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A capa: dicas de profissionais – The cover: Professional Tips

Após muita pesquisa, muitos de nós chegamos à conclusão que todos os conselhos são demasiado “vagos” e nem sempre muito úteis no momento de realmente construir uma capa ou pelo menos elaborar a ideia geral para enviar à editora. Pensando nisso, fiz uma pesquisa mais aprofundada, em diversos locais, à procura de dicas e opiniões mais concretas, com ideias práticas que nos podem ajudar no momento de tomar decisões.

Claro que esta ideias traduzem uma série de regras aceites pela generalidade e, muitas vezes, os artistas apostam precisamente na quebra dessas regras, o que poderá ter resultados interessantes, dependendo do tipo de livro e do público-alvo. Ao consultar um designer profissional, é recomendável pedir para ver o seu port-fólio, de modo a perceber que tipo de trabalho podemos esperar dele e se o mesmo nos agrada.

Todas as dicas que estão listadas a seguir, provêm de profissionais da área.

1. Cores
Segundo vários profissionais a melhor cor é o amarelo. É uma cor de grande destaque e que consegue captar a atenção do público em geral. Por outro lado, as opiniões são unânimes: capas verdes não vendem.

2. Figura humana e animais
A figura humana é privilegiada nas capas, o que é facilmente compreensível se pensarmos na importância de nos identificarmos com o livro, para desejar adquiri-lo. Por outro lado, a utilização de imagens de cães ou cobras é aparentemente uma má ideia.

3. Público-alvo e género
É fundamental respeitar estes dois pontos na construção da capa de um livro.
Se escreveram um romance, ou pretendem alcançar o público que lê romances, devem evitar desenhar uma capa muito escura ou com uma imagem com conteúdo mais negativo.
Uma capa abstrata é mais adqueada para uma obra de ficção, por exemplo, enquanto que uma biografia pede a fotografia do protagonista. Já os livros para crianças não podem deixar de ter imagens bem coloridas e apelativas para os mais pequenos.
Se estivermos a falar de um thriller, então podemos recorrer uma capa mais escura, que passe uma imagem de perigo, violência ou solidão. São muitas vezes utilizadas imagens de locais exóticos, que provocam uma série de emoções no leitor.

4. A fonte
Não são apenas as imagens que determinam o sucesso de uma capa, na verdade a fonte utilizada desempenha um papel fundamental e nem sempre lhe é dada a devida importância. O tipo de letra errado, pode arruinar uma imagem perfeita.

5. Diferenciação
Muitas vezes, é preciso assumir certos riscos, de modo a criar uma estratégia de diferenciação para que o nosso trabalho consiga atingir uma certa visibilidade. No entanto, esta deve ser feita com certa cautela, pois uma quebra com os padrões estabelecidos pode não ser benéfica e ter o efeito contrário ao desejado.

Na verdade, a maioria dos designers concorda que ao construir uma capa há dois critérios, um deles mais técnico onde temos que adequar o que estamos a fazer ao conteúdo da obra e o outro, mais subjectivo, que passa pela noção estética e gostos pessoais de cada um. Uma boa capa é capaz de reunir ambas as qualidades.


After a long time of research, many of us are actually faced with the fact that all the advices concerning how to build a cover are just too vague and not always very useful when you really need to proceed and make your own or decide with the publisher what it should contain. Thinking about that, I made a deeper research myself, with a lot of different sources, looking for more concise or poignant tips and opinions, which may help you when making a decision about your cover.

Sure, we are talking about a series of generalist rules, and sometimes, the artists may prefer to break them if it truly serves their purposes, which can produce some interesting results, depending on the book genres or their main audience. When you consult a professional designer, I recommend you to ask for their portfolio, so you know what to expect from his work and if it is indeed what you are looking for.

All the tips listed below are from professionals.

1. Colors
According to a great number of professional designers, yellow is a great color to be used on a cover. It highlights your book on a shelf and captures the general attention from your audience. On the other end of the spectrum, the opinions are also unanimous: green covers do not sell.

2. Human figure and animals
The human figure is privileged on any cover, which is easily understandable, since it makes it a lot simpler for us to identify with the book and, as such, feeling the desire to purchase it. On the other side, it seems that images including dogs or snakes are a bad idea.

