum, the opinions are also unanimous: green covers do not sell.

2. Human figure and animals
The human figure is privileged on any cover, which is easily understandable, since it makes it a lot simpler for us to identify with the book and, as such, feeling the desire to purchase it. On the other side, it seems that images including dogs or snakes are a bad idea.

3. Audience and Book Genres
It’s imperative for you to respect these two points, when building a book cover.
If you wrote a novel, or are trying to snatch up some avid novel fans and readers, you should avoid a dark cover or a sort of more “negative” image. An abstract cover is more suitable for a fiction work, while a biography asks for the protagonist’s photo. Regarding books for children, colorful images are more appealing for the little ones.
But, if you’re talking about a thriller, a darker cover is definitely more appropriate, an image of danger, violence, solitude. Many times, there some photos of exotic places that are being used on a cover, which tend to provoke a series of emotions on the reader.

4. Font
It isn’t just the imagery that makes for a book cover’s success, actually. The font used in it has quite an important role and sometimes we don’t appreciate its real importance. The wrong font may ruin the perfect image and cover.

5. Differentiation
Plenty of times you need to take some risks, in a manner as to create some differentiation so your work can get some visibility and reach through, grabbing more people. However, breaking the established patterns should be done cautiously, or it can have the opposite result to that you desire.

To be truthful, most of the designers agree that building a cover obeys two criteria, one of them, more technical, forces us to adapt our cover to the book’s content, and the other one, more subjective, is related with our aesthetic sense and personal opinion. A good cover is capable of putting together a mix of both and grab hold of our attention and curiosity.

GÉNEROS – GENRES

Como leitora, gosto de ler vários géneros e sinto que aprendo um pouco com cada um, no entanto, aqui falo convosco como escritora, e como tal, preciso de ter noção das minhas limitações e capacidades, por isso, tenho de escolher cuidadosamente os géneros que escrevo e a forma como me especializo em cada um deles.

Não quero com isto dizer que não possam escolher qualquer género que gostem, mas sim, que antes de embarcarem numa viagem atribulada, se informem e aprendam a melhor forma de o fazer. Eu pessoalmente, sou grande fã de policiais, mas não escrevi, até à data, nenhum. Porquê? Porque sinto que talvez o possa fazer, mas sairá apenas uma história medíocre. Será que quero isso? Não. E nem vocês.

Há sempre um género com o qual mais se identificam e onde sabem que conseguem escrever boas histórias. Descubram qual o vosso e invistam no próprio aperfeiçoamento. É preferível escrever obras sempre no mesmo género e registo literário, mas boas, do que ter uma panóplia muito diferenciada de obras e no final, perceber que todas foram apenas medíocres.

Um escritor não tem que saber escrever todo o tipo de história, tem de escrever bem, aquelas a que se propõe. Assim, eu sugiro que leiam muito, leiam outros autores que escolheram o mesmo género, mas não só. Informem-se de tudo o que poderá estar relacionado à vossa história.

Escolheram criar uma história sobre médicos? Informem-se das rotinas dos hospitais, aprendam um pouco sobre conceitos básicos de saúde, conversem com alguns destes profissionais, se tiverem oportunidade.

E antes de escolher o género, que tal pensarem nos vossos objectivos de escrita? Fazer arte é diferente de vender arte, por isso, quando pensam em escrever um livro por pura manifestação artística, devem ter em conta factores diferentes do que quando pensam em escrever para cativar o público.

Se o vosso objectivo for ter muitos leitores e vender muitos livros, comecem por ler os principais bestsellers que encontram nas livrarias e de forma imparcial, tentem perceber porque motivo, estes livros cativaram tanto os leitores e quais os seus ingredientes para tanto sucesso.

Depois de tomarem as vossas decisões e construirem a vossa história, preocupem-se em torná-la credível, mesmo que escrevam num mundo fantástico, pensem sempre: se este mundo existisse, será que as pessoas seriam assim? Reagiriam desta maneira? Humanizem as vossas personagens (mesmo estas que sejam monstros sobrenaturais) e cativem os leitores.


As an avid reader myself, I like to read different genres, as I feel that I learn a little with each and every one of them, yet here I’m speaking as a writer, and as such, I need to be aware of my abilities and some of my limitations, and therefore, I have to carefully choose the genres in which I write and how I can specialize in each of them.

