PRENDER O LEITOR – CATCHING THE READER

Tudo o que um escritor mais deseja é que os seus leitores gostem daquilo que lêem e que fiquem apaixonados pelas suas histórias. Por vezes, parece difícil, mas na verdade, para prender o leitor à nossa história, só há uma regra importante: meio-termo.

É claro que, temos sempre de ter em conta que estamos a escrever para outras pessoas e por isso devemos ser claros no que queremos transmitir. Devemos ter especial atenção às primeiras páginas, evitem as grandes descrições sem conteúdo, ou linguagem exageradamente rebuscada. Foquem-se no vosso público-alvo, e naquilo que gosta de ler, a forma como fala e age (claro, sem exageros). Nas primeiras páginas, não importa de que cor é o tapete ou que tempo está a fazer lá fora, importa sim, o que está a acontecer.

Mas, e o que deve estar a acontecer?

Não é preciso (embora possa funcionar para algumas histórias) uma entrada demasiado dramática, com gritos, sangue, bombas a explodir ou vidros a partir. Apenas deve ser dada a noção de movimento, de acção e, se possível, começar a dar indícios (subtis) do conflito inerente à história. Sim, uma história tem de ter conflito, algo que impeça as personagens que alcançarem os seus objectivos, ou a mesma tornar-se-á cansativa e aborrecida para o leitor.

As cenas descritas ao longo de toda a história devem conseguir transportar os vossos leitores para esse mundo mágico que é o livro, o vosso livro. Mesmo que este seja passado num local comum, as vossas palavras podem transformá-lo num local espectacular e as personagens, em pessoas únicas e fascinantes, descritas de forma que pareçam estar pintadas com palavras. A componente de visualização, principalmente num mundo altamente tecnológico, onde cada pessoa acha que já viu de tudo (mesmo que através do ecrã do computador) é fundamental, para pregar o leitor ao livro. No entanto, e voltando ao ponto de partida, sem exageros, meio-termo é o ideial. Afinal, talvez aquela personagem fantástica não precise de ser minuciosamente descrita para ser imaginada, muitas vezes basta uma peculiaridade, física ou não, para a tornar única e deixar a todos apaixonados por ela. Tudo o resto, bem, é imaginação.


A writer’s biggest desire is to provoke passion in his readers. Sometimes that seems difficult, but, in truth there is only one rule to keep in mind in order to successfully do it: middle ground.

Obviously, you need to keep in mind that you are writing for someone else, so you must try to be crystal clear when transmitting your ideas. You should pay special attention to the first pages, avoid great descriptions with no content, or a very fancy language. You should focus on your target audience: what do they read? How do they speak and act? But please, do not exaggerate. In the first pages, it doesn’t matter the carpet color or the weather outside the window… All that matters is what’s happening in that moment.

But… What should be happening?

You do not need (despite the fact it could work in some stories) a very dramatic entrance, with screams, blood, bombs exploding and glass everywhere. You should just give the notion of movement, of action and, if possible, the first subtle clues to the conflict in the story. And yes, a story must have a conflict, something that prevents the characters from reaching their goals, or it will become boring for your readers.

The scenes described along your story should be able to transport the readers to the magical world of that book, your book. Even if it is set in a very ordinary background, your words can turn it into a spectacular place and turn the characters into unique and fascinating people, described like if they were painted with words. The visualization component, mainly in a highly technological world, where every person thinks he or she already saw a bit of everything (even if it was just on a computer screen) is fundamental, so your book can grab the reader. But (reiterating the starting point), no exaggeration, middle ground is the ideal. After all, that amazing character doesn’t need to be described until exhaustion to be imagined, many times you just need some peculiarity (that can be physical or psychological in nature) to turn your character into something unique and make everyone fall in love with it. Everything else, well, it’s your imagination.

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