3. Audience and Book Genres
It’s imperative for you to respect these two points, when building a book cover.
If you wrote a novel, or are trying to snatch up some avid novel fans and readers, you should avoid a dark cover or a sort of more “negative” image. An abstract cover is more suitable for a fiction work, while a biography asks for the protagonist’s photo. Regarding books for children, colorful images are more appealing for the little ones.
But, if you’re talking about a thriller, a darker cover is definitely more appropriate, an image of danger, violence, solitude. Many times, there some photos of exotic places that are being used on a cover, which tend to provoke a series of emotions on the reader.

4. Font
It isn’t just the imagery that makes for a book cover’s success, actually. The font used in it has quite an important role and sometimes we don’t appreciate its real importance. The wrong font may ruin the perfect image and cover.

5. Differentiation
Plenty of times you need to take some risks, in a manner as to create some differentiation so your work can get some visibility and reach through, grabbing more people. However, breaking the established patterns should be done cautiously, or it can have the opposite result to that you desire.

To be truthful, most of the designers agree that building a cover obeys two criteria, one of them, more technical, forces us to adapt our cover to the book’s content, and the other one, more subjective, is related with our aesthetic sense and personal opinion. A good cover is capable of putting together a mix of both and grab hold of our attention and curiosity.

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A SINOPSE – THE SYNOPSIS

A sinopse é um resumo, um sumário com características muito próprias que prentede dar a conhecer e chamar a atenção para o nosso romance. É extremamente importante em qualquer obra, é o primeiro contacto do público com a história propriamente dita e deve ser escrita com todo o cuidado e mediante algumas regras. O escritor deve usá-la como forma de fazer uma apresentação chamativa ao seu público.

O Início

A primeira frase deve imediatamente dar uma ideia do ambiente da história, deve ser uma expressão chave, algo que chame a atenção e faça com que o potencial leitor leia a sinopse até ao fim. Deve ser intrigante e imediatamente dar a entender o que se passa.

A base da sinopse deve ser o começo da história, ele mesmo escrito com cuidado para chamar a atenção do leitor e prendê-lo imediatamente.

Ser Breve

Ninguém vai ler mais do que meia dúzia de linhas, passa uma imagem muito complicada do seu livro e difícil de definir. É importante que dê o máximo de informação e motive o leitor a ler, no mais curto espaço possível.

Também não é a hora de usar grandes floreados, o leitor quer apenas saber se vai gostar ou não do livro. Use frases curtas e simples e que deixem o mistério no ar. Quando terminar, volte a ler o que escreveu e pergunte-se a si mesmo “Depois disto, eu iria querer ler o livro?” Seja honesto consigo mesmo e se chegar à conclusão que não, então o melhor é reescrevê-la.

Tom

A sinopse deve ser escrita na terceira pessoa e num tom forte e seguro. Muitas vezes, funciona como chavão publicitário e é fundamental para a visibilidade da obra.

Uma boa ajuda poderá ser ler várias sinopses, ou ouvir, por exemplo, publicidade e trailers de filmes, séries, telenovelas e assim verificar os trechos que são escolhidos para nos chamar a atenção e assim, querermos ver mais. Funciona assim com a sua obra. Tente perceber o que têm em comum as sinopses que lhe chamam mais a atenção e tente reproduzir isso na sua obra.

Personagens

Poderá ser conveniente apresentar a personagem principal, de forma rápida, descritiva, que permita ter uma ideia do que vai encontrar, sem no entanto, denunciar a história. A protagonista e antagonista poderão ser apresentadas, mas devemos evitar dar demasiadas informações sobre todas as personagens.

Contexto

A sinopse deve fornecer um contexto para a obra, uma época, uma localização, algo que faça o leitor identificar de certa forma o que vai ler.

Pontos principais

A sinopse não é um resumo. O objectivo de uma sinopse não é contar de forma resumida a história contida no livro, mas sim, instigar o leitor a ler mais.

É importante ainda definir que a sinopse que é entregue ao editor, não é a mesma que irá na contra capa do livro. Ou seja, ao editor deve ser entregue um roteiro completo, com todos os pontos importantes, incluindo o final. A sinopse a colocar na contracapa do livro é bem distante disto, deve conter alguns pontos principais sim, se acharem conveniente, até o início do conflito, mas jamais poderá dar a entender o final.