I’m not saying that you cannot choose to write in any genre you’d like, but, before embarking on a bumpy ride, get informed and learn, cover yourself in the knowledge of best ways in which to do it. Personally, I’m a great fan of crime novels, but I don’t write any. Why? Because I feel that I could, perhaps, do it, but it would only be a mediocre story at best. Do I want that? No. And neither should you.

There’s always a genre with which you identify yourself the most. The one where you know you could actually write great stories. Find out which one is yours and truly invest yourself in your improvement, as a writer, within it. It’s usually much preferred to consistently work in the same genre and literary record, and to do so quite well, than it is to have a very different array of works and by the end just realizing plenty of them might just be mediocre.

A writer does not have to know how to write all kinds of stories. Instead, you must write well those that you set out for. So, I suggest you read a lot, read especially from other authors who have chosen the same genre, but don’t stop there. Inform yourself about everything that may be related to your story.

You chose to create a story about doctors? Teach yourself about hospitals’ main routines, learn a bit about basic notions of health and try to talk with some of these professionals, if you get a chance.

And before choosing the genre, how about thinking of your goals as a writer? Creating art is different from selling art, so when contemplating writing a book with pure artistic expression in mind, you should probably take into account different factors than you would were you contemplating writing something to captivate the audience. These are not mutually exclusive but often do not meet.

If your goal is to have a lot of readers and sell many books, start by reading the main bestsellers you might find in bookstores and, in an unbiased manner, try to understand the reason why these books have captivated so many readers and what their ingredients are, for such a tremendous success.

Once you make your decisions and build your story, you need to worry about making it credible, or believable. Even when writing about a fantasy world, always think to yourself: if this world were real, how would these people be? How would they behave or conduct themselves? Would they react this way? Humanize your characters (even those which are supernatural monsters) and watch your work captivate your audience.

MEDO DE ESCREVER – FEAR OF WRITING

Medo de escrever? Parece estranho dito desta forma, mas… não será familiar a todos nós? Quem, enquanto escritor ou aspirante a escritor, não se deparou com a pergunta “Será que sou bom o suficiente?” Bem, a resposta é invariavelmente sim.

No entanto, o início do processo pode ser sempre mais complicado, pois não sabemos exactamente o que escrever. Bem, o que posso dizer? As primeiras ideias não importam. Sentem-se “bloqueados”? Sentem que a vossa história não é boa o suficiente? Que importa? Escrevam tudo, como rascunho, todas as ideias que vos surgirem na cabeça, por mais absurdas que vos pareçam. Convençam-se de que ninguém vai ler e vejam o vosso medo a evaporar-se lentamente, até que, já sem ele, criam uma história.

Pode não ser excelente, mas será certamente melhor do que aquela que o vosso medo vos iria permitir escrever. Nem tudo o que escrevemos tem de ser editado, não é? Escrevam, escrevam muito e escolham as melhores e as que mais gostam. Não esperem pela inspiração, apenas escrevam. Se se sentirem inspirados tanto melhor, mas se o vosso objectivo é escrever um romance, nem todas as cenas da vossa história vão ser inspiradoras. É uma questão de aceitar este facto e seguir em frente. Quando terminarem e relerem, talvez sintam a vossa inspiração de forma diferente e melhorem essas cenas que custaram mais a “sair”.

Muitas vezes, o medo prende-se com o género. Leiam, leiam muito. Procurem livros de vários géneros, leiam não só para se divertir, mas analisem a história, descubram o que a fez ser amada (ou não) pelos leitores. Por pior que considerem um livro, há sempre uma aprendizagem e uma lição a tirar de cada um. Ver o que os outros fazem, ler as suas histórias, entender os seus métodos, também nos ajuda a ultrapassar os nossos medos.

Ninguém consegue escrever uma história de forma igual a outra pessoa, então, não se torturem à procura do estilo certo ou do estilo semelhante ao autor x, que é tão bom. Não, cada autor é único e é isso que torna a vossa obra especial. Aprendam sempre mais e mais, leiam muito, observem os detalhes e depois… aos poucos e sem pressas, vão ver surgir o vosso próprio estilo.