Questões

Uma boa sinopse deve deixar algumas questões no ar. As frases, embora claras, devem deixar dúvidas no leitor. O que ele quis dizer com isto? Como assim?

Revisão

Tal como o próprio livro, a sinopse deve ser revista muitas e muitas vezes, até estar o mais perfeita que conseguirem.

Uma boa opção é mostrá-la a um variado número de leitores e deixa-los “criticar” o que escreveu e ir modificando aquilo que considerar que pode ser melhorado.


A synopsis is an abstract, a summary with some very specific features which are meant to give out some information and draw attention to our novel. It is extremely important for any written work since it’s the first contact between the readers and our story and it should respect some rules. The writer needs to use it as a way of appealing his public.

The Beginning

The first sentence should immediately give a notion of the story’s environment. It must be an expression that draws the reader’s attention and makes him keep reading the synopsis until the end. It should be intriguing and, at the same time, understandable.

The basis of a synopsis should be the starting point of the story, which has already been written in such a way as to keep the reader’s attention and attachment to your story.

Shorter is better

No one will read more than a couple of lines, so it’s important that you grant the most information in the shortest space possible. A synopsis too large will give the reader the idea of an extremely complex book and you do not want this.

It’s also not the place to be using fancy words and complex sentences. All the reader wants to know is what’s your book about and if he or she will like it. You should use small sentences and let out some mystery or intrigue. When you finish, read it again and ask yourself “After having read this, would I read the book?” Be honest with yourself and rewrite your synopsis if you feel the need to.

Tone

The synopsis should be written in the third person and in a strong and confident tone. Many times, it works like an advertising buzzword and it is fundamental to your work’s visibility.

A good way of helping yourself doing this, is by reading a lot of synopses, as well as listening and watching, for example, movie and tv show trailers and try to understand what parts they choose to show and why these would make you want to see more (or the opposite). That’s how your synopsis has to work for your book. Try to figure out what the synopses you’ve read have in common and try to reproduce that in your own.

Characters

It could be convenient introducing the main character in a fast, descriptive way, that allows your readers to have an idea of what they may find, without however, betraying the story. The protagonist and the antagonist could be introduced, but you should avoid giving out too much information about all the characters.

Context

The synopsis should provide the reader with some guidance about the book. It could be some era or period of reference, a location, something that makes the potential reader identify what he’ll find within.

Key Points

The synopsis is not a summary. The objective isn’t to tell the story to the person who’s reading it, but making her want to know more.

It’s important to keep in mind that the synopsis you’ll send to the publisher, isn’t the same that your public will end up reading. The publisher should have a text with all the key points of your book, including the end. The synopsis in the cover of the book is totally different. It should have some points, maybe the beginning of the conflict, but never (not even implying) the end of the story.

Questions

A good synopsis should definitely raise some questions. The sentences, although clear, must leave some doubts in the reader’s mind. What does he mean by that? How is this supposed to happen?

Review

Such as with the book itself, the synopsis must be reviewed many times, until it’s perfect, or the closest thing to it.

A good option is to show it to a great amount of readers and let them “criticize” what you wrote. As you get their feedback, you should change that which you consider might be improved.

A IMPORTÂNCIA DO TÍTULO – THE TITLE AND ITS IMPORTANCE

Atribuir um título a um livro ou texto, é considerada por muitos a fase mais difícil da produção da obra, mas é também uma das mais importantes.

São vários os casos de livros medíocres que se tornaram bestsellers graças ao seu título chamativo, bem como, muitos são os livros de grande qualidade que continuaram a ganhar pó nas prateleiras das livrarias, graças a um título sem graça e que não apela minimamente ao leitor.

Todos os escritores, na hora da escolha, devem ter em mente que o título pode determinar a leitura ou não da nossa história, livro, notícia ou qualquer outra coisa que tenham escrito.

O título deve dar uma noção do que fala a história e criar um suporte para o leitor, ele pode ser uma expressão-chave que capta a essência do que vão ler. Claro que todos conhecemos vários títulos que não nos dizem nada e mesmo assim vendem. Sabem porquê? Provocam curiosidade. Contudo, pode ser um risco, apostar neste estilo de título.

Ninguém lê o conteúdo da história antes de a comprar, por isso, o título tem de ser chamativo o suficiente, para fazer o leitor pegar no livro e com um pouco de sorte, ler a sinopse.

A sua principal função é precisamente a de atrair potenciais leitores e chamar a atenção para o texto. Deve ser, não só apelativo, mas também criativo, algo que supreenda o leitor e que funciona como anúncio ou rótulo.

Como escolho um título para a minha obra?

A menos que já tenham uma ideia muito definida de início, esta é uma das últimas coisas a fazer. Às vezes, a ideia surge durante o processo natural de escrita, há uma expressão no texto, uma ideia simples e quase instintivamente sabemos que aquele é o título adequado à nossa história.

É preciso ter em conta, que o título tem uma relação de dependência natural, face à obra, claro, mas frequentemente, ganha uma vida própria e não raras vezes, é a única parte da obra que a maioria do público conhece.

O título de uma obra deve ser algo sintético, um título demasiado longo cansa e desinteressa o leitor. A menos que seja já um autor de destaque, o seu livro vai estar na prateleira, bem arrumadinho, sendo que o que mais facilmente é visto pelos potenciais compradores é o título. Se este não for suficientemente apelativo…. ele não vai sair da prateleira e o leitor não vai nem saber do que se trata a obra.

Será este que é um bom critério de escolha para o leitor? Talvez não. Mas enquanto escritores, devemos ter a consciência de que os leitores não vão sequer dar a oportunidade à maioria dos livros que estão expostos e todos sabemos que são muitos. Assim, o título deve ser curto e apelativo. Deve fazer com que o leitor se questione e pegue no livro. Ele vai analisar a capa e a sinopse, também de extrema importância no processo e com um pouco de sorte, levá-lo para casa.

Um bom título é fundamental para o sucesso de qualquer obra.


Giving a title to a book or a text is, for many people, the hardest part of its production, but it’s also one of the most important.

There are many cases of average books that became bestsellers with a special thanks to their appealing title, just as there are a lot of quality books gathering dust in the shelves of book stores partly due to a bland title that does not appeal to the readers.

When it comes time to choose a title, any writer should keep in mind that it may determine whether the audience will read his story, book, news or any other thing he may have been writing.

The title should give a notion about the story’s theme and create a support for the reader, it can be a key sentence that captures the essence of what people will read within. Surely you know some titles that don’t say much and even so, they sell or certainly help in doing so. Why? They stimulate the reader’s curiosity. However, it’s risky to bet on this kind of title.

No one reads the story before buying it, so, the title must be appealing enough to make the audience pick up the book, and luckily, read the synopsis.

Its main function is, precisely to attract the readers attention and give them a call to at least glance at the text. It should be, not only appealing, but also creative, something that may surprise the audience and that works as a label or advertisement.

How do I choose the title for my book?

Unless you already have a predefined idea from the beginning, this is one of the last things to do. Sometimes, the idea pops up in the middle of the writing process… there is an expression in the text, a simple idea and almost instinctively we know that specific one is the appropriate title for our story.

You should keep in mind that, despite the fact that the title has a natural codependency with the book, it often acquires a life of its own and, many times it´s the only part most of the public knows.

The title of a book must be something small, as too long a title will make the reader weary and make him lose interest. Unless you’re a featured author, your book will be in the shelf, pretty tidy and the only thing a potential reader will see, at first glance, will be the title. If it isn’t sufficiently appealing… your book will probably remain in the shelf and the reader will not even know what your book was about.

Is this a good choice criteria for the reader? Maybe not. But, as writer, you should keep in mind that the average reader won’t even grant an opportunity to most of the books exposed in the book store, and there are plenty of those. So, the title must be small and appealing. It should make the reader question himself and pick up the book. He will analyze the cover and the synopsis (also of great importance in this process) and with a bit of luck, he will take it home.

A good title is paramount to the success of any book.