Depois de ultrapassada esta primeira barreira, outros medos surgem, o feedback é um deles. Muitas vezes, os nossos primeiros leitores são familiares ou amigos, o que nos dá uma certa confiança, mas também muito receio. Receio de que as suas reviews não sejam sinceras, por medo de magoar os nossos sentimentos, por exemplo. Outra situação com que me tenho deparado é com a frase “se nem os meus amigos lêem o que eu escrevo…” Bem, se calhar entregaram o vosso trabalho precisamente àquele amigo que não tem tempo para nada, ou pior, àquele que odeia ler…

A qualidade do trabalho não pode ser medida por factores tão imprecisos e nem por reviews online, sejam elas boas ou más. É importante perceber que determinado tipo de pessoas gostam de umas coisas, outras gostam de outro género e saber viver com isso.

Todos se sentem ansiosos ao escrever, principalmente se tencionam fazer disso a vossa vida, mas faz parte do processo e deve ser encarado como tal. Ponham de lado os julgamentos, a rejeição das editoras e todos os obstáculos que encontrem no caminho. Sim, pode ser difícil fazer a vossa vida apenas com a escrita, mas sem tentar…

E, mesmo que acreditem que o vosso trabalho é assim tão mau, eu só conheço uma forma de melhorar: escrever. Todos os dias mais e mais.

Tentem colocar todas estas ideias de lado quando escrevem, escrevam como se fosse única e exclusivamente para vocês mesmos e depois… deixem acontecer.


The fear of writing. It may seem weird when it is said in such a way, yet… isn’t it something that all writers are familiar with? Who, as an aspiring writer or accomplished one, can say that he never questions himself “Am I good enough?”. Well, the answer to that particular question is: yes, you are.

The beginning of the process can be a bit complicated because you don’t know exactly what to write. “What can I say?” The first ideas don’t really matter. Do you feel “blocked”? Do you feel that your story is not good enough? Who cares? Write it anyway, at least as a draft. Write down all of the ideas that come to mind, even the craziest ones. Convince yourself that no one will read them and see your fear slowly disappear, until, without that burden, you finally create the story you wanted.

It may not be excellent, but it will certainly be better than the one your fear would have allowed you to write. Not everything you write must be edited, right? So, write, write and write some more. Then, and only then, do you choose the stories you like the most. Do not wait for some miracle or bout of inspiration, just write. If you feel inspired, great, but if you are writing a novel, not all the scenes of your story will be inspiring. So get over it. When you finish writing and proceed to proof-read it, you may improve the scenes that you feel to be the weakest.

Many times, your fear is related to the type of story. You need to read, a lot and different genders. You must read not only to have fun, but also to analyze the stories, find out what makes them loved (or hated) by the readers. As bad as the book may seem, it will most likely end up teaching you something. Seeing what other people do, reading their stories, understanding their methods, will also help you overcome your fears.

No one is able to write a story the same way another person would, so, don’t torture yourself trying to find the right style or the one which is similar to that author you like. No, each author is unique and that’s what makes your work special. Learn more and more, read many books and observe all those fine details within them, then slowly build up your own style.

After you overcome that first barrier, other fears arise and feedback is one of them. Often, our first readers are relatives or friends, which might give us some much needed confidence, but it could also be very scary. You will probably fear that their reviews will be biased in order to avoiding hurting your feelings, for example. Another possible situation is stamped on a sentence such as “Well, if not even my friends read what I write …”. It might be that you may just have delivered your work precisely to that one friend who has no time for anything, or worse, the one who hates to read.

The quality of your work can’t be measured by factors so imprecise, nor online reviews, whether they’re good or bad. It is important to realize and learn to live with the fact that different people like different things.

Everyone feels anxious about their writing, especially when you decide that’s what you want to do for the rest of your life, but it’s a part of the process and it should be seen as such. Put your judgments, the publishers’ rejection and every other obstacle you may find in your way, aside. Yes, it can be hard living from your writing, but if you don’t try…

And besides, even if you really think your work is that bad, there is just one way to improve: writing. Every day, more and more.

Try to put aside any judgment you have when you’re writing, just write as if no one would see it, except you and then… let it happen.