GÉNEROS – GENRES

Como leitora, gosto de ler vários géneros e sinto que aprendo um pouco com cada um, no entanto, aqui falo convosco como escritora, e como tal, preciso de ter noção das minhas limitações e capacidades, por isso, tenho de escolher cuidadosamente os géneros que escrevo e a forma como me especializo em cada um deles.

Não quero com isto dizer que não possam escolher qualquer género que gostem, mas sim, que antes de embarcarem numa viagem atribulada, se informem e aprendam a melhor forma de o fazer. Eu pessoalmente, sou grande fã de policiais, mas não escrevi, até à data, nenhum. Porquê? Porque sinto que talvez o possa fazer, mas sairá apenas uma história medíocre. Será que quero isso? Não. E nem vocês.

Há sempre um género com o qual mais se identificam e onde sabem que conseguem escrever boas histórias. Descubram qual o vosso e invistam no próprio aperfeiçoamento. É preferível escrever obras sempre no mesmo género e registo literário, mas boas, do que ter uma panóplia muito diferenciada de obras e no final, perceber que todas foram apenas medíocres.

Um escritor não tem que saber escrever todo o tipo de história, tem de escrever bem, aquelas a que se propõe. Assim, eu sugiro que leiam muito, leiam outros autores que escolheram o mesmo género, mas não só. Informem-se de tudo o que poderá estar relacionado à vossa história.

Escolheram criar uma história sobre médicos? Informem-se das rotinas dos hospitais, aprendam um pouco sobre conceitos básicos de saúde, conversem com alguns destes profissionais, se tiverem oportunidade.

E antes de escolher o género, que tal pensarem nos vossos objectivos de escrita? Fazer arte é diferente de vender arte, por isso, quando pensam em escrever um livro por pura manifestação artística, devem ter em conta factores diferentes do que quando pensam em escrever para cativar o público.

Se o vosso objectivo for ter muitos leitores e vender muitos livros, comecem por ler os principais bestsellers que encontram nas livrarias e de forma imparcial, tentem perceber porque motivo, estes livros cativaram tanto os leitores e quais os seus ingredientes para tanto sucesso.

Depois de tomarem as vossas decisões e construirem a vossa história, preocupem-se em torná-la credível, mesmo que escrevam num mundo fantástico, pensem sempre: se este mundo existisse, será que as pessoas seriam assim? Reagiriam desta maneira? Humanizem as vossas personagens (mesmo estas que sejam monstros sobrenaturais) e cativem os leitores.


As an avid reader myself, I like to read different genres, as I feel that I learn a little with each and every one of them, yet here I’m speaking as a writer, and as such, I need to be aware of my abilities and some of my limitations, and therefore, I have to carefully choose the genres in which I write and how I can specialize in each of them.

I’m not saying that you cannot choose to write in any genre you’d like, but, before embarking on a bumpy ride, get informed and learn, cover yourself in the knowledge of best ways in which to do it. Personally, I’m a great fan of crime novels, but I don’t write any. Why? Because I feel that I could, perhaps, do it, but it would only be a mediocre story at best. Do I want that? No. And neither should you.

There’s always a genre with which you identify yourself the most. The one where you know you could actually write great stories. Find out which one is yours and truly invest yourself in your improvement, as a writer, within it. It’s usually much preferred to consistently work in the same genre and literary record, and to do so quite well, than it is to have a very different array of works and by the end just realizing plenty of them might just be mediocre.

A writer does not have to know how to write all kinds of stories. Instead, you must write well those that you set out for. So, I suggest you read a lot, read especially from other authors who have chosen the same genre, but don’t stop there. Inform yourself about everything that may be related to your story.

You chose to create a story about doctors? Teach yourself about hospitals’ main routines, learn a bit about basic notions of health and try to talk with some of these professionals, if you get a chance.

And before choosing the genre, how about thinking of your goals as a writer? Creating art is different from selling art, so when contemplating writing a book with pure artistic expression in mind, you should probably take into account different factors than you would were you contemplating writing something to captivate the audience. These are not mutually exclusive but often do not meet.

If your goal is to have a lot of readers and sell many books, start by reading the main bestsellers you might find in bookstores and, in an unbiased manner, try to understand the reason why these books have captivated so many readers and what their ingredients are, for such a tremendous success.

Once you make your decisions and build your story, you need to worry about making it credible, or believable. Even when writing about a fantasy world, always think to yourself: if this world were real, how would these people be? How would they behave or conduct themselves? Would they react this way? Humanize your characters (even those which are supernatural monsters) and watch your work captivate your audience.

MEDO DE ESCREVER – FEAR OF WRITING

Medo de escrever? Parece estranho dito desta forma, mas… não será familiar a todos nós? Quem, enquanto escritor ou aspirante a escritor, não se deparou com a pergunta “Será que sou bom o suficiente?” Bem, a resposta é invariavelmente sim.

No entanto, o início do processo pode ser sempre mais complicado, pois não sabemos exactamente o que escrever. Bem, o que posso dizer? As primeiras ideias não importam. Sentem-se “bloqueados”? Sentem que a vossa história não é boa o suficiente? Que importa? Escrevam tudo, como rascunho, todas as ideias que vos surgirem na cabeça, por mais absurdas que vos pareçam. Convençam-se de que ninguém vai ler e vejam o vosso medo a evaporar-se lentamente, até que, já sem ele, criam uma história.

Pode não ser excelente, mas será certamente melhor do que aquela que o vosso medo vos iria permitir escrever. Nem tudo o que escrevemos tem de ser editado, não é? Escrevam, escrevam muito e escolham as melhores e as que mais gostam. Não esperem pela inspiração, apenas escrevam. Se se sentirem inspirados tanto melhor, mas se o vosso objectivo é escrever um romance, nem todas as cenas da vossa história vão ser inspiradoras. É uma questão de aceitar este facto e seguir em frente. Quando terminarem e relerem, talvez sintam a vossa inspiração de forma diferente e melhorem essas cenas que custaram mais a “sair”.

Muitas vezes, o medo prende-se com o género. Leiam, leiam muito. Procurem livros de vários géneros, leiam não só para se divertir, mas analisem a história, descubram o que a fez ser amada (ou não) pelos leitores. Por pior que considerem um livro, há sempre uma aprendizagem e uma lição a tirar de cada um. Ver o que os outros fazem, ler as suas histórias, entender os seus métodos, também nos ajuda a ultrapassar os nossos medos.

Ninguém consegue escrever uma história de forma igual a outra pessoa, então, não se torturem à procura do estilo certo ou do estilo semelhante ao autor x, que é tão bom. Não, cada autor é único e é isso que torna a vossa obra especial. Aprendam sempre mais e mais, leiam muito, observem os detalhes e depois… aos poucos e sem pressas, vão ver surgir o vosso próprio estilo.

Depois de ultrapassada esta primeira barreira, outros medos surgem, o feedback é um deles. Muitas vezes, os nossos primeiros leitores são familiares ou amigos, o que nos dá uma certa confiança, mas também muito receio. Receio de que as suas reviews não sejam sinceras, por medo de magoar os nossos sentimentos, por exemplo. Outra situação com que me tenho deparado é com a frase “se nem os meus amigos lêem o que eu escrevo…” Bem, se calhar entregaram o vosso trabalho precisamente àquele amigo que não tem tempo para nada, ou pior, àquele que odeia ler…

A qualidade do trabalho não pode ser medida por factores tão imprecisos e nem por reviews online, sejam elas boas ou más. É importante perceber que determinado tipo de pessoas gostam de umas coisas, outras gostam de outro género e saber viver com isso.

Todos se sentem ansiosos ao escrever, principalmente se tencionam fazer disso a vossa vida, mas faz parte do processo e deve ser encarado como tal. Ponham de lado os julgamentos, a rejeição das editoras e todos os obstáculos que encontrem no caminho. Sim, pode ser difícil fazer a vossa vida apenas com a escrita, mas sem tentar…

E, mesmo que acreditem que o vosso trabalho é assim tão mau, eu só conheço uma forma de melhorar: escrever. Todos os dias mais e mais.

Tentem colocar todas estas ideias de lado quando escrevem, escrevam como se fosse única e exclusivamente para vocês mesmos e depois… deixem acontecer.


The fear of writing. It may seem weird when it is said in such a way, yet… isn’t it something that all writers are familiar with? Who, as an aspiring writer or accomplished one, can say that he never questions himself “Am I good enough?”. Well, the answer to that particular question is: yes, you are.

The beginning of the process can be a bit complicated because you don’t know exactly what to write. “What can I say?” The first ideas don’t really matter. Do you feel “blocked”? Do you feel that your story is not good enough? Who cares? Write it anyway, at least as a draft. Write down all of the ideas that come to mind, even the craziest ones. Convince yourself that no one will read them and see your fear slowly disappear, until, without that burden, you finally create the story you wanted.

It may not be excellent, but it will certainly be better than the one your fear would have allowed you to write. Not everything you write must be edited, right? So, write, write and write some more. Then, and only then, do you choose the stories you like the most. Do not wait for some miracle or bout of inspiration, just write. If you feel inspired, great, but if you are writing a novel, not all the scenes of your story will be inspiring. So get over it. When you finish writing and proceed to proof-read it, you may improve the scenes that you feel to be the weakest.

Many times, your fear is related to the type of story. You need to read, a lot and different genders. You must read not only to have fun, but also to analyze the stories, find out what makes them loved (or hated) by the readers. As bad as the book may seem, it will most likely end up teaching you something. Seeing what other people do, reading their stories, understanding their methods, will also help you overcome your fears.

No one is able to write a story the same way another person would, so, don’t torture yourself trying to find the right style or the one which is similar to that author you like. No, each author is unique and that’s what makes your work special. Learn more and more, read many books and observe all those fine details within them, then slowly build up your own style.

After you overcome that first barrier, other fears arise and feedback is one of them. Often, our first readers are relatives or friends, which might give us some much needed confidence, but it could also be very scary. You will probably fear that their reviews will be biased in order to avoiding hurting your feelings, for example. Another possible situation is stamped on a sentence such as “Well, if not even my friends read what I write …”. It might be that you may just have delivered your work precisely to that one friend who has no time for anything, or worse, the one who hates to read.

The quality of your work can’t be measured by factors so imprecise, nor online reviews, whether they’re good or bad. It is important to realize and learn to live with the fact that different people like different things.

Everyone feels anxious about their writing, especially when you decide that’s what you want to do for the rest of your life, but it’s a part of the process and it should be seen as such. Put your judgments, the publishers’ rejection and every other obstacle you may find in your way, aside. Yes, it can be hard living from your writing, but if you don’t try…

And besides, even if you really think your work is that bad, there is just one way to improve: writing. Every day, more and more.

Try to put aside any judgment you have when you’re writing, just write as if no one would see it, except you and then… let it happen.

PRENDER O LEITOR – CATCHING THE READER

Tudo o que um escritor mais deseja é que os seus leitores gostem daquilo que lêem e que fiquem apaixonados pelas suas histórias. Por vezes, parece difícil, mas na verdade, para prender o leitor à nossa história, só há uma regra importante: meio-termo.

É claro que, temos sempre de ter em conta que estamos a escrever para outras pessoas e por isso devemos ser claros no que queremos transmitir. Devemos ter especial atenção às primeiras páginas, evitem as grandes descrições sem conteúdo, ou linguagem exageradamente rebuscada. Foquem-se no vosso público-alvo, e naquilo que gosta de ler, a forma como fala e age (claro, sem exageros). Nas primeiras páginas, não importa de que cor é o tapete ou que tempo está a fazer lá fora, importa sim, o que está a acontecer.

Mas, e o que deve estar a acontecer?

Não é preciso (embora possa funcionar para algumas histórias) uma entrada demasiado dramática, com gritos, sangue, bombas a explodir ou vidros a partir. Apenas deve ser dada a noção de movimento, de acção e, se possível, começar a dar indícios (subtis) do conflito inerente à história. Sim, uma história tem de ter conflito, algo que impeça as personagens que alcançarem os seus objectivos, ou a mesma tornar-se-á cansativa e aborrecida para o leitor.

As cenas descritas ao longo de toda a história devem conseguir transportar os vossos leitores para esse mundo mágico que é o livro, o vosso livro. Mesmo que este seja passado num local comum, as vossas palavras podem transformá-lo num local espectacular e as personagens, em pessoas únicas e fascinantes, descritas de forma que pareçam estar pintadas com palavras. A componente de visualização, principalmente num mundo altamente tecnológico, onde cada pessoa acha que já viu de tudo (mesmo que através do ecrã do computador) é fundamental, para pregar o leitor ao livro. No entanto, e voltando ao ponto de partida, sem exageros, meio-termo é o ideial. Afinal, talvez aquela personagem fantástica não precise de ser minuciosamente descrita para ser imaginada, muitas vezes basta uma peculiaridade, física ou não, para a tornar única e deixar a todos apaixonados por ela. Tudo o resto, bem, é imaginação.


A writer’s biggest desire is to provoke passion in his readers. Sometimes that seems difficult, but, in truth there is only one rule to keep in mind in order to successfully do it: middle ground.

Obviously, you need to keep in mind that you are writing for someone else, so you must try to be crystal clear when transmitting your ideas. You should pay special attention to the first pages, avoid great descriptions with no content, or a very fancy language. You should focus on your target audience: what do they read? How do they speak and act? But please, do not exaggerate. In the first pages, it doesn’t matter the carpet color or the weather outside the window… All that matters is what’s happening in that moment.

But… What should be happening?

You do not need (despite the fact it could work in some stories) a very dramatic entrance, with screams, blood, bombs exploding and glass everywhere. You should just give the notion of movement, of action and, if possible, the first subtle clues to the conflict in the story. And yes, a story must have a conflict, something that prevents the characters from reaching their goals, or it will become boring for your readers.

The scenes described along your story should be able to transport the readers to the magical world of that book, your book. Even if it is set in a very ordinary background, your words can turn it into a spectacular place and turn the characters into unique and fascinating people, described like if they were painted with words. The visualization component, mainly in a highly technological world, where every person thinks he or she already saw a bit of everything (even if it was just on a computer screen) is fundamental, so your book can grab the reader. But (reiterating the starting point), no exaggeration, middle ground is the ideal. After all, that amazing character doesn’t need to be described until exhaustion to be imagined, many times you just need some peculiarity (that can be physical or psychological in nature) to turn your character into something unique and make everyone fall in love with it. Everything else, well, it’s your imagination.

WRITING FICTION

Writing, supposedly, it’s something that comes from our soul, something personal and almost magical, but, when a person decides to dedicate their life to it, they should keep in mind that writing is much more than typing away on your computer keyboard, or scratching your pen or pencil on a paper. Writing, fiction or not, needs a whole lot of work, organization, and research that takes a lot of time and ends up making all the difference.

When we’re talking about writing fiction, the first thing to do is to organize the story, finding a way to summarize the main idea in a sentence, or at most one paragraph. This one should contain the starting point, the early events, the conflict and its resolution. Do not worry about details, neither the time or place of the story, neither the characters names matter. These details are only important if they become decisive for the course of the story.

Then, you should create the main characters. Think of them as people you could, eventually, know. Make a small text where you put everything about them: a quick life story, ambitions, and desires, fears, conflicts, unique features or philosophies of life. Try to picture your characters in your mind and then describe them as thoroughly as possible, physically and psychologically.

For many people, the next step is to make a little summary of each chapter and, from there, start to write the story. But not me. Actually, the way that looks more efficient for me to create the story and all its adventures is opening up an excel document, or equivalent, (and yes, I know you hate it and you don’t know how to work with it, but it’s important to learn, now) and there I write the main scenes of the book. Done that, each one of them will unfold itself into new scenes. For example, How do they get there? Why? Where are they going now? What they did between the scenes X and Y?

In the end, you have a simple outline of the story which you can modify, increase, decrease and manipulate as you like, without much work and being able to frame your changes in the big picture.

When all of this is done, I divide the scenes into chapters (normally, at this point I make some more changes, I add some scenes and cut out others that seem pointless), so the different chapters keep similar sizes.

Why all that? Because nothing is more annoying for the reader than incongruences and moving forward and backward in a story.

At the end of each step, I revise the previous and when I’m done, I revise again. It’s almost impossible not to make any alterations. And if, by any chance, you do not feel that need, be careful, because it could mean that everything is perfect the way it is (which despite your abilities is quite unlikely) or, it means that something is wrong but you can’t yet figure out what is.

And in the end voilà! A new story to make your readers dream and smile.